Sempre falamos aqui no Startup Sorocaba sobre a importância de ir para o mercado validar com que mais entende: os consumidores. Sim. Somente eles trarão as respostas que você precisa e os insights para aquelas perguntas que nem sequer pensou em fazer.

Um dos momentos do ciclo de vida de uma startup em que essa validação mais uma vez mostra a sua importância é no “pré-lançamento” da sua solução ou do seu MPV (Minimum Viable Product). Em termos de MVP também já falamos sobre protótipos de alta e baixa fidelidade, mas independente do formato é preciso colocá-lo à prova do seu público-alvo – e o quanto antes. 

 

3… 2… 1… prepare-se para o lançamento do seu MVP!

 

Startup Sorocaba: Prepare-se para lançar o seu MVP com essas 15 dicas para validação

 

Veja a seguir quais podem ser as 14 maneiras mais rápidas para você validar o seu MVP. Lembre-se de que os testes MVP são projetados não apenas para responder a questões técnicas sobre o produto, mas também para testar hipóteses de negócios fundamentais sobre a viabilidade do mercado.

 

1) Entrevista com clientes

 

Como já dissemos são os clientes que vão validar ou invalidar a sua hipótese e, consequentemente, determinar o “go” ou “no go” da sua startup.

Essas entrevistas devem ser exploratórias e focadas em validação e não em um discurso de vendas para o seu produto (funcional ou não). Você pode pedir para que seus clientes potenciais respondam o que entenderam da sua oferta e se a solução de fato entregaria o valor que sanaria suas necessidades. Ainda que as respostas não sejam tão positivas quanto você esperava, não tenha dúvida de que dessa forma você terá dados valiosos que irão ajudá-lo a articular sua oferta.

Ferramentas: Typeform, Survey Monkey, Google Forms.

 

2) Landing Pages

 

Muitoooo além de uma página utilizada meramente para capturar e-mails e criar a sua base de potenciais clientes, as landing pages podem e DEVEM ser utilizadas para validar o seu MVP. Além de mensurar a demanda você pode testar outros itens do seu modelo de negócios como: proposta de valor, preços, público-alvo. 

Explorar mais do que um campo para deixar um e-mail trará outras formas de interação que resultarão em dados e aprendizados reais sobre seus clientes. Muitos empreendedores inclusive utilizam as landing pages para pré-venda (antes mesmo de ter o produto desenvolvido, mas vamos deixar esse assunto para um das próximas dicas). Para ser mais eficaz, as páginas de destino precisam ser capazes de fornecer as informações corretas aos clientes, no contexto correto e permitir que você mensure os resultados. Lembre-se de que um dos maiores objetivos do MVP é o aprendizado validado.

Ferramentas: Landingi, Strikingly.

 

3) Testes A/B

 

Para validar o seu MVP você pode utilizar uma das estratégias isoladamente ou combinadas, como no caso dos testes A/B. Para validar, por exemplo, qual público-alvo converte mais, você pode publicar a mesma landing page e fazer o teste A/B, ou seja, manter a mesma oferta para públicos diferentes.

Os testes A/B são comumente utilizados para testar a eficácia de qualquer alteração em seu produto ou marketing. A ideia é validar como os visitantes reagem a essas alterações, eliminando as suposições que você tem em relação a solução que irá colocar à disposição do mercado.

Ferramentas: Google Analytics, Optmizely.

 

4) Campanhas digitais

 

Assim como no caso do teste A/B os famosos “ADs” também são uma forma de validar a sua oferta. Plataformas como o Google e Facebook trazem importantes dados sobre o perfil do público-alvo que você deseja atingir. 

Os objetivos das campanhas publicitárias neste estágio de uma startup, geralmente estão associados ao teste de conversão de leads em clientes (para o caso de pré-venda) e/ou validação de alguns aspectos e funcionalidades do seu produto.

Vale lembrar que alguns mercados são altamente competitivos e dominados por grandes marcas, o que pode tornar os anúncios muito caros para o orçamento de uma startup. Por outro lado se você trabalhar em nichos mais segmentados, pode testar seu MVP e validar suas hipóteses rapidamente e com baixo custo.

Ferramentas: Google Adsense, Facebook Ads.

