Pelo menos a cada cinco segundos, uma pessoa no mundo tem uma ideia. Mas o que de fato faz diferença entre aquelas ideias que têm sucesso e as que fracassam?

No fim o que contará é sempre a EXECUÇÃO. Ideias por ideias não valem nada. E acredite: ter apenas uma boa ideia não é suficiente, é preciso que essa ideia, antes de mais nada, resolva um problema real e para comprovar isso utilizamos a validação.

 

Mas afinal, o que é validação?

 

vt. 1. tornar válido, legitimar

 

Sempre que falamos de ideias estamos nos referindo na verdade a hipóteses que podem ou não ser validadas. Mas o que isso quer dizer? Antes de pensar em uma ideia, devemos saber se o problema por trás dela é algo real, que as pessoas compreendam como uma dor – e logo aceitem resolvê-la e pagar por ela. 

O primeiro passo, portanto, é identificar e validar um problema. Produtos e serviços servem na verdade para solucionar, “antecipar”, prevenir problemas. Além do produto e/ou do serviço propriamente dito, estamos na verdade pensando em como ele pode nos ajudar, quais benefícios nos oferece, qual experiência irá proporcionar.

A validação neste sentido serve para compreender se realmente existe um problema e a sua intensidade/relevância. Somente a partir da validação é que você saberá a importância que as pessoas dão a este problema e qual a urgência em resolvê-lo. Mas porque isso é importante?

Primeiro porque nenhum empreendedor deve trabalhar com suposições (se você não tem certeza daquilo que irá criar, logo está lidando apenas como uma hipótese). Segundo, mas não menos importante, é que a medida que você entender as dores e/ou necessidades do público-alvo com que deseja trabalhar, mais fácil será definir a solução. E acredite, isso fará toda diferença!

Startup Sorocaba: Saiba porque e como validar a sua ideia

 

Se você ainda não leu os demais posts do Startup Sorocaba sobre a identificação de um problema aproveite para colocar a sua leitura em dia: Sua startup resolve que problema? e Sua startup tem um produto “must have” ou “nice to have”?

Problema identificado e validado? Então é hora de pensar na solução (ah… e se o problema que você identificou não foi validado saiba como reiniciar todo o processo, pivotando. Leia este post).

As soluções para resolver um problema podem ser muitas, concorda? Existem diversos formatos e designs, formas de entrega, formas de utilização, armazenamento, soluções para todos os bolsos, etc. Um guarda-chuva, uma capa, um boné podem servir para proteger da chuva correto? Algumas soluções protegem mais e outras menos, mas elas “cumprem seu papel” e ajudam a pessoas a cumprir seus objetivos (mais uma diquinha esperta para você: aproveite para ler também o post sobre Job To Be Done).

Então como saber a solução que você está criando é mesmo ideal para aquele grupo de clientes? A resposta você já deve até imaginar: validando! É preciso validar a solução também.

 

Como validar o problema e solução?

 

Você PODE e DEVE utilizar a validação em vários estágios da sua startup, (afinal, isso fará com que você não desperdice tempo e dinheiro), mas aqui vamos dar foco a dois momentos, do estágio inicial e de desenvolvimento de uma startup: 1) descoberta e validação do problema e 2) desenvolvimento e validação da solução.

 

Validação do problema

 

Na fase de descoberta e validação do problema você pode utilizar diversas ferramentas como formulários online de pesquisa, questionários, entrevistas pessoais. O objetivo nesta fase é compreender se o problema é tido mesmo como um problema, seu contexto e alternativas que as pessoas utilizam para solucioná-lo. Essas três perguntas são essenciais para que você possa saber a importância do problema, que, como já dissemos, poderá mudar inclusive a solução que você pretende oferecer. Vamos a um exemplo.

Ana quer abrir uma empresa para oferecer serviços veterinários (como diagnósticos mais simples e exames periódicos e de acompanhamento regulares) na casas dos donos de pet. Para validar a sua ideia, Ana entrevistou pessoas do seu círculo e de fora dele para entender se fazer os exames era um problema real, tido como trabalhoso (lembre-se de que estamos falando de validação do problema, certo? Esqueça neste momento da solução. Na validação do problema não se fala na solução). 

