Acredite: você esteve errado até hoje. Não pense mais em inovação!

Na crise e na dificuldade muitas vezes está também a oportunidade. É justamente nos momentos mais críticos que as pessoas passam a avaliar o mundo ao seu redor com outros olhos e estão mais propensas a inovar. O ambiente nem sempre é o dos melhores (quase nunca), mas o senso de urgência faz com que as pessoas pensem e ajam de maneira diferente, oportunamente. É onde surge a inovação.

Mas acredite você, eu, todos nós sempre estivemos errado até hoje. Sempre pensamos em inovação, quando o correto na verdade é pensar em utilidade.

 

Não pense em inovação. Pense em utilidade.

Chris Guillebeau (autor do livro “A startup de $100”)

E se isso ainda não parece fazer sentido para você, veja a seguir porque devemos mudar nosso modo de pensar  e de inovar urgentemente. 

 

Nem toda ideia é inovadora e nem toda inovação é útil

 

Sempre que falamos de ideias dizemos que o novo produto ou serviço deve resolver a uma ou mais necessidade reais, ou seja, deve ser a resposta para um problema/dor. Até aí, nada de novo não é mesmo?

Mas e quando o que se tem como inovação não é compreendido como valor ou pior, nem sequer é útil para aquele público-alvo para o qual foi criado? Sim. Esse é o problema! Portanto, primeiro não devemos pensar em inovação, mas sim em utilidade. Quando partimos do pressusposto (ou da validação de uma hipótese confirmada anteriormente) estamos falando então de algo que realmente é entendido como uma solução – e não como mais um problema… assim, antes de desejar ter a melhor ideia, pense primeiro em ter algo útil e a partir daí em como diferenciá-lo de tudo o que já existe (e não o contrário).

 

Inovações que não eram tão inovadoras (e deram errado)

 

A inovação desses produtos ou serviços não passou pela aprovação do público em geral. E olha que como estamos falando de invenções mais antigas não estamos fazendo referência a um público tão exigente assim hein!

Mas o que será que fez com que esses produtos e serviços não dessem certo? 

Fora o fato de serem bizarros certamente porque não eram úteis! Concordamos que inovar é antecipar tendências e muitas vezes pensar no impensável, mas é preciso – e antes de mais nada – pensar na utilidade, na contribuição para resolução de um problema real, na simplificação da vida dos usuários (afinal imagino que não deva ser tão fácil nada com trajes de madeira… se é que é possível sobreviver a um naufrágio e autoafogamento…).

Alguns de vocês até podem defender que a partir dessas ideias iniciais surgiram insights ou mesmo produtos que deram, no entanto, imaginem o quanto de tempo e recursos não foram gastos.

 

Quer inovar? Então crie soluções úteis

 

Quer inovar? A regra é simples: seja útil! A vida é muito curta para perder tempo e dinheiro construindo ou desenvolvendo algo que ninguém quer, precisa ou acha útil. 

As pessoas não se importarão em pagar pelo que acreditam ser justo e pelo que irá fazer com que elas poupem tempo, ganhem produtividade, tenham mais saúde, conforto, etc. Mas lembrem-se: existem maneiras e maneiras de inovar. A inovação não está necessariamente associada ao aumento de investimento ou a coisas mirabolantes e grandiosas. Muitas vezes é por meio da inovação que é possível economizar dinheiro, tempo e outros recursos. Inovar é muitas vezes simplificar (procure ler a história dos dois engenheiros e dos oito milhões para entender do que estamos falando). 

Então não erre mais por favor: pense primeiro em utilidade e depois em inovação!


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