Para atingir novos degraus em sua carreira, o desenvolvimento de habilidades como liderança, capacidade de trabalho em equipe e gerenciamento do tempo são essenciais. Se você aspira tornar-se um empreendedor ou um CEO de uma grande empresa, deve definir suas metas e trabalhar ativamente para tornar-se um líder forte.
Vou citar aqui alguns passos que, creio eu, podem ajudar você a começar no caminho para o sucesso:
Habilidades de Liderança incluem transformar o mal em bem, sempre analisar as coisas de forma positiva, ou seja, aprenda com seus fracassos: Grandes líderes aprendem com seus erros. Analisar o que deu errado em uma operação é uma forma testada e comprovada que ajuda a impedir que o erro ocorra no futuro. Não procure culpados, procure soluções.
Responsabilidade e aceitação: Líderes devem dar aos outros o devido crédito por sucessos e assumir a responsabilidade por suas próprias falhas e fracassos e pelos fracassos da sua equipe.
Líderes ajudam os outros a crescerem: O desenvolvimento de uma nova geração de líderes é essencial para o seu sucesso. Você não pode ser promovido se não há ninguém para tomar seu lugar. Por isso não tenha medo de delegar responsabilidades e ensinar seus sucessores. Abrir mão do controle é um sinal de um líder confiante e competente.
Mostre o caminho: Atingir os objetivos de negócio exige muito trabalho e colaboração.  Equipes inspiradas pintam uma imagem clara do sucesso para a empresa e também para cada colaborador. É preciso tempo e energia para aprender o que motiva cada pessoa, mas isso é o que os verdadeiros líderes fazem.
Respeito não se ganha com palavras, mas se conquista através de ações. Conseguir respeito é uma habilidade de liderança.
Seja confiável: Muitas pessoas têm problemas para confiar em outros colaboradores. Seja honesto e transparente e mantenha sempre sua palavra.
Seja autêntico: Se possível, tente ficar em contato com seu “eu” interior. Reconheça seus talentos e as suas deficiências. Este pode ser um caminho importante para a autenticidade. Quando você está ciente de seus pontos fortes e fracos, e quando você reconhece o que você não sabe, as pessoas estão mais propensas a oferecer ajuda. Não tenha medo de pedir ajuda aos seus colaboradores. Não tenha medo de dizer que não sabe. Admitir que não sabe é o primeiro passo para a aprendizagem. Se você achar que sabe tudo, nunca lhe ensinarão nada.
Os líderes são comunicadores eficazes: Não tenha medo de fazer perguntas, falar abertamente e honestamente, e elogiar quando for necessário.
Colabore: A maioria das empresas contam com equipes de pessoas que colaboram para um objetivo comum. Bons líderes não só fornecem orientação e apoio, mas estão dispostos a contribuir e ajudar. Sabem como extrair o melhor dos membros da equipe e fazê-los sentirem-se valorizados. Valorizar um colaborador é fazê-lo sentir-se parte do
sucesso da empresa e trabalhar ainda mais por esse sucesso.
Muitos grandes líderes tem um ar de confiança, tomam decisões rapidamente e não tem medo do risco. Se você está impedido pela dúvida ou sentimentos de inadequação, tome medidas para construir a sua confiança, o que pode trazer mais controle sobre sua carreira.
Atividades extracurriculares: Atividades externas podem ajudar a melhorar as relações de trabalho. Faz com que as pessoas vejam um ser humano real, ao contrário de uma figura de autoridade, e pode permitir que você realmente conheça e entenda seus colegas de trabalho.
Estude sempre: Um líder está constantemente aprendendo coisas novas e compartilhando seu conhecimento com seus colaboradores.
“A um chefe você obedece, um líder você segue, procura e admira”
– Mario Sergio Cortella
Recomendação de vídeo: “A arte de liderar”, do professor Mário Sérgio Cortella.
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Falamos em nosso último post sobre O poder da prototipagem – Porque sua startup precisa de um protótipo. No post de hoje vamos falar sobre os diferentes tipos de protótipos.

A definição do tipo de protótipo que a sua startup irá desenvolver irá depender do tipo de validação e estágio do seu projeto. Assim, é possível dizer que para cada objetivo há também um tipo de protótipo mais indicado. 