Explorando o contexto Ana descobriu que o “problema” dos donos de bichos era na verdade ter tempo para acompanhar os animais nas consultas e por isso adiavam e acabavam postergando a realização dos exames regulares. Logo o que Ana considerou como um problema não era um problema e ao invés de fazer um alto investimento em um veículo equipado com diversos aparelhos resolveu então revalidar  e fazer um nova pesquisa (a partir do novo problema identificado) e pivotar a sua solução, como veremos a seguir.

 

Validação da solução

 

Na nova pesquisa Ana descobriu que a maioria das pessoas acabavam adiando as consultas dos bichinhos em função da indisponibilidade de suas agendas – e não da agenda dos veterinários. Assim, Ana decidiu criar então um serviço de acompanhamento às consultas veterinárias, que contaria também com a comodidade de um serviço leva e traz, ou seja, Ana se propôs a ir até a casa das pessoas, onde retiraria os animais e documentos necessários (como a carteirinha de vacinação) e os acompanharia nas consultas, reportando as principais recomendações médicas em um aplicativo que funcionaria como uma carteirinha médica online, onde conteria todo o histórico de vida do animal. Mas será que as pessoas utilizariam a solução?

Ana criou então um MVP e colocou uma landing page no ar que comunicava o lançamento do serviço em breve. A estratégia serviria para validar se as pessoas teriam interesse neste tipo de serviço e se gostariam de receber mais informações, deixando um e-mail de contato. A página alcançou 200 visualizações em uma semana e conseguiu 41 cadastros.

Num segundo momento Ana enviou e-mail para os potenciais clientes falando sobre os planos que iriam disponibilizar e os preços. Neste momento Ana queria saber a média de preço que as pessoas estariam dispostas a pagar. 

Depois de dois meses de validação e captação de novos interessados, Ana começou a prestar os serviços para os primeiros clientes

OBS.: o exemplo de Ana é fictício e foi criado apenas para exemplificar o exercício de validação, em alguns pontos específicos, mas se quiserem investir nesta ideia, estamos aí  🙂 

 

6 dicas ESSENCIAIS para a validação da sua ideia

 

Startup Sorocaba: 6 dicas essenciais para validação da sua ideia

 

A validação é um processo e como todo processo tem início, meio e fim, além, é claro, de uma metodologia. Para uma validação bem sucedida é necessário que você defina claramente:

  1. A hipótese matadora: pense primeiro naquela hipótese que se invalidada inviabilizaria o seu negócio logo de cara. Acredito que nem precisamos dizer porque começar por ela né? Responda: qual hipótese você deve priorizar e que irá justificar a razão de ser da sua startup?
  2. O objetivo da validação: validar apenas por validar não levará você nem o seu negócio a lugar nenhum. Cada fase de uma startup pode ter diferentes objetivos como já dissemos, no entanto é preciso saber que tipo de respostas você precisa, naquele momento, para dar continuidade ao seu projeto. Responda: que tipo de validação você precisa ter? O que quer avaliar? Quais respostas farão com que você tome decisões estratégicas em relação ao produto, preço, distribuição, propaganda, etc.?
  3. O público-alvo: saber com quem falar te aproximará das respostas que precisa saber. Óbvio não é mesmo? Acredite se você validar com as “pessoas erradas” com certeza terá respostas igualmente erradas. Responda: quem são as pessoas que trarão as informações mais relevantes e que, de fato, sentem aquela dor? Com quantas pessoas será necessário validar para que você tenha um número expressivo e significativo de respostas?
  4. A ferramenta para o experimento: um formulário de pesquisa online serve para alguns casos (mas não para todos). É preciso conhecer o seu público-alvo e chegar o mais próximo dele. Formulários online ajudam a aumentar o alcance da validação, no entanto, ele pode enviesar os resultados, afinal você não tem controle sobre o perfil das pessoas que o responderão. Para a validação de problema e solução o mais indicado é a entrevista pessoal, mas você ainda pode optar por utilizar para as validações: grupos nas redes sociais e whatsapp, ADs, testes A/B, E-mail MKT, landing pages, páginas de captura, teste drive, etc. Responda:  qual ferramenta me permitirá ter respostas mais conclusivas?
  5. O tempo da validação: por se tratar de um experimento, a validação também deve ter um prazo. Aqui não existe certo ou errado, mas lembre-se de que conclusões precipitadas podem levar a resultados desastrosos, assim como a “paralisia” pode fazer você perder tempo. Leve em consideração o número de pessoas que precisará entrevistar
  6. A métrica de sucesso: como processo a validação também deve apresentar um resultado. Muito além de apenas curtidas e compartilhamentos é preciso pensar sempre no resultado que irá agregar mais valor ao seu negócio. Métricas comuns são taxa de conversão, número de inscritos no formulário do seu site, número de pessoas que baixaram seu app, número de pessoas que compraram no pré-lançamento, etc. Elas podem ser quali e quantitativas. Só tente evitar as métricas da vaidade, afinal mentir para si mesmo é sempre a pior mentira! Responda: qual métrica quali ou quantitativa te trará um indicador real para a tomada de decisão? 