 

5) Crowdfunding

 

Kickstaster, Kickante, Catarse. Você certamente já ouviu falar de alguns desses sites. Em resumo, podemos dizer que essas plataformas são grandes vitrines de MVPs, onde a resposta do mercado é dada pelo interesse que as pessoas têm em determinado produto, ao ponto de contribuir com as campanhas e fazer doações financeiras, em troca de exclusividade e recompensas.

As vantagens de um crowdfunding são inúmeras, mas analisando do ponto de vista do empreendedor, essa pode ser uma das estratégias mais interessantes para o lançamento de produtos de alto valor agregado, porém, dependem também de um mercado relativamente grande.

Os contribuintes ou doares (também considerados early adopters), que financiam o projeto, têm uma participação essencial desde a construção a divulgação do seu produto, passando pelos feedbacks contínuos ao longo do caminho. Lembre-se de ter campanhas com narrativas atraentes, vídeos explicativos e diversidade de recompensas.

FerramentasKickstaster, Kickante, Catarse, IndieGogo

 

6) Vídeos explicativos

 

Animados ou não, os vídeos são uma excelente ferramenta para conversão. Um dos maiores cases na utilização para validação de um MVP é o do Dropbox (aperte o play e confira o vídeo, se ainda não conhece).

Lembre-se que quando estamos tratando do lançamento de uma solução é imprescindível que o futuro cliente vivencie ou tenha uma experiência mais próxima daquilo que irá adquirir. Já imaginou como seria explicar o Dropbox, sem mostrar como ele funcionaria? Muito mais difícil não é verdade?

Lembre-se de criar campanhas com narrativas atraentes (geralmente storytelling) e mensagens claras e concisas que trazem um call to action (chamada de ação para o prospect, como subscrição no site, reserva em um pré-lançamento, etc.).

Ferramentas: AnimaMe, Powtoon, GoAnimate

 

 

7) MVPs Piecemeal

 

Nada mais é do que uma demonstração do seu produto, a partir da utilização das ferramentas já disponíveis no mercado.

Com este tipo de validação, ao invés de investir tempo e dinheiro no desenvolvimento de uma solução do zero, seu MVP é construído usando várias fontes para fazer a versão do seu produto.

Ferramenta: Pluga

 

8) Blogs

 

Sim. Blogs são uma ótima maneira de validar ideias e/ou soluções com o seu mercado-alvo, com o mínimo de esforço. O MVP do Startup Sorocaba foi este blog que “vos fala” (contamos essa história neste post).

Eric Ries autor do “The Lean Startup” (ou A Startup Enxuta, em português) lançou primeiro alguns textos em um blog para compreender o interesse das pessoas em saber o que existia por trás de alguns dos negócios mais inovadores do mundo. Foi dessa forma que ele lançou, algum tempo depois a sua própria metodologia. O mesmo aconteceu com o livro “50 tons de cinza”.

Ferramentas: WordPress, Medium

 

9) Manual First ou “Mágico de Oz”

 

Fake it til you make it

 

Ao invés de construir um vídeo ou codificar um framework do zero, uma opção alternativa muito válida para as startups early stage (que estão em estágios iniciais de validação do mercado) é entregar o produto ou serviço manualmente. 

Para os clientes o mais importante é sempre o resultado – e não necessariamente o entendimento do processo de execução, certo?  Os clientes acreditam que estão experimentando o produto real, mas na realidade o trabalho por trás das cenas está sendo feito manualmente.

Foi assim que o Easy Taxi nasceu, fazendo manualmente algumas atividades que hoje foram automatizadas pelo aplicativo, como o próprio chamado do taxista.

Outro exemplo de MVP Mágico de Oz é o do Waze:

 

YouTube Preview Image

Tempo é valioso, especialmente nesta fase de uma startup e o fato de executar o processo manualmente também revela outros aspectos da experiência do cliente, que pode ser muito valioso mais adiante. Portanto, ao invés de colocar em recursos na construção de um produto real, com ete você poderá responder à pergunta mais importante primeiro: você está construindo algo que os clientes vão usar e pagar?

