Em um dos nossos posts anteriores falamos sobre “Product Market / Fit: como criar aquilo que as pessoas precisam e desejam“, um dos assuntos mais comentados e discutidos por aqui. Hoje vamos falar sobre os 10 passos para que a sua startup tenha o Product Market/Fit (PMF).

 

Tipos de Fit

 

Antes de falarmos especificamente sobre product market/fit, vamos conhecer os três tipos de fit que sua startup e sua solução podem ter.

 

Startup Sorocaba: tipos de fit que sua startup e solução podem ter

 

Em seu livro Value Proposition Design, Alexander Osterwalder traz três encaixes para a sua proposta de valor:

 

  1. Problem Solution/Fit: ocorre quando você consegue identificar as tarefas, dores e ganhos de um grupo de clientes e produz uma proposta de valor.
  2. Product Market/Fit: ocorre quando você valida que a sua proposta de valor é compreendida como valor por um grupo de clientes em um mercado potencial.
  3. Business Model/Fit: é quando você tem evidências de que sua proposta de valor se encaixa perfeitamente em um modelo de negócios repetível e escalável (que permitirá rápido crescimento).

 

Agora que você já sabe as configurações da proposta de valor da sua startup, vamos para o passo a passo de como conseguir o product market/fit.

 

10 passos para ter o Product/MarketFit

 

Ash Maurya, uma das maiores referências em metodologias lean e startups,  traz alguns importantes insights e 10 passos para ter o Product/Market Fit, como veremos a seguir:

 

  1. Saiba que seu produto não é “o produto”: seu modelo de negócios como um todo é o seu verdadeiro produto. Um produto sem um modelo de negócios é apenas um produto (contando com a sorte de dar certo). Já um modelo de negócios é o que sustenta uma startup, uma vez que considera as principais variáveis relacionadas ao mercado, clientes e eficiência do negócio.
  2. Tenha vários modelos de negócio e priorize por onde começar: assim como tudo em uma startup, o modelo de negócios também deve ser validado e por esse motivo você pode ter “várias empresas” ou alternar entre as variáveis para confirmar o que dá certo. Sim! Pivotar é preciso! A ideia não é criar várias empresas, mas sim chegar ao modelo ideal mais rápido, falhando antes e/ou menos. Assim, identifique as partes mais arriscadas do modelo para não assumir um erro maior no futuro.
  3. Compreenda as três fases de uma startup (vide imagem abaixo): as fases correspondem 1) Problem Solution/Fit – você tem um problema que vale a pena resolver? 2) Product Market/Fit – você está construindo algo que as pessoas querem e precisam? 3) Scale – como você fará para acelerar o crescimento? Desconsiderar essa ordem ou pular alguma das etapas pode fazer com que você mate o seu negócio em pouco tempo. A validação e o aprendizado das fases iniciais são essenciais para as startups.
  4. Mantenha o foco nas métricas corretas: AARRR – Acquisition, Activation, Retention, Revenue, Referral. Leia mais sobre as chamadas métricas do Pirata neste post. Antes de encontrar o product market/fit preocupe-se com a ativação e retenção para garantir receitas maiores. Depois do PMF atente-se para as métricas de crescimento (aquisição e referência). Tudo ao seu tempo, não se esqueça!
  5. Formule hipóteses falsificáveis: defina um conjunto de hipóteses específicas e testáveis. O objetivo aqui é definir claramente as condições sob as quais uma hipótese pode ser absolutamente comprovada ou refutada – rapidamente. A velocidade é a chave. Caso contrário, você simplesmente acumula evidências suficientes para convencer-se de que a hipótese está correta.
  6. Estruture o aprendizado: defina o QUE e COMO pretende aprender com os experimentos (validações) e defina as métricas de sucesso.
  7. Determine a velocidadetodas as fases de feedback são essenciais para o desenvolvimento da sua startup, no entanto uma das fases mais importantes é quando o produto é lançado de fato (a maior validação). Seu desafio está em encurtar ou acelerar esse ciclo para aprender rapidamente.
  8. Vá tão rápido, quanto puder aprender: Em vez de apenas “ir”, deve-se ter uma verificação sobre as coisas em processo e validar as aprendizagens, uma vez que a tarefa é feita. Indo tão rápido como você está aprendendo irá ajudá-lo na construção de um modelo sustentável durante um longo período de tempo.
  9. Valide qualitativamente e verifique quantitativamente: O painel de conversão ideal é parte de análise e parte gestão de relacionamento com clientes.
  10. Teste sistematicamente o seu modelo: Depois de optar por um modelo de negócio adequado e identificar as partes mais arriscadas, o modelo deve ser testado passo a passo.