 

Então, pronto(a) para validar a sua ideia? Nos escreva contando sobre os resultados. Em breve você também poderá participar do nosso curso sobre validação. Aguardem!


E você, o que pensa sobre o assunto? Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião. Não gostou? Acha que podemos melhorar? Então nos ajude a aprimorar nosso trabalho.

Siga o Startup Sorocaba no Facebook e cadastre-se para receber nossa newsletter e para ser informado sobre todas as novidades.
Compartilhe:

O que é um MVP?

 

O autor Eric Ries define o MVP, abreviação de   produto mínimo viável, como a versão de um novo produto que permite que uma equipe colete o máximo de aprendizado validado sobre clientes com o mínimo de esforço.

Em outras palavras, o MVP é uma versão do produto com um conjunto mínimo de características necessárias para que ele possa ser colocado de imediato no ar (ou lançado no mercado) e submetido a testes com o público-alvo, que permitirão validá-lo e aprimorá-lo. É através do MVP que todas as suas hipóteses serão testadas. E quando criar um MVP? Depois que identificada a hipótese mais arriscada para a sua startup.

MVP

No post Startup você sabe o que é? dissemos que uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando com condições de extrema incerteza. Ora! Se essas novas empresas atuam em mercados de extrema incerteza não seria muito melhor se elas tivessem esse risco reduzido, pelo menos ao lançar sua ideia? Sim! E todas as startups concordam em relação a isso.

O que não é um MVP?

 

Agora que você já sabe o que é um MVP,  pode facilmente identificar o que não é um mínimo produto viável não é mesmo? Bem… desejamos que sim, mas se ainda restar qualquer dúvida listamos abaixo alguns resultados que não são MVPs:

  1. Produtos inacabados ou em versões reduzidas;
  2. Produtos com poucas features;
  3. Produtos sem qualidade (construídos com matérias-prima baratas);
  4. Versão beta;
  5. Produto não funcional;

 

O que não é um MVP

O que não é um MVP

 

É preciso lembrar que o MVP é uma ferramenta de testes e/ou de experimentação, e que, portanto, deve ser suficientemente bom, ao ponto de proporcionar aprendizados relevantes para  a sua startup, através de investigações qualitativas. Assim, se o seu MPV for algo inacabado ou incompleto, certamente trarão feedbacks igualmente insatisfatórios, ou seja, que não servirão de base para a tomada de decisão em relação a validação da sua ideia ou mesmo da sua startup.

 

3 objetivos do MVP

 

Em resumo, os 3 principais objetivos do MVP são:

 

  1. Maximizar o aprendizado;
  2. Minimizar custos; e 
  3. Agilizar testes e iterações.

 

Mas, o que testar primeiro?

 

E essa realmente parece ser uma das dúvidas mais comuns quando falamos de MVP, então seguem algumas dicas importantes para a sua startup:

  • Mercado B2C: teste prioritariamente a demanda (viabilidade da ideia). Utilize apresentações e entrevistas com os potenciais clientes para validar a sua ideia, validando ou invalidando a hipótese do interesse. Aproveite também os benefícios da internet (formulários de pesquisa, squeeze ou landing pages, etc.). 
  • Mercado B2B: teste as funcionalidades do produto (viabilidade do produto). Os feedbacks neste caso estarão mais restritos à usabilidade do MVP (protótipo).
  • Mercado B2B2C: mescle os testes acima.

 

Conheça o MVP de alguns conceituados serviços de hoje

 

Você se lembra da primeira versão do Facebook? E do Google? Sabe como era o Twitter? O site Mashable decidiu pesquisar o início de algumas gigantes da internet. Desde a primeira versão até hoje elas já adicionaram várias funcionalidades e recursos ao longo dos anos. Confira!