 

Afinal, o que são protótipos de baixa e alta fidelidade?

 

Durante o ciclo de vida de uma startup toda validação é IMPRESCINDÍVEL, entretanto, o formato do que você irá disponibilizar para teste do seu público-alvo, bem como o nível de interação que essas ferramentas também influenciarão na percepção de valor do usuário.

 

As dimensões de fidelidade dos modelos

 

Os protótipos variam em relação à:

  • Detalhamento: quantidade de detalhes que o modelo suporta;
  • Grau de funcionalidade: extensão na qual os detalhes da operação são completos;
  • Similaridade de interação: quão similar o modelo atual é em relação do produto final;
  • Refinamento estético: quão real o modelo é.

 

Assim, temos protótipos de baixa e alta fidelidade, também chamados de Lo-Fi (do inglês Low Fidelity) e Hi-Fi (do inglês High Fidelity), respectivamente, como veremos a seguir.

 

Protótipos de Baixa Fidelidade

 

Ao desenvolver um protótipo tenha em mente de que não é necessário apresentar toda a funcionalidade do produto, ou o produto 100% desenvolvido. Como já falamos, os protótipos servem para melhorar, alterar ou incrementar uma solução que ainda será lançada futuramente.

Então, como saber o que deve ser demonstrado pra seu potencial cliente? Foque no que é essencial para o objetivo da sua validação naquele momento.

Confira algumas características dos protótipos de baixa fidelidade:

  • Possui baixo grau de detalhamento;
  • Apresenta visualmente a funcionalidade;
  • Não possui recursos de interação;
  • Não exibe necessariamente o mesmo design da versão final;
  • Podem ser realizados no papel.

 

Quando é utilizado? Geralmente é utilizado para validar premissas básicas e iniciais de um modelo de negócios.

Objetivos: geralmente “revalidar” o problema, chamar para à ação em relação a solução proposta (engajando os usuários a responder um questionário, subscrever na lista de espera do lançamento do produto, encorajando-os a saberem mais), antecipar o desejo pela solução e, principalmente, aprender mais rápido com os early adopters.

Exemplos: hotsite, MVP Fumaça (vídeo – veja aqui o exemplo do MVP do Dropbox -, landing page ou squeeze page), mock-up, wireframes, sketch, protótipo de papel, plataformas de crowdfunding, páginas de pré-venda.

 

Startup Sorocaba: Protótipo de baixa fidelidade - Exemplo Twitter

Startup Sorocaba: Protótipo de baixa fidelidade – Sketch Twitter

 

Protótipos de Alta Fidelidade

 

Diferente dos protótipos lo-fi, os hi-fi assemelham-se mais com a solução final. Um potencial cliente pode, por exemplo, iniciar e concluir uma tarefa fundamental que é central para a sua proposta de valor. Suas principais características são:

  • Possibilita a interação do usuário, como se fosse o produto final;
  • Geralmente representa fielmente o produto final em termos de design e funcionalidade;
  • É apresentado no formato final (software, app, etc.).

 

Quando é utilizado? Geralmente quando é necessário completar a(s) função(ões) central(ais) de uma operação, como compra e pagamento em um marktplace, por exemplo.

Objetivos: validar uma funcionalidade específica ou crítica para a sua startup.

Exemplos: Concierge, MVP múltiplos,  Piecemeal (a partir de ferramentas já existentes), Manual-first (também chamado de Mágico de Oz), de função única.

 

startup-sorocaba-site-twitter-prototipo-de-alta-fidelidade

Startup Sorocaba: Protótipo de alta fidelidade – Site Twitter

 

O que influenciará no desenvolvimento do protótipo da sua startup?