Ferramentas: (vai depender do modelo de negócios)

 

10) Protótipos digitais

 

Mockups, wireframes e protótipos podem ser usados ​​para demonstrar a funcionalidade do produto de uma forma que simule o uso real. Esses MVPs de protótipos podem variar de esboços de baixa fidelidade a previews de screenshots para aplicativos “dummy” mais complicados que demonstram a experiência do usuário.

Ferramentas: Balsamiq, Invision 

 

11) Protótipos de papel

 

Semelhante aos protótipos digitais, exceto pelo fato destes serem físicos, feitos de recortes ou até mesmo esboçados em papel para demonstrar seu produto e a experiência de usuário.

A vantagem de utilizar protótipos de papel para testes MVP, além obviamente do baixo custo, é que eles podem ser usados ​​por qualquer pessoa: da equipe de desenvolvimento  aos clientes. 

Ferramentas: papel e um bom lápis ou caneta  🙂 

 

12) MVP de recurso único

 

Muitas vezes, pode ser melhor se concentrar em um único recurso do seu MVP para economizar tempo e esforço de desenvolvimento, bem como impedir que os usuários se distraiam. Um bom exemplo disso é o Google.

O Foursquare, por exemplo, começou com a simples ideia de permitir que os usuários fizessem check-in nas redes sociais a partir da sua localização e as primeiras versões do seu aplicativo refletiram esta simplicidade. O Buffer também começou como apenas um suporte ao Twitter e disponibilizou um única conta por usuário.

Essas restrições ajudam a reduzir os clientes iniciais e a concentrar-se nos problemas mais importantes, como testar a viabilidade do produto e do mercado, em vez de se preocupar em adicionar suporte para outras plataformas e as demais funcionalidades que você deseja.

Ferramentas: (vai depender do modelo de negócios)

 

13) Páginas de pré-venda

 

Semelhante ao crowdfunding, o teste MVP com páginas de pré-venda permite que você apresente seu produto a potenciais clientes com o objetivo de atraí-los o suficiente a ponte de aceitarem pagá-lo antes mesmo de você iniciar seu desenvolvimento.

Ferramentas: Woocommerce, Celery

 

Conclusão

 

É normal que as startups early stage tenham hipóteses erradas sobre o mercado, os clientes, o preço a cobrar e o objetivo do MVP é validar e, se possível, tirar essas dúvidas no menor tempo possível – evitando que você desperdice tempo e dinheiro em algo que não tem valor. Reserve todos os recursos para quando descobrir que você tem demanda suficiente para lançar sua startup.

 


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Falamos em nosso último post sobre O poder da prototipagem – Porque sua startup precisa de um protótipo. No post de hoje vamos falar sobre os diferentes tipos de protótipos.

A definição do tipo de protótipo que a sua startup irá desenvolver irá depender do tipo de validação e estágio do seu projeto. Assim, é possível dizer que para cada objetivo há também um tipo de protótipo mais indicado. 

 

Afinal, o que são protótipos de baixa e alta fidelidade?

 

Durante o ciclo de vida de uma startup toda validação é IMPRESCINDÍVEL, entretanto, o formato do que você irá disponibilizar para teste do seu público-alvo, bem como o nível de interação que essas ferramentas também influenciarão na percepção de valor do usuário.

 

As dimensões de fidelidade dos modelos

 

Os protótipos variam em relação à:

  • Detalhamento: quantidade de detalhes que o modelo suporta;
  • Grau de funcionalidade: extensão na qual os detalhes da operação são completos;
  • Similaridade de interação: quão similar o modelo atual é em relação do produto final;
  • Refinamento estético: quão real o modelo é.

 

Assim, temos protótipos de baixa e alta fidelidade, também chamados de Lo-Fi (do inglês Low Fidelity) e Hi-Fi (do inglês High Fidelity), respectivamente, como veremos a seguir.

 

Protótipos de Baixa Fidelidade

 

Ao desenvolver um protótipo tenha em mente de que não é necessário apresentar toda a funcionalidade do produto, ou o produto 100% desenvolvido. Como já falamos, os protótipos servem para melhorar, alterar ou incrementar uma solução que ainda será lançada futuramente.

Então, como saber o que deve ser demonstrado pra seu potencial cliente? Foque no que é essencial para o objetivo da sua validação naquele momento.

