Um dos maiores motivos que levam as startups há falharem é, sem dúvida alguma, criar ou desenvolver algo que ninguém quer. Mas como saber exatamente o que as pessoas PRECISAM e DESEJAM? Como ter um produto ou serviço que todo mundo ama? Nós vamos te mostrar como!

Bom, se vale a ressalva desejamos sim que a sua startup seja a “bola da vez”, mas saiba que antes disso você terá um longo caminho de experiências e aprendizados…

 

Começando do começo…

 

A primeira lição que todo empreendedor deve fazer é colocar sua ideia no papel – preferencialmente preenchendo um Canvas (se você ainda não preencheu o seu, saiba como pode começar aqui). Mas por que? 

O Canvas permitirá que você tenha uma visão completa do seu modelo de negócio, ou seja, a partir dele você saberá reconhecer o que é realmente essencial para que a sua startup saia do papel. Também por este motivo os quadrantes a serem preenchidos primeiros são: 1) Value proposition e 2) Customer Segments.

Por mais óbvio que possa parecer, caso você não tenha uma ideia clara de como preencher essas duas informações é melhor repensar o seu negócio, afinal, não fará sentido preencher os demais quadrantes ou mesmo tirar a sua ideia do papel, se você não sabe exatamente a que grupo(s) de cliente(s) atenderia ou mesmo qual(is) problema(s) o seu produto ou serviço resolve.

Sabemos que essas perguntas não são facilmente respondidas e que você provavelmente levará algum tempo para fazê-lo, mas acredite: dedicar tempo para compreender o mercado em que deseja atuar e pensar nos diferenciais do seu produto, fará toda diferença. É isso que separa as startups que deram certo, daquelas que deixaram de existir com a mesma velocidade com que foram criadas.

Muitos dos negócios de sucesso que conhecemos hoje em dia, são resultados de ideias que foram melhoradas ou de uma nova oportunidade vislumbrada, ou seja, de um pivot e só deram certo porque encontraram o product market/fit, oferecendo para um ou mais mercados exatamente aquilo que as pessoas precisavam e desejavam (leia aqui outros casos de startups que descobriram o seu mercado ideal, depois de pivotar).

 

Mas afinal, o que é Product Market Fit?

 

The only thing that matters is getting to product/market fit.

 

Em poucas palavras podemos dizer que o market fit é o momento em que o empreendedor consegue enxergar uma oportunidade de mercado e lançar um produto que satisfaça as necessidades desse mercado. Esse “encaixe perfeito” ocorre quando o produto/solução proposta encontra um nicho de mercado promissor

Assim, o product market/fit depende essencialmente de dois elementos:

 

  • Produto (value proposition): deve ser a solução para pelo menos uma dor recorrente e proporcionar ganhos (benefícios) que sejam compreendidos como valor pelo mercado-alvo;
  • Mercado (customer segments):  deve ser grande o suficiente ou apresentar potencial de crescimento e composto por pessoas que tenham condições financeiras e estejam dispostas a pagar pelo seu produto.

 

Logo, quando se tem esse encaixe, pode-se dizer que se tem o product market fit ou simplesmente market fit, como demonstrado no Canvas abaixo.

startup-sorocaba-product-market-fit

Startup Sorocaba: Product Market Fit – o “encaixe perfeito” ocorre quando o produto/solução proposta encontra um nicho de mercado promissor

 

A regra de ouro aqui, portanto, é VALOR. Quando uma startup oferece aquilo que um ou mais mercados compreendem como valor, tem em mãos a oportunidade de se posicionar efetivamente, garantindo assim o seu lugar no mercado. Quanto mais rápido os prospects entenderem a sua proposição de valor mais rapidamente você dará a volta no loop Construir-Medir-Aprender, sendo este, por exemplo, um dos maiores objetivos de um MVP

 

Os desafios de encontrar o product market fit

 

Segundo Steve Blank o maior objetivo de uma startup é deixar de ser uma startup, ou seja, é chegar a um ponto onde se tem um modelo de negócios repetível e escalável – o que só é realmente possível quando se tem um produto que é de interesse de um (ou mais) grupos, ou seja, para o qual realmente existe demanda. Por isso, antes de encontrar o product market/fit tudo é aprendizado.

Sem que você tenha um produto para um mercado ideal ou vice-versa, possivelmente todos os seus esforços serão em vão e, infelizmente, não é tão incomum encontrar startups que, ainda hoje, dizem ter uma solução inovadora e que praticamente querem “empurrá-la” para o mercado a qualquer custo e certamente a sobrevivência de negócios assim está muito ameaçada.

