Esse post poderia dar lugar a muitos outros, não fosse a importância de desfazer o engano quanto a afirmação dita acima – e não apenas em função dos zeros que podem nos ajudar a separar os resultados dos dois “formatos”.
Portanto, podemos dizer que não trata-se do quanto vale uma startup e sim de como ela pode ser vista se comparada há algumas empresas de modelos mais tradicionais e, portanto, já estabelecidas no mercado.

Então, o que nos permite dizer que uma startup não é uma versão menor de uma empresa? É o que veremos a seguir.

 

1) Mercado: um velho conhecido

 

Vamos lá… premissa básica: enquanto uma empresa constituída para cumprir o seu plano de negócios já tem um mercado (em muitos casos como um “velho conhecido”), clientes, preços e todas as demais variáveis conhecidas ou mapeadas, as startups que atuam em mercados de extrema incerteza vão aos poucos fazendo essas e outras descobertas, como parte de um processo contínuo de autoaprendizado.

Previsão é uma palavra que não existe para as startups (nem mesmo quando se fala em vendas, por exemplo, já que a hipótese de cumprir com determinado objetivo pode ou não se cumprir).

 

2) Só sei que nada sei…

 

Para ficar mais fácil, vamos falar então de empresas com um modelo de negócios já conhecido e de outras que, desconhecem esse modelo, respectivamente.

A forma como vão gerar, entregar e captar valor irá impactar diretamente no continuidade ou futuro dessas empresas, concorda? Ao lançar um novo produto, geralmente uma empresa que já tem experiência, irá repetir os passos anteriores que já deram certo, ou seja, elas estarão sempre olhando e buscando respostas no passado, em sua trajetória. Do outro lado estão as startups que assumem o risco de navegar por mares desconhecidos ou pouco explorados. A visão das startups é baseada em ciclos curtos de aprendizados, em resultados que levam a ações imediatas, mudanças estratégicas de rotas. 

A velocidade desse ajuste também pode ser compreendido pelo tempo em que se gasta com pesquisas. Não estamos aqui advogando para que você saia feito um louco sem conhecer minimamente o mercado em que pretende atuar, mas uma coisa é certa: a pesquisa pela pesquisa e análise pela análise pode fazê-lo estagnar. Quer um exemplo clássico? A Kodak nos traz uma importante reflexão sobre o senso de urgência em função de uma oportunidade.

Os primeiros anos de uma startup são completamente imprevisíveis. Seus resultados estão baseados em fatos e não em previsões de um plano de negócios. Primeiro as startups descobrem o modelo de negócios, depois elas as escrevem em um plano. Um dos objetivos mais importantes de uma startup é o de encontrar e validar um modelo de negócios. O resto é consequência.

 

3) Os caciques

 

Outro erro comum, além do fato de ter um plano de negócios desde o primeiro dia, é ter também uma grande equipe dividida em cargos ainda maiores como: presidentes, vice-presidentes e afins. Isso só funciona para as grandes empresas!

Entenda que o mais importante para um startup é ter um “time” focado no desenvolvimento de clientes. Tendo você um ou mais fundadores na sua startup, saiba que deverão investir pelo menos 20% do seu tempo fora de suas salas, ou seja, compreendendo as reais necessidades e a dimensão do problema que você pretende solucionar para, só então, saber como eles vão se relacionar com o que você ainda irá desenvolver.

Startups não precisam de títulos, mas sim de pessoas capazes de descobrir o que é realmente uma necessidade do mercado. Contratação e expansão da infra-estrutura só devem acontecer depois de vendas e marketing tornarem-se processos previsíveis, reproduzíveis e escaláveis. Faz algum sentido pra você?

 

4) Ser ou não ser

 

O maior objetivo de uma startup é deixar de ser uma startup. Ou seja, é se tornar uma “empresa grande”, depois de ter encontrado um modelo de negócios repetível e escalável. No entanto, esse amadurecimento pode levar meses, anos, décadas.

Crescer dói, como se diz no jargão dos empreendedores. Crescer irá exigir muito tempo de dedicação, esforço, entendimento na prática sobre o que é o mercado e as necessidades dos consumidores.

 

5) Execução x Aprendizagem

 

Em uma startup toda ação deve levar a um aprendizado. Ao invés de focar apenas na execução é necessário desenvolver e testar hipóteses constantemente e focar na iteração e aprendizagem. Uma startup assume que o erro faz parte do seu processo de evolução, enquanto para uma empresa já estabelecida o erro pode ser tido apenas como um erro.

 

6) Diga-me quem são seus clientes e direi quem sua startup será

 

Antes de querer vender desesperadamente sua solução, uma startup maximiza o tempo de aprendizado com seu público-alvo, para vender mais e ganhar no longo prazo. O dinheiro mais barato para uma startup é o que vem dos seus clientes e por esse motivo devem se preocupar em ser sustentável. Marketing & Vendas servem para otimizar e acelerar as vendas em um mercado minimamente conhecido. Antes disso pode ser que o dinheiro caia num ralo…

Como você pode perceber, uma startup não é uma versão menor de uma empresa. As startups podem até trabalhar nos mesmos mercados que as grandes empresas, no entanto, elas encaram a realidade e reagem de maneira diferente, o que as faz ser também mais competitivas (em função da agilidade e flexibilidade) comparativamente.

Startup Sorocaba: E então, o que a sua startup quer ser quando crescer?

 


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