Confira algumas características dos protótipos de baixa fidelidade:

  • Possui baixo grau de detalhamento;
  • Apresenta visualmente a funcionalidade;
  • Não possui recursos de interação;
  • Não exibe necessariamente o mesmo design da versão final;
  • Podem ser realizados no papel.

 

Quando é utilizado? Geralmente é utilizado para validar premissas básicas e iniciais de um modelo de negócios.

Objetivos: geralmente “revalidar” o problema, chamar para à ação em relação a solução proposta (engajando os usuários a responder um questionário, subscrever na lista de espera do lançamento do produto, encorajando-os a saberem mais), antecipar o desejo pela solução e, principalmente, aprender mais rápido com os early adopters.

Exemplos: hotsite, MVP Fumaça (vídeo – veja aqui o exemplo do MVP do Dropbox -, landing page ou squeeze page), mock-up, wireframes, sketch, protótipo de papel, plataformas de crowdfunding, páginas de pré-venda.

 

Startup Sorocaba: Protótipo de baixa fidelidade - Exemplo Twitter

Startup Sorocaba: Protótipo de baixa fidelidade – Sketch Twitter

 

Protótipos de Alta Fidelidade

 

Diferente dos protótipos lo-fi, os hi-fi assemelham-se mais com a solução final. Um potencial cliente pode, por exemplo, iniciar e concluir uma tarefa fundamental que é central para a sua proposta de valor. Suas principais características são:

  • Possibilita a interação do usuário, como se fosse o produto final;
  • Geralmente representa fielmente o produto final em termos de design e funcionalidade;
  • É apresentado no formato final (software, app, etc.).

 

Quando é utilizado? Geralmente quando é necessário completar a(s) função(ões) central(ais) de uma operação, como compra e pagamento em um marktplace, por exemplo.

Objetivos: validar uma funcionalidade específica ou crítica para a sua startup.

Exemplos: Concierge, MVP múltiplos,  Piecemeal (a partir de ferramentas já existentes), Manual-first (também chamado de Mágico de Oz), de função única.

 

startup-sorocaba-site-twitter-prototipo-de-alta-fidelidade

Startup Sorocaba: Protótipo de alta fidelidade – Site Twitter

 

O que influenciará no desenvolvimento do protótipo da sua startup?

 

O desenvolvimento do seu protótipo irá depender de três fatores-chave:

  • Mercado: se você está entrando em um mercado onde o problema ainda não é bem compreendido, o mais indicado é que você inicie com um protótipo de lo-fi, começando literalmente do zero para obter todos os feedbacks possíveis. Por outro lado, se o mercado já demanda soluções para o problema que sua startup está propondo resolver, você pode oferecer um protótipo mais avançado, porém intermediário (protótipo médio).
  • Perfil/experiência da equipe fundadora:  em algum momento no ciclo de vida da sua startup o perfil mais técnico será exigido. É nesse momento,  quando geralmente uma solução mais robusta também é colocada à prova do mercado, mas ainda que você tenha um produto “mais completo”, ainda pode se valer de dupla validação, utilizando também o lo-fi. 
  • Valor disponível para investimento: embora se possa começar minimamente e com poucos recursos, as opções mais avançadas exigirão também maiores investimentos.

 

Lembre-se de que todo protótipo deve ser avaliado e que, portanto, você deve mensurar esses resultados. Como diria Steve Blank “nenhum plano de negócios resiste ao contato com o primeiro cliente”. Assim, esteja preparado para aprender com quem mais tem a ensinar e boas vendas!


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Sempre dizemos aqui no StSo que uma ideia não vale nada. O que conta na verdade é sempre a EXECUÇÃO. Assim como eu e você, inúmeras pessoas têm várias ideias todos os dias, no entanto, nem todos colocam suas ideias em prática e acredite: para fazer com que isso aconteça, às vezes é necessário muito menos do que você imagina!

 

Comece agora mesmo!

 

Uma ideia é, antes de mais nada, uma hipótese que deve ser validada ou invalidada rapidamente.