Quer algumas dicas rápidas de como saber exatamente o que o mercado precisa e deseja? Get out the building! Vá validar sua ideia com quem realmente interessa: o mercado. Mãos à obra!

Ah, e não deixem de acompanhar os próximos posts onde falaremos sobre “Os 10 passos para ter o Product Market/ Fit”.

Aproveite para ver também os slides da palestra que ministramos durante o projeto do SEBRAE SP “Conexão com Especialistas”:

 


E você, o que pensa sobre o assunto? Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião. Não gostou? Acha que podemos melhorar? Então nos ajude a aprimorar nosso trabalho.

Siga o Startup Sorocaba no Facebook e cadastre-se para receber nossa newsletter e para ser informado sobre todas as novidades.

Compartilhe:

No post anterior falamos sobre a importância de pivotar e sobre os tipos de pivôs mais comuns. Neste traremos 10 cases de sucesso de startups que pivotaram, ou seja, que reajustaram sua rota durante o caminho, mesmo já tendo clientes.

 

startups-sorocaba-pivot

Startup Sorocaba: Update or die. Confira 10 cases de startups que pivotaram e deram certo

 

10 startups que pivotaram (e deram certo)

 

1) Youtube

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-youtube

 

Talvez um dos exemplos mais clássicos seja o Youtube. Hoje, o YouTube é uma das plataformas mais usadas para armazenamento e compartilhamento de vídeos online. Fundada em 2005, pelos empreendedores Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, a ideia inicial da startup era atuar como um serviço de vídeo para namoro online. Com problemas para crescer, decidiram focar somente no compartilhamento de vídeos. Em 2006, o Google comprou a startup por 1,65 bilhões de dólares.

 

2) Sambatech

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-sambatech

 

Criada em 2007, a Samba Tech distribuía jogos de celular para o Brasil e para países da América Latina. Três anos depois, o fundador Gustavo Caetano percebeu que o mercado não era escalável. Mudou o foco do negócio e criou uma plataforma de gestão de vídeos online. Depois, a empresa fez dois spin-offs: a Samba Adstream e a Samba Ads. No ano passado, foi anunciada a criação da holding Samba Group.

 

3) Twitter

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-twitter

 

Em 2005, a startup Odeo criou uma plataforma para buscar e assinar podcasts na internet. O Twitter era uma das suas ferramentas, que entrou no ar 2006. O negócios de podcasts não decolou e todos os esforços foram destinados à rede. Em 2013, a startup chegou à bolsa de valores de Nova York e levantou 1,82 bilhão de dólares.

 

4) Pagpop

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-pagpo

 

Antes de ser acelerada pela 21212, a startup PagPop se chamava Vital Cred e era focada em oferecer pagamentos por meio de carnês. Fundada pelo dentista brasileiro Márcio Campos, hoje a empresa tem uma plataforma que permite a qualquer lojista o uso de celulares para receber pagamentos com cartões de crédito. Em 2012, recebeu aporte da Intel Capital, braço de investimentos da Intel.

 

5) Paypal

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-paypal

 

Fundado em 1998, o sistema do PayPal foi criado para efetuar pagamentos via palmtops e só depois os fundadores resolveram focar em transferir dinheiro online. Hoje, o serviço de pagamento online mais conhecido do mundo tem 148 milhões de contas ativas e está disponível em 26 moedas, em 193 mercados. Em 2002, foi comprado pelo eBay por 1,5 bilhão de dólares.

 

6) ZeroPaper

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-zeropaper

 

Simplificar a contabilidade e reduzir a necessidade de papel eram os principais objetivos dos fundadores da ZeroPaper. Entretanto, mudaram o rumo do negócio para atender as necessidades do mercado e criaram um gerenciador financeiro online para ajudar pequenos e médios empresários. Em 2013, a TOTVS Ventures adquiriu participação minoritária na startup.

 

7) Instagram

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-instagram

 

Os co-fundadores do Instagram, Mike Krieger e Kevin Systrom, começaram o negócio em 2010 e inicialmente era chamado de Burbn. No começo, o app não só compartilhava fotos como também tinha funcionalidades do Foursquare e elementos de jogos. Eles mudaram o foco e resolveram investir apenas no compartilhamento de fotos. Em 2012, Mark Zuckerberg anunciou a compra do Instagram por aproximadamente 1 bilhão de dólares.