 

Startup Sorocaba: Os três estágios de uma startup

 

Como saber se você já encontrou o Product Market/Fit?

 

Nem sempre é claro para o empreendedor ou mesmo fácil identificar durante o ciclo de vida de uma startup, a fase do product market/fit, mas existem alguns indícios que podem ajudá-lo. Isso geralmente ocorre quando:

 

  • Os consumidores compram mais rápido do que você consegue produzir (alta demanda);
  • Há necessidade de aumentar sua capacidade operacional (mas não é uma regra);
  • Sua base de usuários cresce exponencialmente;
  • Sua margem e lucro crescem rapidamente;
  • Os consumidores falam bem e mais sobre a sua marca;
  • A mídia e os investidores passam a olhar para sua startup com “outros olhos”;

 

O Product Market/Fit é o que realmente importa!

 

Sim. Startups que conseguiram se estabelecer no mercado foram aquelas que encontraram o seu product market/fit antes que seus concorrentes. 

Depois de encontrar o mercado, o motor de vendas e até mesmo o próprio modelo de negócios basta escalá-lo, ou seja, repetir por várias vezes o que deu certo – adequando as estratégias quando necessário.

 


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No último sábado finalizamos o primeiro módulo do Startup Sorocaba LAB. O Get Ready, voltado para empreendedores com ideias ou startups early stage reuniu 13 participantes de Sorocaba e região, em uma experiência de troca de aprendizado incrível.

Durante três fins de semana os grupos formados puderam trabalhar em suas ideias e colocar em prática todas as ferramentas essenciais para o desenvolvimento de uma startup.

Confira tudo o que rolou e saiba como participar do próximo módulo ou da próxima turma.

 

O Startup Sorocaba LAB

 

O Startup Sorocaba LAB é um projeto antigo do Startup Sorocaba que também saiu do papel neste ano. Com o objetivo de criar novos negócios de alto impacto,  foi dividido em dois módulos; a) Get Ready (para ideias ou startups early stage); e b) Set&Go (para startups com um MVP).

A ideia é fazer com que os empreendedores passem por todos os estágios de uma startup, desde a validação do problema até a criação e tangibilização do produto e ida para o mercado. O programa nasceu da necessidade de ter alguma trilha de conhecimento, uma lógica e sequência que permita com que qualquer pessoa consiga desenvolver um novo negócio, aprendendo a falhar rapidamente”, disse Danielle uma das criadoras e facilitadoras do projeto.

Os empreendedores tiveram aulas teóricas e práticas sobre: design thinking, business model canvas, lean startup, customer development, validação, prototipação (MVP) e monetização, além de contar com estudo de cases e com o bate-papo com os fundadores da startup Manicury que compartilhou sua experiência no desenvolvimento e lançamento do MVP.

 

 

O ambiente amplo e descontraído do GoHub Coworking também proporcionou aos participantes uma experiência muito agradável.

 

Projetos desenvolvidos

 

Para efeito de aplicação dos conceitos, cada grupo selecionou uma ideia para ser trabalhada durante o LAB. Conheça agora os três projetos criados e desenvolvidos:

 

  1. Hortimiza: plataforma que conecta o produtor de hortifruti com os principais canais de comercialização;
  2. Cãomigo: turismo pet friendly – plataforma para conectar amantes de pets com locais pet friendlys, através da promoção de eventos/viagens;
  3. Cred.Fit: plataforma para matching entre os consumidores e bancos e simplificação dos processos de financiamento.

 

Agora com o MVP em mãos, no encerramento do módulo Get Ready as equipes foram desafiadas a buscar os primeiros clientes de suas soluções, validando suas propostas de valor junto ao segmento-alvo, para tenham os feedbacks, insights e aprendizados necessários para dar sequência aos projetos. 

 

Startup Sorocaba: Turma I do Startup Sorocaba LAB

Startup Sorocaba: Turma I do Startup Sorocaba LAB

 

Próximo módulo

 

Tanto os participantes do módulo anterior do Startup Sorocaba LAB, quanto startups que já tenham um MVP poderão participar da segunda etapa do curso (módulo Set&Go) voltado para estratégias Go to Market e tração dos negócios.