 

O conceito por trás do Lean Startup e do Design Thinking nos remetem sempre à experimentação. Um produto é um experimento que pode ou não dar certo e ao contrário do que muitos pensam, é possível começar minimamente e fazer com sua ideia saia do papel e seja tangibilizada, a partir de um protótipo.

Por definição protótipo (prototypos), palavra derivada do grego Prótos que significa primeiro e Typos que significa tipos, pode ser entendido como o primeiro modelo, que está em fase de testes, estudo ou planejamento.

Imagine que você tem uma ideia (ou hipótese) e quer validá-la. O primeiro passo é validar o problema pesquisando com um ou mais grupos de pessoas para descobrir se: a) o problema é real; b) se é um problema frequente. A partir daí você descobrirá se a sua ideia vale a pena ser desenvolvida, ou seja, de de fato você irá investir tempo e dinheiro. O segundo passo então é o de validar a solução e para isso geralmente se desenvolve o mínimo produto viável (MVP), um dos tipos de protótipos mais conhecidos. Qualquer coisa tangível que permita explorar um ideia, avaliá-la e levá-la a diante é um protótipo.

 

Por que fazer um protótipo?

 

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Startup Sorocaba: As vantagens de se desenvolver um protótipo vão muito além da otimização de tempo e recursos

 

As vantagens de se desenvolver um protótipo vão muito além da otimização de tempo e recursos (o que por si só já seria ótimo). Confira a seguir porque você deve se preocupar em ter um protótipo – e o quanto antes:

 

  • Valida ou invalida um problema ou solução;
  • Permite apresentar uma ideia do conceito da solução (proposta de valor);
  • Comprova se a sua solução é praticável, desejável e viável;
  • Permite receber feedback dos usuários e leva a um aprendizado acelerado;
  • Fideliza os potenciais clientes;
  • Garante uma entrega final mais próxima do que os clientes precisam e desejam;
  • Confere um estágio mais avançado no ciclo de vida de uma startup (item que geralmente é avaliado por investidores);

 

Por quanto tempo testar um protótipo?

 

É é uma das dúvidas mais comuns que recebemos aqui no StSo. Os protótipos devem consumir tempo, empenho e investimento necessários para gerar os feedbacks úteis e mais revelantes que você necessita naquele momento. Lembrem-se: quanto mais “completo” e quanto maior a complexidade e custo ao desenvolver um protótipo, menores são as chances de receber um feedback construtivo.

A meta da prototipagem não é criar um modelo funcional, mas sim dar forma a uma ideia para descobrir seus pontos fracos e fortes, direcionando a decisão de levar a ideia a diante ou não.

 

E você já tem um protótipo? Se ainda não, não deixe de ler os próximos posts aqui no Startup Sorocaba sobre protótipos de baixa e alta fidelidade e saiba como iniciar o seu.

 


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No último sábado finalizamos o primeiro módulo do Startup Sorocaba LAB. O Get Ready, voltado para empreendedores com ideias ou startups early stage reuniu 13 participantes de Sorocaba e região, em uma experiência de troca de aprendizado incrível.

Durante três fins de semana os grupos formados puderam trabalhar em suas ideias e colocar em prática todas as ferramentas essenciais para o desenvolvimento de uma startup.

Confira tudo o que rolou e saiba como participar do próximo módulo ou da próxima turma.

 

O Startup Sorocaba LAB

 

O Startup Sorocaba LAB é um projeto antigo do Startup Sorocaba que também saiu do papel neste ano. Com o objetivo de criar novos negócios de alto impacto,  foi dividido em dois módulos; a) Get Ready (para ideias ou startups early stage); e b) Set&Go (para startups com um MVP).

A ideia é fazer com que os empreendedores passem por todos os estágios de uma startup, desde a validação do problema até a criação e tangibilização do produto e ida para o mercado. O programa nasceu da necessidade de ter alguma trilha de conhecimento, uma lógica e sequência que permita com que qualquer pessoa consiga desenvolver um novo negócio, aprendendo a falhar rapidamente”, disse Danielle uma das criadoras e facilitadoras do projeto.

Os empreendedores tiveram aulas teóricas e práticas sobre: design thinking, business model canvas, lean startup, customer development, validação, prototipação (MVP) e monetização, além de contar com estudo de cases e com o bate-papo com os fundadores da startup Manicury que compartilhou sua experiência no desenvolvimento e lançamento do MVP.

