Se você ainda não ouviu falar nesse conceito, acredite! Ele irá mudar a sua visão sobre o empreendedorismo: prepare-se para aderir agora mesmo ao effectuaction e otimize todos os resultados dos seus próximos empreendimentos. 

 

Mas, afinal o que é o Effectuation?

 

Você já se perguntou por que empreendedores são empreendedores? Será que existe alguma razão ou teoria que ajudaria a compreender porque algumas pessoas têm sucesso e outras não? Será que é mesmo possível estabelecer algum denominador comum entre os empreendedores que tiveram êxito e os que fracassaram em sua jornada? A resposta para essa pergunta é SIM.

 

O effectuation, ou abordagem efetiva, nada mais é que um processo dinâmico e criativo que tem por objetivo o desenvolvimento de novas ideias em um ambiente empreendedor sem a necessidade de um plano de negócios. 

Saras Sarasvathy

 

O estudo que deu origem ao Effectuation

 

Saras Sarasvathy, professora da Universidade de Virgínia (EUA) realizou uma ampla pesquisa com 30 fundadores de companhias de tamanhos e de indústrias variadas em 17 estados nos Estados Unidos para tentar entender os processos por trás da resolução de problemas e da transformação de ideias, chegando a princípios baseados numa lógica de racionalidade que ela chamou de raciocínio effectuation.

Esse é um processo de autoconhecimento que começa com três perguntas básicas:

 

  1. Quem eu sou?
  2. O que sei fazer?
  3. Quem eu conheço?

 

Essas questões são bem simples, mas, se respondidas honestamente, trarão à tona uma complexidade muito rica e útil para os empreendedores e essas perguntas podem e devem ser feitas a qualquer momento da trajetória do empreendedor – e não somente no momento de decisão sobre abrir ou não um novo negócio.

 

O modelo convencional  x modelo effectuation de empreender

 

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O modelo convencional x modelo effectuation de empreender

 

Na abordagem causal (que Saras denominou raciocínio causation), ensinada na maior parte das escolas de empreendedorismo e administração de empresas do país e com origem nos cursos de empreendedorismo de MBAs americanos, é preciso primeiro elaborar um plano de negócios para desenvolver uma oportunidade de mercado, definir um público alvo, elaborando estratégias para atendê-lo e fazer uma previsão de vendas para, finalmente, calcular a taxa de retorno do investimento para saber se o negócio é viável ou não.

Isso lhe pareceu familiar? Sim. Sempre fomos educados neste modelo.

Já a teoria de effectuation propõe uma combinação de “aprenda fazendo” com “tentativa e erro”, baseando-se em cinco pilares:

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Cinco pilares do Effectuation

No modelo effectuation o raciocínio não começa com um objetivo estabelecido – e é justamente por isso que o processo é inerentemente criativo, exige imaginação, espontaneidade e tomada de risco.

Vamos a um exemplo prático: imagine que você empreendedor quer abrir um restaurante especializado na culinária australiana. No processo causation a linha de raciocínio seria bem linear: pesquisa de mercado na cidade onde pretende abrir o negócio, seleção de um local; segmentação de mercado; seleção de segmentos-alvo; projeto do restaurante; levantamento de fundos; formação de equipe; implementação de estratégias de mercado específicas e gerenciamento as operações diárias, etc.

Já no processo effectuaction você poderia começar a levar amostras de sua comida para os colegas de trabalho, amigos dos amigos e caso eles gostem vai trazendo mais pratos sob encomenda até conseguir o dinheiro suficiente para alugar um local para o seu restaurante. No entanto, pode ser que essas mesmas vendas não cubram os custos do restaurante  e ciente disso, você mude de ideia. Perceba que, neste segundo caso, todo o processo foi encurtado e desperdícios de tempo e de dinheiro foram evitados. 

 

Causation x Effectuaction

 

Para resumir podemos dizer que no causation há um planejamento e um esforço evidente para atingir um objetivo que foi determinado antes, enquanto no effectuaction as decisões são tomadas de acordo com as circunstâncias do momento. Embora o causation ainda seja muito indicado, no início de um novo negócio o effectuaction acaba sendo mais utilizado – tendo em vista que geralmente não se têm muitas informações sobre o ambiente – que pode se apresentar altamente impreciso e incerto, levando a resultados inesperados e não planejados, por exemplo.

Diferentemente da abordagem causal, o empreendedor que trabalha com a abordagem efetiva não prevê o futuro. Ele sabe que o amanhã é determinado por suas próprias ações. Apostar em um negócio baseado naquilo que você sabe fazer traz segurança ao desenvolvimento do projeto e certo controle do futuro. Não acredita? Então experimente!

Assim, em síntese, o effectuaction  propõe uma combinação de “learning by doing” (conceito dentro teoria econômica pela qual a produtividade é obtida através da prática, a auto-perfeição e pequenas inovações), ou seja, aprenda fazendo, com a prática da tentativa e erro, tão comuns no empreendedorismo.

 

Para ser um empreendedor não é imperativo pensar em ações de marketing, público-alvo e maneiras de maximizar lucros. O foco deve estar no próprio empreendedor e não em um empreendimento que vai nascer ou já existe. Tudo deriva de quem está por trás do negócio, de quem essa pessoa é, de seus ideais, ações e relações. Todos nós temos um instinto empreendedor, uma intuição para os negócios e essa qualidade deve ser afinada, aperfeiçoada ao longo da vida. 

Saras Sarasvathy

 

Vantagens do Effectuaction

 

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Vantagens do Effectuaction

 

Enquanto o modelo convencional de fazer empreendedorismo se preocupa quase que integralmente com os resultados externos do trabalho, o effectuation coloca o FOCO naquilo que o empreendedor está fazendo no momento atual ao invés de preocupar-se com os resultados daquilo.

Mas como saber o que é melhor para a sua startup? Certamente uma combinação de ambos pode dar o direcionamento e o diferencial necessário para que a sua startup reduza as chances de insucesso.


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