Se você se interessou e quer se juntar aos empreendedores que estão elevando suas ideias e startups a outros níveis, faça sua pré-inscrição AQUI.

Obs.: também já estamos com pré-inscrições abertas para a segunda turma do Get Ready, prevista para 2017. As inscrições podem ser realizadas no mesmo site (as vagas são limitadas).

Go empreendedores! Go startups! Go Comunidade! Go #StSo!


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O que é um MVP?

 

O autor Eric Ries define o MVP, abreviação de   produto mínimo viável, como a versão de um novo produto que permite que uma equipe colete o máximo de aprendizado validado sobre clientes com o mínimo de esforço.

Em outras palavras, o MVP é uma versão do produto com um conjunto mínimo de características necessárias para que ele possa ser colocado de imediato no ar (ou lançado no mercado) e submetido a testes com o público-alvo, que permitirão validá-lo e aprimorá-lo. É através do MVP que todas as suas hipóteses serão testadas. E quando criar um MVP? Depois que identificada a hipótese mais arriscada para a sua startup.

MVP

No post Startup você sabe o que é? dissemos que uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando com condições de extrema incerteza. Ora! Se essas novas empresas atuam em mercados de extrema incerteza não seria muito melhor se elas tivessem esse risco reduzido, pelo menos ao lançar sua ideia? Sim! E todas as startups concordam em relação a isso.

O que não é um MVP?

 

Agora que você já sabe o que é um MVP,  pode facilmente identificar o que não é um mínimo produto viável não é mesmo? Bem… desejamos que sim, mas se ainda restar qualquer dúvida listamos abaixo alguns resultados que não são MVPs:

  1. Produtos inacabados ou em versões reduzidas;
  2. Produtos com poucas features;
  3. Produtos sem qualidade (construídos com matérias-prima baratas);
  4. Versão beta;
  5. Produto não funcional;

 

O que não é um MVP

O que não é um MVP

 

É preciso lembrar que o MVP é uma ferramenta de testes e/ou de experimentação, e que, portanto, deve ser suficientemente bom, ao ponto de proporcionar aprendizados relevantes para  a sua startup, através de investigações qualitativas. Assim, se o seu MPV for algo inacabado ou incompleto, certamente trarão feedbacks igualmente insatisfatórios, ou seja, que não servirão de base para a tomada de decisão em relação a validação da sua ideia ou mesmo da sua startup.

 

3 objetivos do MVP

 

Em resumo, os 3 principais objetivos do MVP são:

 

  1. Maximizar o aprendizado;
  2. Minimizar custos; e 
  3. Agilizar testes e iterações.

 

Mas, o que testar primeiro?

 

E essa realmente parece ser uma das dúvidas mais comuns quando falamos de MVP, então seguem algumas dicas importantes para a sua startup:

  • Mercado B2C: teste prioritariamente a demanda (viabilidade da ideia). Utilize apresentações e entrevistas com os potenciais clientes para validar a sua ideia, validando ou invalidando a hipótese do interesse. Aproveite também os benefícios da internet (formulários de pesquisa, squeeze ou landing pages, etc.). 
  • Mercado B2B: teste as funcionalidades do produto (viabilidade do produto). Os feedbacks neste caso estarão mais restritos à usabilidade do MVP (protótipo).
  • Mercado B2B2C: mescle os testes acima.

 

Conheça o MVP de alguns conceituados serviços de hoje

 

Você se lembra da primeira versão do Facebook? E do Google? Sabe como era o Twitter? O site Mashable decidiu pesquisar o início de algumas gigantes da internet. Desde a primeira versão até hoje elas já adicionaram várias funcionalidades e recursos ao longo dos anos. Confira!

 

MVP Facebook (The Facebook)

MVP Facebook (The Facebook)

 

MVP Amazon

MVP Amazon

 

MVP Google

MVP Google

 

MVP Youtube

MVP Youtube

 

MVP My Space

MVP My Space

 

MVP Twitter

MVP Twitter

Realmente na época esses serviços não apresentavam os melhores layouts e tão pouco as melhores funcionalidades, mas ainda assim conquistam milhares de adeptos desde o lançamento do seus MVPs e tiveram suas hipóteses de ideia e negócios validades para nossa sorte!

Para conhecer outros termos mais utilizados no universo do empreendedorismo consulte nosso Dicionários de Startups.  