 

 

O ambiente amplo e descontraído do GoHub Coworking também proporcionou aos participantes uma experiência muito agradável.

 

Projetos desenvolvidos

 

Para efeito de aplicação dos conceitos, cada grupo selecionou uma ideia para ser trabalhada durante o LAB. Conheça agora os três projetos criados e desenvolvidos:

 

  1. Hortimiza: plataforma que conecta o produtor de hortifruti com os principais canais de comercialização;
  2. Cãomigo: turismo pet friendly – plataforma para conectar amantes de pets com locais pet friendlys, através da promoção de eventos/viagens;
  3. Cred.Fit: plataforma para matching entre os consumidores e bancos e simplificação dos processos de financiamento.

 

Agora com o MVP em mãos, no encerramento do módulo Get Ready as equipes foram desafiadas a buscar os primeiros clientes de suas soluções, validando suas propostas de valor junto ao segmento-alvo, para tenham os feedbacks, insights e aprendizados necessários para dar sequência aos projetos. 

 

Startup Sorocaba: Turma I do Startup Sorocaba LAB

Startup Sorocaba: Turma I do Startup Sorocaba LAB

 

Próximo módulo

 

Tanto os participantes do módulo anterior do Startup Sorocaba LAB, quanto startups que já tenham um MVP poderão participar da segunda etapa do curso (módulo Set&Go) voltado para estratégias Go to Market e tração dos negócios.

Se você se interessou e quer se juntar aos empreendedores que estão elevando suas ideias e startups a outros níveis, faça sua pré-inscrição AQUI.

Obs.: também já estamos com pré-inscrições abertas para a segunda turma do Get Ready, prevista para 2017. As inscrições podem ser realizadas no mesmo site (as vagas são limitadas).

Go empreendedores! Go startups! Go Comunidade! Go #StSo!


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Um dos momentos mais importantes na fase de desenvolvimento de uma startup é, sem dúvida alguma, a do desenvolvimento e validação do MVP, ou seja, da validação da ideia ou do modelo de negócios, mas em meio a tantos tipos de MVP, qual será o mais indicado para sua startup?

 

Tipos de MVP

 

  • MVP Fumaça: um simples anúncio ou landing page do produto/serviço. Tem o objetivo de fazer uma rápida divulgação da ideia.
  • MVP Concierge: MVP focado em conseguir os primeiros clientes para sua startup. Esses clientes receberão um tratamento “concierge”, com total atenção da equipe. Esse tipo de MVP não permite grande escala, mas traz profundo conhecimento das necessidades dos clientes, permitindo ajustar a ideia ao modelo mais adequado antes de escalar;
  • MVP Mágico de Oz: antes de programar as automatizações do produto/serviço, se colocam pessoas executando “atrás das cortinas” grande parte das tarefas, até definir o que é essencial para o produto atender às necessidades dos clientes dispostos a pagar;
  • MVPs duplos: duas versões diferentes de MVP são lançadas ao mesmo tempo, a fim de testar se são provocados diferentes comportamentos nos clientes;
  • MVP Protótipo: se constrói um protótipo funcional para realizar os testes necessários com clientes;

 

mpv-startups-startup-sorocaba

MVP: você sabe qual é o melhor tipo para sua startup?

 

Por quanto tempo validar o MVP?

 

Até obter a resposta para seguinte pergunta: “minha startup está obtendo progresso suficiente para acreditar que a hipótese principal original é correta ou é hora de mudar?”.

Aqui fica ainda um alerta! É preciso ter cuidado com as chamadas métricas da vaidade. Muitas vezes por acreditar muito na ideia e na certeza de que a hipótese não necessitaria nem sequer ser validado, o empreendedor pode ficar “cego”.

Lembre-se: contra fatos não há argumentos, mas desde que esses fatos realmente venham a contribuir para o sucesso da sua startup. Selecione métricas que realmente comprovarão a viabilidade do seu negócio, ou seja, as chamadas métricas acionáveis que o ajudarão a validar a ideia e saber se a sua startup está no rumo certo (não deixem de acompanhar o Startup Sorocaba. Em breve falaremos sobre métricas em um post específico).