 

O desenvolvimento do seu protótipo irá depender de três fatores-chave:

  • Mercado: se você está entrando em um mercado onde o problema ainda não é bem compreendido, o mais indicado é que você inicie com um protótipo de lo-fi, começando literalmente do zero para obter todos os feedbacks possíveis. Por outro lado, se o mercado já demanda soluções para o problema que sua startup está propondo resolver, você pode oferecer um protótipo mais avançado, porém intermediário (protótipo médio).
  • Perfil/experiência da equipe fundadora:  em algum momento no ciclo de vida da sua startup o perfil mais técnico será exigido. É nesse momento,  quando geralmente uma solução mais robusta também é colocada à prova do mercado, mas ainda que você tenha um produto “mais completo”, ainda pode se valer de dupla validação, utilizando também o lo-fi. 
  • Valor disponível para investimento: embora se possa começar minimamente e com poucos recursos, as opções mais avançadas exigirão também maiores investimentos.

 

Lembre-se de que todo protótipo deve ser avaliado e que, portanto, você deve mensurar esses resultados. Como diria Steve Blank “nenhum plano de negócios resiste ao contato com o primeiro cliente”. Assim, esteja preparado para aprender com quem mais tem a ensinar e boas vendas!


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Sempre dizemos aqui no StSo que uma ideia não vale nada. O que conta na verdade é sempre a EXECUÇÃO. Assim como eu e você, inúmeras pessoas têm várias ideias todos os dias, no entanto, nem todos colocam suas ideias em prática e acredite: para fazer com que isso aconteça, às vezes é necessário muito menos do que você imagina!

 

Comece agora mesmo!

 

Uma ideia é, antes de mais nada, uma hipótese que deve ser validada ou invalidada rapidamente.

 

O conceito por trás do Lean Startup e do Design Thinking nos remetem sempre à experimentação. Um produto é um experimento que pode ou não dar certo e ao contrário do que muitos pensam, é possível começar minimamente e fazer com sua ideia saia do papel e seja tangibilizada, a partir de um protótipo.

Por definição protótipo (prototypos), palavra derivada do grego Prótos que significa primeiro e Typos que significa tipos, pode ser entendido como o primeiro modelo, que está em fase de testes, estudo ou planejamento.

Imagine que você tem uma ideia (ou hipótese) e quer validá-la. O primeiro passo é validar o problema pesquisando com um ou mais grupos de pessoas para descobrir se: a) o problema é real; b) se é um problema frequente. A partir daí você descobrirá se a sua ideia vale a pena ser desenvolvida, ou seja, de de fato você irá investir tempo e dinheiro. O segundo passo então é o de validar a solução e para isso geralmente se desenvolve o mínimo produto viável (MVP), um dos tipos de protótipos mais conhecidos. Qualquer coisa tangível que permita explorar um ideia, avaliá-la e levá-la a diante é um protótipo.

 

Por que fazer um protótipo?

 

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Startup Sorocaba: As vantagens de se desenvolver um protótipo vão muito além da otimização de tempo e recursos

 

As vantagens de se desenvolver um protótipo vão muito além da otimização de tempo e recursos (o que por si só já seria ótimo). Confira a seguir porque você deve se preocupar em ter um protótipo – e o quanto antes:

 

  • Valida ou invalida um problema ou solução;
  • Permite apresentar uma ideia do conceito da solução (proposta de valor);
  • Comprova se a sua solução é praticável, desejável e viável;
  • Permite receber feedback dos usuários e leva a um aprendizado acelerado;
  • Fideliza os potenciais clientes;
  • Garante uma entrega final mais próxima do que os clientes precisam e desejam;
  • Confere um estágio mais avançado no ciclo de vida de uma startup (item que geralmente é avaliado por investidores);

 

Por quanto tempo testar um protótipo?

 

É é uma das dúvidas mais comuns que recebemos aqui no StSo. Os protótipos devem consumir tempo, empenho e investimento necessários para gerar os feedbacks úteis e mais revelantes que você necessita naquele momento. Lembrem-se: quanto mais “completo” e quanto maior a complexidade e custo ao desenvolver um protótipo, menores são as chances de receber um feedback construtivo.

A meta da prototipagem não é criar um modelo funcional, mas sim dar forma a uma ideia para descobrir seus pontos fracos e fortes, direcionando a decisão de levar a ideia a diante ou não.

 

E você já tem um protótipo? Se ainda não, não deixe de ler os próximos posts aqui no Startup Sorocaba sobre protótipos de baixa e alta fidelidade e saiba como iniciar o seu.

 


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No post anterior falamos sobre a importância de pivotar e sobre os tipos de pivôs mais comuns. Neste traremos 10 cases de sucesso de startups que pivotaram, ou seja, que reajustaram sua rota durante o caminho, mesmo já tendo clientes.

 

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Startup Sorocaba: Update or die. Confira 10 cases de startups que pivotaram e deram certo

 

10 startups que pivotaram (e deram certo)

 

1) Youtube

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Talvez um dos exemplos mais clássicos seja o Youtube. Hoje, o YouTube é uma das plataformas mais usadas para armazenamento e compartilhamento de vídeos online. Fundada em 2005, pelos empreendedores Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, a ideia inicial da startup era atuar como um serviço de vídeo para namoro online. Com problemas para crescer, decidiram focar somente no compartilhamento de vídeos. Em 2006, o Google comprou a startup por 1,65 bilhões de dólares.

 

2) Sambatech

 

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Criada em 2007, a Samba Tech distribuía jogos de celular para o Brasil e para países da América Latina. Três anos depois, o fundador Gustavo Caetano percebeu que o mercado não era escalável. Mudou o foco do negócio e criou uma plataforma de gestão de vídeos online. Depois, a empresa fez dois spin-offs: a Samba Adstream e a Samba Ads. No ano passado, foi anunciada a criação da holding Samba Group.

 

3) Twitter

 

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Em 2005, a startup Odeo criou uma plataforma para buscar e assinar podcasts na internet. O Twitter era uma das suas ferramentas, que entrou no ar 2006. O negócios de podcasts não decolou e todos os esforços foram destinados à rede. Em 2013, a startup chegou à bolsa de valores de Nova York e levantou 1,82 bilhão de dólares.

 

4) Pagpop

 

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Antes de ser acelerada pela 21212, a startup PagPop se chamava Vital Cred e era focada em oferecer pagamentos por meio de carnês. Fundada pelo dentista brasileiro Márcio Campos, hoje a empresa tem uma plataforma que permite a qualquer lojista o uso de celulares para receber pagamentos com cartões de crédito. Em 2012, recebeu aporte da Intel Capital, braço de investimentos da Intel.

 

5) Paypal

 

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Fundado em 1998, o sistema do PayPal foi criado para efetuar pagamentos via palmtops e só depois os fundadores resolveram focar em transferir dinheiro online. Hoje, o serviço de pagamento online mais conhecido do mundo tem 148 milhões de contas ativas e está disponível em 26 moedas, em 193 mercados. Em 2002, foi comprado pelo eBay por 1,5 bilhão de dólares.

 

6) ZeroPaper

 

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Simplificar a contabilidade e reduzir a necessidade de papel eram os principais objetivos dos fundadores da ZeroPaper. Entretanto, mudaram o rumo do negócio para atender as necessidades do mercado e criaram um gerenciador financeiro online para ajudar pequenos e médios empresários. Em 2013, a TOTVS Ventures adquiriu participação minoritária na startup.

 

7) Instagram

 

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Os co-fundadores do Instagram, Mike Krieger e Kevin Systrom, começaram o negócio em 2010 e inicialmente era chamado de Burbn. No começo, o app não só compartilhava fotos como também tinha funcionalidades do Foursquare e elementos de jogos. Eles mudaram o foco e resolveram investir apenas no compartilhamento de fotos. Em 2012, Mark Zuckerberg anunciou a compra do Instagram por aproximadamente 1 bilhão de dólares.

 

8) Easy Taxi

 

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O empreendedor Tallis Gomes tinha pensado em criar um aplicativo de monitoramento dos horários de ônibus. Depois de uma experiência em que teve muita dificuldade para conseguir um táxi, desenvolveu a ideia do que seria o Easy Taxi. Em 2011, a startup vence o concurso da aceleradora Startup Farm Rio 2011. Hoje, a startup está presente em 30 países, tem uma rede com mais de 120 mil taxistas e recebeu várias rodadas de investimento.