 

8) Easy Taxi

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-easy-taxi

 

O empreendedor Tallis Gomes tinha pensado em criar um aplicativo de monitoramento dos horários de ônibus. Depois de uma experiência em que teve muita dificuldade para conseguir um táxi, desenvolveu a ideia do que seria o Easy Taxi. Em 2011, a startup vence o concurso da aceleradora Startup Farm Rio 2011. Hoje, a startup está presente em 30 países, tem uma rede com mais de 120 mil taxistas e recebeu várias rodadas de investimento.

 

9)  Flickr

 

startup-sorocaba-startups-que-pivotaram-flickr

 

Em 2004, o Flickr foi fundado pela empresa canadense Ludicopr, dos empreendedores Caterina Fake e Stewart Butterfield, e começou como um RPG online e era chamado de Game Neverending. Foi a ferramenta para compartilhar e salvar fotos na rede enquanto os usuários jogavam que liderou a mudança do modelo de negócio da startup. Um ano após sua fundação, o Flickr foi comprada pelo Yahoo por 35 milhões de dólares.

 

10)  Facebook

 

startup-sorocaba-facebook-pivot

 

O Facebook começou com um site parecido com HotOrNot.com. Depois de um grande pivô, o Facebook passou a ser uma rede social que conectava estudantes de Harvard  (sim! acreditem). Agora após diversos outros pivôs, o Facebook é uma rede social aberta a todos, com diversas funções. Em 2012 a empresa estreou na bolsa de valores com o maior IPO (oferta pública inicial das ações, em inglês) da história das empresas de internet dos Estados Unidos. As ações foram oferecidas ao preço incial de US$ 38, o que rendeu US$ 16 bilhões à companhia. A rede social agora é avaliada em US$ 104 bilhões.

 

Aí você se pergunta: mas e se mesmo mudando, minha startup não der certo? Tendo esgotado todas as possibilidades (e preferencialmente antes de finalizar seus recursos financeiros), a melhor decisão a ser tomada neste caso é abandonar a ideia/projeto. Lembre-se:

O fracasso é o pré-requisito para a aprendizagem

Eric Ries (autor do livro “A startup enxuta”)

 

Desapegue e invista em uma nova ideia! Empreender é isso! Welcome in the world of enterpreneurship!

 


 

E você, o que pensa sobre o assunto? Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião. Não gostou? Acha que podemos melhorar? Então nos ajude a aprimorar nosso trabalho.

Siga o Startup Sorocaba no Facebook e cadastre-se para receber nossa newsletter e para ser informado sobre todas as novidades.

Compartilhe:

Aproveitando o sucesso do nosso último meetup (que foi DUCA!*) e a relevância do tema principal e decidimos trazer mais exemplos de startups que pivotaram ao longo do caminho e que hoje são sinônimo de empresas bem sucedidas.

 

startup-sorocaba-7-meetup-foto

Startup Sorocaba: o 7 Meetup do Startup Sorocaba foi DUCA!*

startup-sorocaba-7-meetup

Startup Sorocaba: o 7 Meetup do Startup Sorocaba foi DUCA!*

 

Mas antes disso vamos para alguns recadinhos importantes:

  1. Se você ainda quer saber como foi o #7 Meetup do Startup Sorocaba veja a cobertura completa neste link e neste outro também com a cobertura oficial da Carttô Produções;
  2. Acesse as palestras do Davi Paunovic (SEBRAE) e do Sidney Haddad da startup Myvillage;
  3. Programe-se para o nosso novo meetup em Janeiro de 2016. Acompanhem todas as novidades aqui.

Agora sim. Vamos lá para nosso tema principal. Lembre-se: Update or Die! 

 

 

A maioria das startups cometem suicídio e não homicídio

 

Startup Sorocaba: a maioria das startups cometem suicídio e não homicídio

 

E embora pareça alarmante, essa é a frase que melhor revela a realidade das startups no Brasil e no mundo (separe um tempinho para ler as “autópsias“). Ainda que sejam consideradas como negócios disruptivos, muitas startups ainda cometem alguns erros comuns às empresas mais tradicionais. O mercado e os consumidores exercem grande influência no ciclo de existência de uma startup, no entanto, as maiores causas de fracasso estão associadas a “erros grosseiros de gestão” que poderiam ter sido corrigidos e foram negligenciados como: investir em algo que ninguém deseja, não ter nenhuma ideia sobre o modelo de negócios, etc.