É hora de colocar sua ideia em prática? Escolha um tipo de MPV, colete todos os feedbacks e boa sorte! Get out of the building!

 


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O que é um MVP?

 

O autor Eric Ries define o MVP, abreviação de   produto mínimo viável, como a versão de um novo produto que permite que uma equipe colete o máximo de aprendizado validado sobre clientes com o mínimo de esforço.

Em outras palavras, o MVP é uma versão do produto com um conjunto mínimo de características necessárias para que ele possa ser colocado de imediato no ar (ou lançado no mercado) e submetido a testes com o público-alvo, que permitirão validá-lo e aprimorá-lo. É através do MVP que todas as suas hipóteses serão testadas. E quando criar um MVP? Depois que identificada a hipótese mais arriscada para a sua startup.

MVP

No post Startup você sabe o que é? dissemos que uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando com condições de extrema incerteza. Ora! Se essas novas empresas atuam em mercados de extrema incerteza não seria muito melhor se elas tivessem esse risco reduzido, pelo menos ao lançar sua ideia? Sim! E todas as startups concordam em relação a isso.

O que não é um MVP?

 

Agora que você já sabe o que é um MVP,  pode facilmente identificar o que não é um mínimo produto viável não é mesmo? Bem… desejamos que sim, mas se ainda restar qualquer dúvida listamos abaixo alguns resultados que não são MVPs:

  1. Produtos inacabados ou em versões reduzidas;
  2. Produtos com poucas features;
  3. Produtos sem qualidade (construídos com matérias-prima baratas);
  4. Versão beta;
  5. Produto não funcional;

 

O que não é um MVP

O que não é um MVP

 

É preciso lembrar que o MVP é uma ferramenta de testes e/ou de experimentação, e que, portanto, deve ser suficientemente bom, ao ponto de proporcionar aprendizados relevantes para  a sua startup, através de investigações qualitativas. Assim, se o seu MPV for algo inacabado ou incompleto, certamente trarão feedbacks igualmente insatisfatórios, ou seja, que não servirão de base para a tomada de decisão em relação a validação da sua ideia ou mesmo da sua startup.

 

3 objetivos do MVP

 

Em resumo, os 3 principais objetivos do MVP são:

 

  1. Maximizar o aprendizado;
  2. Minimizar custos; e 
  3. Agilizar testes e iterações.

 

Mas, o que testar primeiro?

 

E essa realmente parece ser uma das dúvidas mais comuns quando falamos de MVP, então seguem algumas dicas importantes para a sua startup:

  • Mercado B2C: teste prioritariamente a demanda (viabilidade da ideia). Utilize apresentações e entrevistas com os potenciais clientes para validar a sua ideia, validando ou invalidando a hipótese do interesse. Aproveite também os benefícios da internet (formulários de pesquisa, squeeze ou landing pages, etc.). 
  • Mercado B2B: teste as funcionalidades do produto (viabilidade do produto). Os feedbacks neste caso estarão mais restritos à usabilidade do MVP (protótipo).
  • Mercado B2B2C: mescle os testes acima.

 

Conheça o MVP de alguns conceituados serviços de hoje

 

Você se lembra da primeira versão do Facebook? E do Google? Sabe como era o Twitter? O site Mashable decidiu pesquisar o início de algumas gigantes da internet. Desde a primeira versão até hoje elas já adicionaram várias funcionalidades e recursos ao longo dos anos. Confira!

 

MVP Facebook (The Facebook)

MVP Facebook (The Facebook)

 

MVP Amazon

MVP Amazon

 

MVP Google

MVP Google

 

MVP Youtube

MVP Youtube

 

MVP My Space

MVP My Space

 

MVP Twitter

MVP Twitter

Realmente na época esses serviços não apresentavam os melhores layouts e tão pouco as melhores funcionalidades, mas ainda assim conquistam milhares de adeptos desde o lançamento do seus MVPs e tiveram suas hipóteses de ideia e negócios validades para nossa sorte!

Para conhecer outros termos mais utilizados no universo do empreendedorismo consulte nosso Dicionários de Startups.  

 


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