 

9)  Flickr

 

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Em 2004, o Flickr foi fundado pela empresa canadense Ludicopr, dos empreendedores Caterina Fake e Stewart Butterfield, e começou como um RPG online e era chamado de Game Neverending. Foi a ferramenta para compartilhar e salvar fotos na rede enquanto os usuários jogavam que liderou a mudança do modelo de negócio da startup. Um ano após sua fundação, o Flickr foi comprada pelo Yahoo por 35 milhões de dólares.

 

10)  Facebook

 

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O Facebook começou com um site parecido com HotOrNot.com. Depois de um grande pivô, o Facebook passou a ser uma rede social que conectava estudantes de Harvard  (sim! acreditem). Agora após diversos outros pivôs, o Facebook é uma rede social aberta a todos, com diversas funções. Em 2012 a empresa estreou na bolsa de valores com o maior IPO (oferta pública inicial das ações, em inglês) da história das empresas de internet dos Estados Unidos. As ações foram oferecidas ao preço incial de US$ 38, o que rendeu US$ 16 bilhões à companhia. A rede social agora é avaliada em US$ 104 bilhões.

 

Aí você se pergunta: mas e se mesmo mudando, minha startup não der certo? Tendo esgotado todas as possibilidades (e preferencialmente antes de finalizar seus recursos financeiros), a melhor decisão a ser tomada neste caso é abandonar a ideia/projeto. Lembre-se:

O fracasso é o pré-requisito para a aprendizagem

Eric Ries (autor do livro “A startup enxuta”)

 

Desapegue e invista em uma nova ideia! Empreender é isso! Welcome in the world of enterpreneurship!

 


 

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Alguns de vocês já devem ter visto e respondido a nossa pesquisa para entender as dificuldades que as startups encontram com a engenharia de software. Hoje então vamos mostrar alguns resultados que obtivemos com esta pesquisa! E se você ainda não respondeu, nos ajude acessando a pesquisa aqui.

Sempre ouvimos que o sucesso de uma startup está diretamente ligada ao plano de negócios e aceitação de mercado. Muitas vezes esquecemos de outros fatores que também podem afetá-la diretamente tais como: falta de experiência da equipe, qualidade do produto, velocidade de desenvolvimento, dificuldade na inserção de novos requisitos no projeto, dentre outros.  Por isso hoje vamos mostrar alguns dados obtidos com a pesquisa que estamos realizando. Essa é uma pesquisa informal e foi respondida por startups do Brasil inteiro.

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Ao perguntarmos: “Ao adicionar uma funcionalidade nova ao software, qual o grau de dificuldade encontrado?”, com as respostas é possível perceber que mais de 50% (63%) respondeu dificuldade 3 e 4! Ou seja, eles encontram uma certa dificuldade em alterar o software desenvolvido, em fazê-lo crescer aumentando seu escopo. Tomando por base que a maioria das Startups começa com um MVP (não sabe o que é MVP? Veja no nosso Dicionário de Startups), imagina que em cada ciclo de desenvolvimento a dificuldade encontrada pode ser 3 ou 4. Tomando por base que o Lean Startup foi criado para evitar o desperdício do tempo, o quão “lean” será esse desenvolvimento? Quanto tempo e código serão desperdiçados? E o “time-to-market” como fica? Além disso, será que o software deve ser todo re-feito para absorver uma nova funcionalidade?

Outro dado da pesquisa que dá suporte ao que falamos anteriormente é em relação a quantas versões são lançadas até que o software esteja estável o suficiente para liberação para o cliente. Esse dado é complicado de ser analisado separadamente já que ele está diretamente ligado a quantidade de bugs encontrados após o release de uma versão. Mas de qualquer forma é importante ressaltar que 44% disse liberar de 3 a 5 versões, e 26% mais do que 5 versões. Ou seja, 70% trabalham no mínimo em 3 versões de software até liberá-la para o cliente. O motivo de ser difícil analisar este dado isoladamente deve-se ao fato de algumas startups alegarem ter apenas 1 versão de software  e não é possível identificarmos com este dado a quantidade de bugs que são liberados com esta única versão. Estimamos que no mínimo 2 versões devem ser trabalhadas antes de liberá-la para o cliente, já que no mínimo é necessário realizar uma bateria de testes normais e outra de testes de regressão (em breve falaremos mais sobre os tipos de testes).