 


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Quando falamos de startups estamos falando explicitamente de novos modelos de negócios inovadores também. Logo, em meio ao desafio de sobreviver em um mercado altamente competitivo, pequenas e grandes empresas de todo o mundo se veem frente a um paradigma: a necessidade x a capacidade de inovar. É ou não é verdade? 

Antes de responder a essa pergunta, vamos rever o conceito de inovação.

 

Mas afinal o que é inovação?

 

inovacao-disruptiva

Inovação é a aplicação com sucesso de uma NOVA ideia, de forma radical ou incremental.

 

Inovação é a aplicação com sucesso de uma NOVA ideia, de forma radical ou incremental.

A inovação radical (também conhecida como disruptiva) é responsável por abrir novos mercados, quebrar os paradigmas pré-estabelecidos e por criar ou mudar um setor de consumo.

Já a incremental, como o próprio nome sugere, revê, combina e adapta processos ou produtos que já existem com novas ideias com o objetivo de reduzir custos, aumentar a produtividade ou melhorar as margens de lucro.

A inovação é, sem dúvida alguma, pauta de muitas discussões principalmente no meio das startups, ambiente onde novas ideias precisam ser lançadas e testadas no mercado rapidamente. 

Independente da forma como a sua startup atuará, se na adaptação de um modelo de negócios ou se na execução de uma nova ideia, uma coisa é certa: o mais importante é sempre ter um diferencial que seja compreendido como valor pelo mercado e pelos consumidores.

 

3 motivos para sua startup adotar a inovação disruptiva

 

startup

Inovação disruptiva: utilizar ou não utilizar, eis a questão!

 

Seguir um modelo que já deu certo pode garantir a sobrevivência da sua startup por determinado período, mas isso não é e jamais será sinônimo de sucesso duradouro, afinal novas startups e inovações surgem todos os dias. 

Sim. Ninguém está a salvo de ser copiado e ter a sua tecnologia ou mesmo modelo de negócios melhorados por um novo player. Provavelmente a sua própria startup também tenha sido resultado do aprimoramento de uma ideia de outra empresa antiga, como aliás, a maioria por aqui, mas por mais fácil que isso possa parecer num primeiro momento, ser referência com uma nova ideia ou mesmo categoria ainda poderá elevar a sua startup a um novo “porto seguro”, em ambientes menos concorridos.

Confira abaixo 3 motivos para sua startup adotar a inovação disruptiva:

 

  1. O ineditismo é uma excelente proposta de valor: o mercado e os consumidores são ávidos por novidades.
  2. Inovações radicais tendem a render uma receita maior: o número de adesão de novos usuários é bem maior e por menor que seja a sua margem de lucro, você pode ter maiores ganhos com o giro;
  3. A inovação disruptiva pode ser mais simples do que parece: muitas vezes a solução para uma nova ideia pode estar mais próxima do que você imagina. Negócios simples são altamente escaláveis, lembre-se disso.

 

Não há problema algum em “se inspirar”, “copiar” ou “adaptar uma ideia”, mas é preciso E-V-O-L-U-I-R! Nacionalizar modelos que deram certo lá fora também pode ser uma grande roubada, afinal vivemos em outra realidade, regulada por um ecossistema completamente diferente.

Portanto, evolua. Faça algo novo ou de forma diferente. Inove. Pense fora da caixa. Ah, e uma vez tendo inovado e descoberto o seu diferencial, não se esqueça de vencer o comodismo – e isso não apenas para garantir sua posição no mercado e sua própria sobrevivência, mas para reinventar-se sempre que necessário, alcançando lugares ainda mais privilegiados.

Go! Go inovadores!

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Quando uma startup deixa de ser uma startup? O Facebook ainda é uma startup ou não? Se uma startup aumentou o número de colaboradores ou a sua receita, ela deixou de ser uma startup?

Se você já parou para fazer essas perguntas e ficou em dúvida quanto as possíveis respostas, junte-se a nós! 

Sim. Essas não são perguntas para uma única resposta e tão pouco para uma única reflexão. Por que? Porque geralmente falamos somente dos critérios que fazem uma ideia se constituir em uma startup e não o contrário!

 

Então, quando uma startup deixa de ser uma startup?

 

Startup é uma uma organização temporária criada para procurar um modelo de negócios escalável

Steve Blank

Como já vimos em um dos posts aqui no Startup Sorocaba, uma startup é desenhada para criar e desenvolver uma solução para determinado problema real. Logo, uma vez tendo sido criada essa solução, a solução teoricamente deixa de fazer parte de uma startup para se tornar uma operação normal, ou seja, um processo contínuo.