Para ser uma startup é preciso pensar e agir como uma (isso não deve impedir é claro o desejo de se tornar uma empresa global, por exemplo, mas o que minimamente se espera é que a startup esteja preparada para as pequenas e grandes oportunidades).

 

Update (pivote) or Die

 

Mas na prática o que isso quer dizer?

Simples: que não há problema algum em iniciar algo e descobrir que ele não dará certo, afinal, uma experiência pode ou não dar certo, não é mesmo? Você sabia, por exemplo, que pelo menos 2/3 das startups atuais mudaram seus projetos iniciais? Sim, antes de “acertarem a mão” definitivamente, elas tentaram inúmeras vezes, falharam rapidamente e aprenderam com isso. O maior “erro”, portanto, não está nas tentativas ainda tidas como frustradas por muitos empreendedores, mas sim em falhar tardiamente, depois de já ter gasto dinheiro, tempo e tudo mais que se possa imaginar.

 

Pivotar é preciso

 

Na famosa gíria das startups um pivô é um tipo específico de mudança, projetado para testar uma nova hipótese a respeito do produto, modelo de negócios e do motor de crescimento (saiba mais sobre esses termos acessando também o nosso Dicionário de Startups).

Mas atenção para duas dicas essenciais que irão garantir o sucesso da sua startup: 1) é preciso tomar cuidado para não tomar decisões antecipadas e sair por aí pivotando o negócio ao primeiro sinal de dificuldade; 2) Pivotar não significa apenas mudar o produto.

Um pivô pode significar que você mudou seu segmento de clientes, seu canal, modelo de receitas/preços, recursos, atividades, custos, parceiros, aquisição de clientes. Startups que pivotarem apenas o produto vão limitar suas decisões estratégicas.

 

keep-calm-and-tune-your-startup-startup-sorocaba

Startup Sorocaba: Update (pivote) or Die

 

10 tipos de pivôs mais comuns

 

Saiba agora quais são os tipos de pivô que você pode adotar em sua startup, para fazer o seu negócio dar certo:

 

  1. Aumentar o zoom: transformar o que antes era apenas uma parte do seu produto ou serviço no cerne da sua empresa;
  2. Diminuir o zoom: É o movimento contrário, ou seja, transformar todo o seu produto em uma funcionalidade ou parte de algo novo e geralmente maior;
  3. Segmento de clientes: O problema existe e seu produto ou serviço pode ajudar a solucioná-lo, mas será preciso adaptá-los a um público-alvo diferente do que havia sido previsto anteriormente;
  4. Necessidade do cliente: Mudança em um produto que não atende ao desejo do cliente para algo que ele valorize. Aqui vale a ressalva de que nem sempre apenas o reposicionamento do produto será suficiente;
  5. Plataforma: É a mudança da forma em que o serviço é oferecido: o que antes foi pensado como um site pode funcionar melhor como um aplicativo para celular e tablet (e vice-versa);
  6. Modelo de negócios: Fazer com que o que era pensado como um negócio B2B, ou seja, para empresas, seja agora voltado para o consumidor final e vice-versa;
  7. Captação de valor: É a modificação da estratégia de geração de receita ou de faturamento do negócio;
  8. Motor de crescimento: Usar alternativas para a divulgação do produto às vezes, o que foi visto como algo que irá gerar divulgação espontânea precisa de outro método de marketing, como propagandas. Aqui se faz a opção por uma estratégia que busque o crescimento mais rápido ou mais lucrativo;
  9. Canal de distribuição: Quando a mudança ocorre na logística de entrega do produto (venda direta, por intermediários, etc). Esse pivô irá impactar diretamente nos custos da sua startup;
  10. Tecnologia:É a mudança na tecnologia utilizada para tornar o negócio mais competitivo. Esse pivô é mais comuns em startups já estabelecidas, ou seja, quando de fato há um histórico que permita comparar custo x eficiência.

 

Agora você não tem mais justificativa para não mudar o rumo da sua startup – a menos é claro que você opte por abandonar a ideia e decida recomeçar do zero e de outra forma.

Não deixe de acompanhar também o Startup Sorocaba e a sequência desse post onde falaremos sobre “As 10 startups que pivotaram (e deram certo)”. 

Update (pivote) or Die!

 


E você, o que pensa sobre o assunto? Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião. Não gostou? Acha que podemos melhorar? Então nos ajude a aprimorar nosso trabalho.

Siga o Startup Sorocaba no Facebook e cadastre-se para receber nossa newsletter e para ser informado sobre todas as novidades.

Compartilhe: