O que é um MVP?

 

O autor Eric Ries define o MVP, abreviação de   produto mínimo viável, como a versão de um novo produto que permite que uma equipe colete o máximo de aprendizado validado sobre clientes com o mínimo de esforço.

Em outras palavras, o MVP é uma versão do produto com um conjunto mínimo de características necessárias para que ele possa ser colocado de imediato no ar (ou lançado no mercado) e submetido a testes com o público-alvo, que permitirão validá-lo e aprimorá-lo. É através do MVP que todas as suas hipóteses serão testadas. E quando criar um MVP? Depois que identificada a hipótese mais arriscada para a sua startup.

MVP

No post Startup você sabe o que é? dissemos que uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando com condições de extrema incerteza. Ora! Se essas novas empresas atuam em mercados de extrema incerteza não seria muito melhor se elas tivessem esse risco reduzido, pelo menos ao lançar sua ideia? Sim! E todas as startups concordam em relação a isso.

O que não é um MVP?

 

Agora que você já sabe o que é um MVP,  pode facilmente identificar o que não é um mínimo produto viável não é mesmo? Bem… desejamos que sim, mas se ainda restar qualquer dúvida listamos abaixo alguns resultados que não são MVPs:

  1. Produtos inacabados ou em versões reduzidas;
  2. Produtos com poucas features;
  3. Produtos sem qualidade (construídos com matérias-prima baratas);
  4. Versão beta;
  5. Produto não funcional;

 

O que não é um MVP

O que não é um MVP

 

É preciso lembrar que o MVP é uma ferramenta de testes e/ou de experimentação, e que, portanto, deve ser suficientemente bom, ao ponto de proporcionar aprendizados relevantes para  a sua startup, através de investigações qualitativas. Assim, se o seu MPV for algo inacabado ou incompleto, certamente trarão feedbacks igualmente insatisfatórios, ou seja, que não servirão de base para a tomada de decisão em relação a validação da sua ideia ou mesmo da sua startup.

 

3 objetivos do MVP

 

Em resumo, os 3 principais objetivos do MVP são:

 

  1. Maximizar o aprendizado;
  2. Minimizar custos; e 
  3. Agilizar testes e iterações.

 

Mas, o que testar primeiro?

 

E essa realmente parece ser uma das dúvidas mais comuns quando falamos de MVP, então seguem algumas dicas importantes para a sua startup:

  • Mercado B2C: teste prioritariamente a demanda (viabilidade da ideia). Utilize apresentações e entrevistas com os potenciais clientes para validar a sua ideia, validando ou invalidando a hipótese do interesse. Aproveite também os benefícios da internet (formulários de pesquisa, squeeze ou landing pages, etc.). 
  • Mercado B2B: teste as funcionalidades do produto (viabilidade do produto). Os feedbacks neste caso estarão mais restritos à usabilidade do MVP (protótipo).
  • Mercado B2B2C: mescle os testes acima.

 

Conheça o MVP de alguns conceituados serviços de hoje

 

Você se lembra da primeira versão do Facebook? E do Google? Sabe como era o Twitter? O site Mashable decidiu pesquisar o início de algumas gigantes da internet. Desde a primeira versão até hoje elas já adicionaram várias funcionalidades e recursos ao longo dos anos. Confira!

 

MVP Facebook (The Facebook)

MVP Facebook (The Facebook)

 

MVP Amazon

MVP Amazon

 

MVP Google

MVP Google

 

MVP Youtube

MVP Youtube

 

MVP My Space

MVP My Space

 

MVP Twitter

MVP Twitter

Realmente na época esses serviços não apresentavam os melhores layouts e tão pouco as melhores funcionalidades, mas ainda assim conquistam milhares de adeptos desde o lançamento do seus MVPs e tiveram suas hipóteses de ideia e negócios validades para nossa sorte!

Para conhecer outros termos mais utilizados no universo do empreendedorismo consulte nosso Dicionários de Startups.  

 


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Quando falamos em teste de software é muito comum pensarmos apenas em rotinas de verificação simples do software desenvolvido, na qual os próprios desenvolvedores fazem testes rápidos para ver se determinada funcionalidade mais difícil está funcionando como deveria.

 Também é  muito comum as pessoas confundirem o real significado da etapa de validação no ciclo de desenvolvimento: “testes são feitos somente para eliminar falhas”. Os testes com certeza auxiliam na remoção das falhas por serem uma forma de identificá-las, mas o seu real objetivo é de apontar o maior número de falhas possível, comprovando o que NÃO está funcionando.

Um dos maiores problemas em relação a este tema é como saber se todos os erros foram encontrados se não se sabe quantos existem? Por isso é necessário entender o nível de qualidade aceito pelo seu cliente para que possa ser replicado em todos os seus releases de software.

É importante ter sempre em mente que testar não é somente seguir um “passo-a-passo” bem detalhado verificando o resultado esperado. Antes disso é importante que uma pessoa planeje como serão feitos os testes e como o software deverá ser testado para então serem desenvolvidas rotinas com ações e resultados esperados no qual qualquer pessoa possa seguir e anotar os resultados obtidos, inclusive um computador!

Nessas horas deve vir a dúvida “se é tão complicado, devo ter alguém especializado trabalhando aqui comigo?” A resposta a esta pergunta é sim! Mas como a maioria das empresas pequenas e Startups não têm dinheiro disponível para sair contratando diversas pessoas, a nossa dica de hoje é: comece a escrever as suas rotinas de teste!

 

Muitas pessoas costumam realizar testes de software sem nenhum planejamento e nem sequer anotar as rotinas que serão testadas e como elas serão testadas. Mas a partir de agora todas as vezes que for testar um software, vocês vão escrever a rotina que será testada! Não precisa ser com muitos detalhes, é necessário somente iniciar um mapeamento para conseguir obter os dados necessários para medir a sua qualidade. Então, comece com esse passo pequeno, para iniciar o entendimento de quais são os pontos falhos para depois poder focar num planejamento melhor. Além disso, com o tempo é possível perceber que muitas das rotinas de testes já criadas anteriormente poderão ser re-utilizadas em novos releases de software.

 

Por isso não se esqueça das dicas fundamentais:

 

DEFINA UM OBJETIVO DE TESTE  

Ao criar seus testes não esqueça de formalizar seu objetivo deixando-o claro e bem específico para o teste que estará desenvolvendo. Ao fazer esse planejamento pense: o que eu quero comprovar com esse teste? Quais métricas me ajudam a chegar a este resultado? Como utilizar essas métricas? Não se esqueça de especificar também a funcionalidade que será testada e principalmente o que será testado como por exemplo: “Verificar se a entrada de dados no campo nome aceita caracteres especiais”.

 

 

 

ESCREVA AÇÕES PARA ALCANÇAR OS RESULTADOS ESPERADOS

 Após definir o objetivo você pode escrever passo a passo para que o responsável pelo teste siga para chegar até a rotina desejada ou então apenas descrever a ação necessária para produzir o seu resultado esperado. Esta segunda opção é mais rápida e fácil de desenvolver, e a primeira visa facilitar a execução de testes por pessoas que não conhecem a ferramenta.

Essas dicas, podem ser aplicadas também na validação do seu produto e na execução de testes com seus clientes. Essa abordagem é muito simples e te ajuda a organizar o seu raciocínio. Seu ponto principal é deixar bem claro onde se quer chegar: qual o seu objetivo? Ao validar a sua ideia também é importante saber o objetivo da sua ferramenta e a partir dele, e definir métricas assim como é feito com teste de software. As métricas serão suas aliadas em todos os momentos no desenvolvimento da sua Startup. Elas ajudam na tomada de decisão, e a responder perguntas como: “devo pivotar ou continuar”.

Não sabe o que é pivotar? Não tem nem ideia de como definir uma métrica? Continue acompanhando o Startup Sorocaba que nós te ajudaremos!


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