A questão principal é que até se chegar a essa solução ideal (validada pelo mercado), leva-se um certo tempo – que pode variar de uma startup para outra. Mas não é só isso. Além de encontrar uma resposta para uma necessidade do mercado, é preciso também encontrar uma forma de cobrir os custos desse produto ou serviço final. Como assim? Explico.

 

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Além de encontrar uma resposta para uma necessidade do mercado, é preciso também encontrar uma forma de cobrir os custos desse produto ou serviço final

 

Imagine por exemplo que sua startup criou um serviço web gratuito e muito bem avaliado pelos usuários que, de fato, buscavam por uma solução similar para resolver determinado problema. Ótimo não é mesmo? Nem tanto. Por que? Simples! Porque o problema dos usuários pode até ter sido resolvido, mas o seu problema (enquanto empresa comercial) não por muito tempo, já que todo produto ou serviço envolve custos operacionais como os de desenvolvimento, distribuição, comunicação – por menores que sejam.

Logo, a menos que você tenha dinheiro suficiente para se manter nesta fase, você não terá receita para sua própria operação. Neste caso você ainda é uma startup porque ainda não criou uma solução para o problema dos seus clientes, ou seja, ainda não firmou o seu modelo de negócios, passível de gerar receita, afinal uma startup não é uma ONG (acredite: até mesmo startups sociais têm uma forma de monetização).

Enquanto não existir uma fonte de receita suficiente para pagar seus custos, você será uma startup

Joaquim Torres (Joca)

O fator incerteza

 

Uma enorme atmosfera de incerteza ronda as startups e é justamente por esse motivo, ou seja, até que o modelo de negócios possa ser efetivamente validado, que se fala tanto em investimento para startups, afinal, convenhamos: é muito difícil persistir na busca por um modelo de negócios, enquanto ainda não existe nenhuma receita.

Uma vez tendo validado o modelo de negócios e com o início da receita, provavelmente será necessário um novo aporte de capital para que a sua startup se torne uma empresa sustentável.

Assim, podemos dizer que uma startup deixa de ser uma startup a partir do momento em que o seu modelo de negócio se torna escalável e sustentável, ou seja, quando a empresa deixa de ser uma startup e passa a ser uma empresa altamente lucrativa.

 

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Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa

 

Mas, e caso isso ainda não seja possível? Caso contrário, a startup precisará se reinventar (pivotar ou abandonar a ideia) para não correr o risco de entrar para as estatísticas das startups que quebram com menos de dois anos de vida, engrossando o número das startups que morrem prematuramente.

 


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Desde há algum tempo o modelo canvas, criado por Osterwalder, tem sido uma das principais ferramentas que auxiliam os empreendedoras no momento de criação de seus negócios. 

Portanto, entenda de uma vez por todas o que é Business Model Canvas e porque você deve adotá-lo em seu modelo de negócios e em sua startup.

 

Canvas, você sabe o que é?

 

Em nosso Dicionário de Startups consta a seguinte definição para Business Model Canvas e Business Model Generation:

 

  • Business Model Generation (BMG) “Consiste na geração de modelos visuais que exemplifiquem planos de negócios. De maneira estruturada. Ilustram pontos-chave da administração do negócio e de seu Business Plan. O padrão mais utilizado de Business Model é o Canvas”.
  • Business Model Canvas (BMC)Modelo gráfico padrão, utilizado para gerenciamento estratégico, esboçando, em quadrantes ilustrativos, pontos-chave do modelo de negócios da startup, como infraestrutura (principais atividades, recursos e redes de parceiros), oferta (proposição de valor geral), clientes (segmentos, canais e relacionamento) e finanças (estrutura de custos e fluxo de caixa). É uma ferramenta que permite descrever, visualizar, avaliar e alterar o modelo de negócios.  Business Model Canvas foi inicialmente proposto por Alexander Osterwalder baseado no seu trabalho anterior sobre Business Model Ontology”.

 

Business Model Canvas

Startup Sorocaba: Business Model Canvas o que é?

 

Você pode baixar o modelo do Canvas para ipad aqui ou para impressão aqui. Se quiser preenchê-lo online também indicamos esta ferramenta.

Em resumo, você deve utilizar o canvas por dois motivos: 

  1. Organizar suas ideias;
  2. Definir de forma clara o seu modelo de negócios.

 

Os quadrantes do Canvas

 

Steve Blank diz que um modelo de negócio descreve como sua companhia cria, entrega e captura valor.

Também por este motivo, o Canvas é dividido em nove quadrantes que irão definir resumidamente o seu modelo de negócios. Cada bloco do canvas tem a hipótese do momento e seu “dual”, um par formado por atividade e critério de validação. 

  1. Proposta de Valor/Value Proposition: Como a sua empresa se ​​diferenciará dos seus concorrentes. Razão pela qual os clientes comprarão da sua empresa e não de outra.
  2. Segmento de Clientes/Customer Segments: quais públicos você atenderá? Quais são as suas principais necessidades? 
  3. Canais/Channels: meio pelo qual sua empresa fornecerá os produtos e serviços aos clientes.
  4. Relacionamento com Clientes/Customer Relationship: Como sua empresa estabelecerá ligações entre si e os seus diferentes segmentos de clientes.
  5. Fontes de Receita/Revenue: como a sua empresa ganha dinheiro através de uma variedade de fluxos de receitas.
  6. Recursos-Chave/Key Resources: recursos que são necessários para criar valor para o cliente.
  7. Atividades-Chave/Key Activities: Que atividades-chave a proposta de valor exige? O que é essencial para que seu negócio funcione?
  8. Parceiros-Chave/Key Partners: Quais e como deverão ser estabelecidas as alianças de negócios que complementam os outros aspectos do seu modelo de negócio.
  9. Estrutura de Custo/Cost Structure: consequências monetárias dos meios utilizados no modelo de negócios.

 

Como preencher o seu Canvas

 

Ao preencher o canvas do seu negócio, é importante iniciá-lo sempre pelo lado direito que representa o valor que deve ser de fato gerado, ou como é explicado no livro, o lado direito do cérebro que representa a emoção

Preenchido o primeiro lado, agora você pode preencher o lado esquerdo do canvas, que é associado ao lado esquerdo do cérebro (o lado da lógica). No canvas o lado esquerdo está relacionado com a eficiência do modelo de negócios.

Startip Sorocaba: Saiba como preencher o seu Canvas e definir o seu modelo de negócios

Startup Sorocaba: Saiba como preencher o seu Canvas e definir o seu modelo de negócios

 

O Canvas de algumas empresas inovadoras

 

Confira o canvas e o modelo de negócios de algumas empresas que hoje são referências em seus segmentos:

 

Business-Model-Canvas-Nespresso

Business Model Canvas Nespresso

Business Model Canvas Skype

Business Model Canvas Skype

Veja também outros modelos disponíveis aqui.

 

10 motivos para utilizar o Canvas

 

Embora acredito que já tenhamos deixado claro as principais vantagens ao utilizar o canvas, enumeramos também 10 outros motivos:

 

  1. É indicado para qualquer tipo de empresa – especialmente para as startups;
  2. Permite ter uma visão geral do modelo de negócios;
  3. Permite relacionar as informações de uma forma sistêmica, integrada e rápida;
  4. Auxilia na discussão e integração das percepções sobre a maneira como a empresa deve atuar (em diferentes áreas críticas para o sucesso da empresa) e como elas interagem para compor o negócio como um todo.
  5. Ajuda a identificar e eliminar o que não é tão importante no primeiro momento;
  6. Permite um ciclo acelerado de validação de hipóteses;
  7. Simplifica todo o processo de revisão do modelo de negócios;
  8. Substitui ou pode complementar o plano de negócios;
  9. Pode ser preenchido para diversos segmentos de clientes;
  10. É uma importante ferramenta estratégica.

 

 Então, pronto para começar o seu canvas?

Para conhecer outros termos mais utilizados no universo do empreendedorismo consulte nosso Dicionários de Startups.  


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Ideia: tive uma e agora?

 

Não se iluda! Nem sempre o momento “Eureka” ou aquela sua “ideia brilhante” irá corresponder a algo realmente viável do ponto de vista de negócios – e o importante, neste caso, é que seja, já que aqui no Startup Sorocaba estamos falando de novos negócios, não é mesmo? Ah, e lembre-se também de que esse é um dos principais pontos avaliados pelos investidores.

Embora pareça simples, muitas vezes deixamos de responder a uma pergunta muito básica e indispensável: sua ideia e/ou sua startup solucionam que problema?

(Se você também não soube responder imediatamente a essa pergunta, não se preocupe! Vale o exercício de parar e pensar…).

 

Responda: sua ideia soluciona que problema?

Responda: sua ideia soluciona que problema?

 

Os 3 tipos de respostas sobre a sua ideia

 

As três possíveis respostas para essa pergunta serão:

 

  1. Nenhum: cuidado! A sua ideia pode ser a melhor ideia do mundo, mas se não tiver alguém que a compre (no sentido figurativo ou literal mesmo) não fará nenhum sentido continuar a desenvolvê-la ou mantê-la. E é justamente neste ponto que muitos empreendedores falham: ao criar algo que só faz sentido para eles e que no fim, não chega a ser atrativo em nenhum aspecto – e obviamente por esse motivo não pode ser um modelo de negócios replicado e tão pouco escalável. A dica aqui portanto é: #desapega!
  2. Vários problemas: cuidado redobrado! Muitas vezes a falta de foco pode fazer você gastar tempo e recursos adicionais que poderiam ser melhor utilizados se você focasse em solucionar apenas um problema por vez. É melhor ser reconhecido como excelente em alguma coisa, do que mais ou menos em muitas outras. Uma dica muito importante e que pode ajudá-lo(a) a direcionar seus negócios é investir em nichos, ou seja, em grupos menores do mercado que não estão sendo atendidos ou que são atendidos mas de forma insatisfatória. Isso certamente reduzirá as chances da sua startup dar errado.
  3. O problema “X”: ótimo, mas por melhor que seja a sua ideia ela ainda não vale nada, antes de validá-la com os possíveis clientes. A dica aqui é teste tudo o quanto antes! Não espere ter investido tempo e dinheiro suficientes para descobrir que a sua ideia não era tão boa assim, quanto você pensava… 

 

Geralmente a(s) resposta(s) levam em consideração o motivo pelo qual você decidiu criar a sua startup, um problema já vivenciado por você ou por alguém próximo, ou consideram ainda uma oportunidade de mercado.

Lembre-se de utilizar sempre essa(s) resposta(s) no pitches, apresentações para investidores e/ou mesmo na apresentação do seu produto ou serviço, afinal, se nem você mesmo souber explicar o que a sua startup faz é porque alguma coisa está errada… 

 

Problema x Solução

 

problemas-solucoes

Uma ideia deve ser antes de tudo a resposta para um problema

Então, que problema a sua startup resolve?

Depois de ter respondido a pergunta mais importante de todas é hora de confirmar se você estava mesmo certo. Mas, como assim? Isso mesmo, é preciso validar a sua ideia com as pessoas que já convivem com o problema (ou dor) que você pretende solucionar ou para aquelas que não desejam ter um problema similar futuramente.

Em breve vamos falar  aqui no Startup Sorocaba sobre como e porque validar a sua ideia e se você ainda tiver dúvidas, talvez essa questão fique um pouco mais clara.

Mas voltando a questão da ideia e caso a sua resposta para a pergunta acima tenha sido “nenhum”, para tornar qualquer ideia ou fazer de qualquer ideia, uma ideia brilhante, ou seja, para que ela seja viável é preciso que a sua ideia:

  • Seja simples: do ponto de vista da execução, da promoção, etc. Boas ideias são autovendáveis, conceituais, simples. Inovar muitas vezes significa também não reinventar a roda. 
  • Seja a solução para um problema: todas as startups de sucesso desenvolveram um produto ou serviço que resolvem um problema real, facilita a vida das pessoas, faz com que elas ganhem tempo, evitem preocupações e, geralmente, representam uma vantagem clara em relação à saúde, segurança, etc.

 

 

Não venda ideias. Venda soluções!

 

Um dos erros mais comuns que as startups cometem é tentar resolver problemas que ninguém possui (Paul Graham – Y Combinator, uma das maiores incubadoras do mundo)

 

Para ter sucesso a sua startup deve ser cada vez mais centrada no consumidor e não no produto, como há algum tempo atrás. Assim, lembre-se de que o seu negócio deve investir na resolução de um problema que o consumidor tem e que realmente o incomoda ou que quer evitar, e isso pode se aplicar as soluções para outras empresas também (B2B).

Startups que não compreenderem essa mudança infelizmente entrarão para o grupo daquelas empresas que são criadas e extintas rapidamente.

Ah, e um último recado: é muito importante que se ame o que se faça. No entanto, acredite: se isso tiver valor para outras pessoas, você aprenderá a amar ainda mais o que você faz! 