 

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Por fim, vamos falar de prazos e impacto nos clientes:

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É possível perceber na figura acima que ao falarmos de prazo e impacto, apenas 23% controlam os prazos e que são cumpridos de acordo com o planejado. Do restante, 31% não trabalha com eles e 46% atrasam um ou mais dias. Muitas pessoas pensam que startups não precisam trabalhar com prazos já que estão descobrindo uma oportunidade de mercado, porém muitas vezes essa oportunidade está numa janela de tempo e que se desperdiçada também pode ser um fator para o insucesso de uma startup.

Por exemplo, com a copa e as olimpíadas vindo para o Brasil muitos enxergaram oportunidades de negócios, mas nem todos conseguiram ficar prontos para aproveitá-la. Vide exemplo do HelloUniverse que se trata de “um serviço eletrônico com tradutores de várias línguas à disposição, numa central para qual basta ligar e pedir ajuda de  alguém para traduzir qualquer coisa'”, cujo o lançamento foi apenas 2 semanas após o início da copa (veja mais detalhes  aqui). Eles perderam uma oportunidade de lançar o produto antes da copa e já ter adeptos do mundo inteiro, agora resta somente esperar as olimpíadas.

E, ao falar de impacto no cliente, quando falamos de “early adopters” (veja também no nosso dicionário) fica mais fácil controlar o impacto dos problemas encontrados no produto. Porém, quando pensamos em escala como medir esse impacto? Como saber se um cliente deixou de usar a sua ferramenta por causa das dificuldades encontradas ao utilizá-la podendo ser por bugs pequenos ou até problemas de UX (também no dicionário)? Quantos aplicativos você mesmo já não baixou e deixou de utilizá-lo devido a dificuldade  ou por te deixarem na mão? De qualquer forma, 43% das startups que responderam a pesquisa disseram que possuem um impacto alto ou extremo, além de 9% que não fazem nem ideia e 6% que marcaram “outros”. Como controlar esse impacto? Como medí-lo e entender como ele pode ser reduzido? Além disso, quando falamos em sistemas embarcados esses números podem aumentar consideravelmente, principalmente em relação ao prejuízo gerado a uma startup.

Para essas e todas as perguntas feitas neste post existem boas práticas de engenharia de software que resolvem os problemas aqui listados. Práticas desenvolvidas baseadas em experiências do passado por um desenvolvimento desorganizado, será que estamos vivendo um ciclo vicioso?

E o seu processo? Será que ele é realmente Lean?

Lembrem-se sempre que Lean e Agile não são sinônimos de bagunça e desorganização. E se você quer melhorar a forma de desenvolver na sua startup, continue acompanhando os nossos posts que daremos muitas dicas de como aplicar práticas de forma que não engesse o seu desenvolvimento e que ele continue ágil e ainda mais lean!

Veja todas as respostas da pesquisa em: Processo de desenvolvimento em Startups


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Embora o conceito “lean” não seja novidade, o termo veio a tona e se popularizou mundialmente com Eric Ries no livro “The Lean Startup” (A Startup Enxuta) e com Ash Maurya no livro “Running Lean” e podemos dizer que de certa forma, esse conceito vem revolucionando a maneira como os empreendedores estão criando novos negócios inovadores.

 

Mas afinal o que é Lean Startup?

 

De forma muito sucinta podemos dizer que a lean startup é a forma mais prática de implementar a cultura de aprendizado tão necessária as startups (e não somente a elas, mas essencialmente, tendo em vista que são novas empresas que estão em ambientes de extremo incerteza como dissemos no post anterior), tornando portanto, os processos mais eficientes e objetivos. Essa é inclusive uma das grandes diferenças notadas, quando comparada a metodologia tradicional dos modelos clássicos de administração, responsáveis muitas vezes por “engessar” os negócios.

O objetivo de uma startup é descobrir a coisa certa a criar – a coisa que os clientes querem e pela qual pagarão – 0 mais rápido possível.

Eric Ries

Baseada no conceito da produção enxuta (lean manufacturing muito utilizado no sistema Toyota de produção) e na premissa de que quanto maior a velocidade e menor o custo de cada iteração maiores são as chances de um novo negócio prosperar, é através deste processo otimizado que as startups validam ou descartam hipóteses que influenciarão diretamente no desenvolvimento do seu produto ou mercado, já que, em muitos casos é possível inclusive se apropriar de melhorias significativas no projeto – não consideradas na concepção da ideia – através dos feedbacks dos potenciais clientes.

Veja abaixo o vídeo de Steve Blank a metodologia lean:

 

YouTube Preview Image

 

Vejam que é justamente aí parece estar um dos maiores segredos das startups de sucesso: a arte de “reinventar-se” continuamente. Portanto, trabalhar iterativamente é agir mais rápido, planejar menos, realizar pequenos pequenos passos em relação a um objetivo maior, adaptar (ou readaptar) e manter o foco.

 

Os 3 pilares do Lean Startup

 

Entre alguns pilares do conceito lean (enxuto) podemos destacar:

 

  1. Customer Development: conceito cunhado por Steve Blank, pode ser entendido como o processo que tem o objetivo de testar e validar as hipóteses das startups sobre os clientes, o(s) produto e mercado.
  2. Desenvolvimento Ágil: A característica conceitual do método ágil é que ela gira em torno do conceito de iteração. Assim, a aplicação de metodologias como  Extreme Programming (XP) e Scrum (ajustadas para o ambiente das Startups) contribuem para a redução do tempo de cada iteração de desenvolvimento do projeto, aumentando desta forma a velocidade do aprendizado através do feedback real dos clientes/usuários e do mercado potencial.
  3. Uso da tecnologia: independente de ter uma startup de base tecnológica, é fundamental que você utilize a tecnologia a seu favor durante todo o processo de criação, desenvolvimento e, é claro, depois de ter o seu negócio concebido – até mesmo para  obter escalabilidade. Neste quesito podemos destacar o uso de serviços, frameworks, redes sociais, etc. que, além de geralmente representarem baixo custo, permitirão o desenvolvimento e o crescimento ágil da sua startup.

(Em breve traremos novos artigos falando especificamente sobre cada um desses pilares, que são, sem dúvida alguma indispensáveis para que a sua startup seja bem sucedida).

 

5 motivos para adotar o conceito Lean no seu negócio

 

O que o conceito lean pode fazer pelo seu negócio

O que o conceito lean pode fazer pelo seu negócio

 

Embora hoje seja mais comum entre as startups, o conceito lean pode ser aplicado com sucesso a qualquer tipo de negócio.

Mas, se você ainda não se convenceu a adotar ou implementar ao seu negócio as metodologias lean, veja abaixo 5 motivos do porque você deve mudar de ideia (e o quanto antes):  

 

  1. Tornam mais ágeis todos os processos internos e externos da organização;
  2. Tornam a organização mais flexível e mais eficiente em função dos constantes ajustes necessários e para se atingir o(s) objetivo(s) de médio a longo prazo;
  3. Trazem a adoção de novas estratégias, ou seja permitem descobrir o que está e o que não está dando efetivamente certo na empresa;
  4. Permitem descobrir e eliminar as fontes de desperdício (materiais, financeiros, humanos) mais rapidamente, otimizando assim os investimentos;
  5. Contribuem para novos insights obtidos a partir dos feedbacks dos clientes/usuários.
Lembre-se: assim como qualquer outro método de gestão, não existe uma única prática que garanta resultados efetivos, no entanto, temos certeza de que se você se beneficiar da metodologia lean, ganhará muito em relação à produtividade e, por consequência, poderá ter resultados positivos, repetindo o sucesso de outras startups.
Então, você está  disposto mudar sua opinião? 
Para conhecer outros termos mais utilizados no universo do empreendedorismo consulte nosso Dicionários de Startups.  

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Alguma vez você já parou para se perguntar: O que é qualidade?? Não estou falando somente de qualidade de software, mas qualidade em geral. Nessas horas você pode estar pensando: “que pergunta mais idiota! É óbvio que qualidade é aquilo que é bom!!”. Porém, se você parar um pouco para pensar, quando conversamos com outras pessoas podemos perceber que nem sempre o que é bom para elas, também é bom para a gente.

 

Não precisamos fazer muito esforço para pensarmos num exemplo onde isso é claramente percebido: na famosa disputa entre iPhone e Samsung Galaxy. O que pode também te levar a pensar: “não vou nem perder o meu tempo, é óbvio que o Galaxy é mil vezes melhor que o iPhone já que no Galaxy eu consigo fazer inúmeras coisas que o iPhone me bloqueia.” Ou então, “o iPhone dá de mil no Galaxy já começando pelo seu design e qualidade de imagem e fotos e, além disso, ele não trava o tempo todo!” Enfim, existem características que te levarão a concluir o que você prefere, o que você acha que é melhor, ou seja, o que tem mais qualidade para você!

iphone5-galaxy-s3

 

Para piorar, no mundo da tecnologia, falando mais especificamente de software, as opções são inúmeras o que dificulta mais ainda a escolha do cliente. Mas o que os novos empreendedores, donos de empresas pequenas e StartUps não param para pensar é que muitas vezes os clientes escolhem o que é menos pior para eles. Afinal, quantas vezes não ouvimos alguém comentando que comprou um determinado produto que tem diversas funcionalidades por causa de apenas uma que atendia a sua necessidade?!

Mas por quê ao invés de fornecermos o “menos pior” não focamos no melhor? Ao invés de focarmos em várias funcionalidades diferentes, não gastamos nossos recursos naquelas que realmente rendem alguma coisa? E como fazer isso?

 

Como vocês podem ver medir a qualidade de algum produto não é uma tarefa fácil já que é um conceito muito subjetivo, mas tentarei ajudar com algumas dicas de como você pode começar a percebê-la utilizando números, ou seja, métricas. E para isso, fui obrigada a recorrer ao meu TCC no qual uma frase se destacou: “Tratando-se de qualidade existem três aspectos fundamentais que devem ser levados em consideração: as pessoas, tecnologia e gerenciamento.”

 

Esta frase isoladamente pode não fazer muito sentido, mas vou focar nos três aspectos e tentar traduzi-los de uma forma mais prática para que você possa utilizá-la no seu dia-a-dia. Começando pelo primeiro item e acredito que o mais difícil: pessoas. Quando leio pessoas nesta frase, leio clientes. E quando penso em clientes, a logo associo a  “Requisitos de Software“! Posteriormente farei mais um post exclusivo dando mais dicas práticas de como utilizá-los.

Já a tecnologia faz referência a ferramentas e recursos tecnológicos que você irá utilizar para auxiliar durante todo o seu desenvolvimento: desde o computador até, por exemplo, uma ferramenta de gerenciamento de requisitos gratuita, além da tecnologia em si que está sendo desenvolvida. Também farei um post dando dicas de quais ferramentas você pode utilizar para melhorar a sua gestão de qualidade. E, por fim, gerenciamento!  O gerenciamento vem através da definição de métricas de acompanhamento e como utilizá-las para aumentar a qualidade de seu produto já que não adianta apenas medir os valores sem utilizá-los.

 

Trazendo um pouco mais para o mundo Startup: o Lean Startup fala bastante sobre evitar o desperdício de dinheiro, tempo de trabalho e recursos! E por isso nele é pregado o constante feedback dos clientes, afinal, são eles que podem te dizer o que mais gostaram ou detestaram no produto! É possível perceber então, que a qualidade está diretamente ligada às necessidades do usuário! Ela é totalmente relativa e você deve sempre se perguntar e entender até que ponto o seu cliente consegue lidar com os problemas encontrados no software?

métricas-digitais

 

Outro ponto fundamental tanto para a Engenharia de Software tradicional como para o Lean Startup são as métricas! São elas que irão te direcionar e dar base para a tomada de decisão: devo pivotar ou continuar? É com elas que você tem as informações necessárias para medir o aprendizado obtido durante um ciclo de desenvolvimento avaliando o impacto gerado nos seus clientes. Entendeu? Não?! Calma! Em outros posts nós iremos ajudá-los a entender melhor sobre o mundo de desenvolvimento de software em Startups!

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