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Juntamente com o GBG (Google Business Group) Sorocaba o SS lança seu primeiro desafio!! Seus participantes deverão desenvolver soluções para resolver problemas encontrados na cidade de Sorocaba e região.

O primeiro problema escolhido foi: Como engajar a população de Sorocaba para consumir mais cultura?

Este desafio terá um mês de duração e o resultado final deve ser um MVP validado. Durante este período rolarão eventos online para acompanhamento, conversa com possíveis clientes e esclarecimento de dúvidas. Além disso, acontecerão algumas dinâmicas compostas por desafios que deverão ser concluídos para aumentar a pontuação da equipe.

As duas equipes com mais pontos farão o pitch final no dia 07/11 para uma banca formada por pessoas que sofrem com o problema abordado (seus clientes) e agentes da cultura. 

Com essa iniciativa o Startup Sorocaba e o GBG querem fomentar o espírito de empreendedorismo através da solução de problemas reais, conexão de pessoas e apoio com ferramentas e direcionamento para os empreendedores.

O prazo para inscrição é 25/09! Você pode se inscrever sozinho* ou com uma equipe de até 5 pessoas.

*Aqueles que se inscreverem sozinhos serão direcionados para a formação de uma equipe.

Está esperando o quê? Inscreva-se aqui. Leia o Manual com o FAQ do Desafio Startup Sorocaba.

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O termo startup pode ser e é facilmente associado à inovação e tecnologia, e geralmente remete a empresas como Google, Apple e outras que hoje são referências em seu mercado de atuação.

 

Mas, você sabe o que é uma startup?

 

O termo muito comum nos EUA, se popularizou aqui no país durante o advento da bolha da internet ou bolha das empresas .com (bolha especulativa caracterizada por uma alta das ações das novas empresas de tecnologia de informação e comunicação – TICs, no final da década de 90). Nesse fenômeno o preço de um ativo cresce aceleradamente em função apenas da especulação e no momento em que os especuladores começam a vender os ativos adquiridos para de fato gerarem lucro, as bolhas estouram.

Nesse contexto, startups eram definidas como um grupo de pessoas trabalhando a partir de uma ideia inovadora que, poderia ou não dar certo. O termo também era associado a empresas recentes, em fase de funcionamento.

 

Afinal, você sabe o que é uma Startup?

Afinal, você sabe o que é uma Startup?

 

Provavelmente você já viu e ouviu por aí inúmeras definições do que é uma startup. Alguns dizem que qualquer empresa jovem, em fase embrionária ou ainda em fase de constituição, implementação e organização de suas operações pode ser considerada uma startup. Outros defendem que é uma empresa com custos de manutenção muitos baixos, mas que ainda assim consegue crescer rapidamente e gerar lucros incrementais – sendo, portanto, sustentável por um período de tempo superior.

No entanto, uma recente definição parece ter agradado tanto empreendedores, quanto investidores é:

 

“Uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando com condições de extrema incerteza”.

 

Atuar em um ambiente de incerteza é cenário comum não apenas as startups, mas a todas as organizações que integram o ecossistema empreendedor, entretanto, encontrar um modelo de negócios que seja repetível e escalável confere as startups vantagem competitiva e estratégica.

Mas o que é necessário para um negócio ser repetível e escalável?

Ser repetível como o próprio nome sugere é ter a capacidade de entregar o mesmo produto ou serviço em escala potencialmente ilimitada (considerando poucas customizações ou adaptações). Você pode, por exemplo, vender a mesma unidade do produto várias vezes.

Ser escalável é ter a capacidade de crescer cada vez mais sem que isso impacte diretamente no modelo de negócios, ou seja, incrementar a receita sem necessariamente inflar os custos, até atingir um patamar em que a ordem receita x custo seja inversamente proporcional, garantindo uma margem cada vez maior.

 

O que não são startups…

 

Já que vimos qual é a definição de uma startup, é bom que fique bem claro também o que não é. Portanto, startups NÃO são… 

 

  • Negócios que atuam somente na internet…
  • Negócios que atuam exclusivamente com tecnologia…
  • Somente empresas que desenvolvem aplicativos…
  • Um empreendimento franqueado… (ah, uma franquia não é uma startup mesmo!).

 

E você já tem um modelo de negócios definido? Já é dono de uma startup? Divida sua experiência conosco.


 

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