 

MVP Facebook (The Facebook)

MVP Facebook (The Facebook)

 

MVP Amazon

MVP Amazon

 

MVP Google

MVP Google

 

MVP Youtube

MVP Youtube

 

MVP My Space

MVP My Space

 

MVP Twitter

MVP Twitter

Realmente na época esses serviços não apresentavam os melhores layouts e tão pouco as melhores funcionalidades, mas ainda assim conquistam milhares de adeptos desde o lançamento do seus MVPs e tiveram suas hipóteses de ideia e negócios validades para nossa sorte!

Para conhecer outros termos mais utilizados no universo do empreendedorismo consulte nosso Dicionários de Startups.  

 


E você, o que pensa sobre o assunto? Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião. Não gostou? Acha que podemos melhorar? Então nos ajude a aprimorar nosso trabalho.

Siga o Startup Sorocaba no Facebook e cadastre-se para receber nossa newsletter e para ser informado sobre todas as novidades.
Compartilhe:

Quando falamos de startups estamos falando explicitamente de novos modelos de negócios inovadores também. Logo, em meio ao desafio de sobreviver em um mercado altamente competitivo, pequenas e grandes empresas de todo o mundo se veem frente a um paradigma: a necessidade x a capacidade de inovar. É ou não é verdade? 

Antes de responder a essa pergunta, vamos rever o conceito de inovação.

 

Mas afinal o que é inovação?

 

inovacao-disruptiva

Inovação é a aplicação com sucesso de uma NOVA ideia, de forma radical ou incremental.

 

Inovação é a aplicação com sucesso de uma NOVA ideia, de forma radical ou incremental.

A inovação radical (também conhecida como disruptiva) é responsável por abrir novos mercados, quebrar os paradigmas pré-estabelecidos e por criar ou mudar um setor de consumo.

Já a incremental, como o próprio nome sugere, revê, combina e adapta processos ou produtos que já existem com novas ideias com o objetivo de reduzir custos, aumentar a produtividade ou melhorar as margens de lucro.

A inovação é, sem dúvida alguma, pauta de muitas discussões principalmente no meio das startups, ambiente onde novas ideias precisam ser lançadas e testadas no mercado rapidamente. 

Independente da forma como a sua startup atuará, se na adaptação de um modelo de negócios ou se na execução de uma nova ideia, uma coisa é certa: o mais importante é sempre ter um diferencial que seja compreendido como valor pelo mercado e pelos consumidores.

 

3 motivos para sua startup adotar a inovação disruptiva

 

startup

Inovação disruptiva: utilizar ou não utilizar, eis a questão!

 

Seguir um modelo que já deu certo pode garantir a sobrevivência da sua startup por determinado período, mas isso não é e jamais será sinônimo de sucesso duradouro, afinal novas startups e inovações surgem todos os dias. 

Sim. Ninguém está a salvo de ser copiado e ter a sua tecnologia ou mesmo modelo de negócios melhorados por um novo player. Provavelmente a sua própria startup também tenha sido resultado do aprimoramento de uma ideia de outra empresa antiga, como aliás, a maioria por aqui, mas por mais fácil que isso possa parecer num primeiro momento, ser referência com uma nova ideia ou mesmo categoria ainda poderá elevar a sua startup a um novo “porto seguro”, em ambientes menos concorridos.

Confira abaixo 3 motivos para sua startup adotar a inovação disruptiva:

 

  1. O ineditismo é uma excelente proposta de valor: o mercado e os consumidores são ávidos por novidades.
  2. Inovações radicais tendem a render uma receita maior: o número de adesão de novos usuários é bem maior e por menor que seja a sua margem de lucro, você pode ter maiores ganhos com o giro;
  3. A inovação disruptiva pode ser mais simples do que parece: muitas vezes a solução para uma nova ideia pode estar mais próxima do que você imagina. Negócios simples são altamente escaláveis, lembre-se disso.

 

Não há problema algum em “se inspirar”, “copiar” ou “adaptar uma ideia”, mas é preciso E-V-O-L-U-I-R! Nacionalizar modelos que deram certo lá fora também pode ser uma grande roubada, afinal vivemos em outra realidade, regulada por um ecossistema completamente diferente.

Portanto, evolua. Faça algo novo ou de forma diferente. Inove. Pense fora da caixa. Ah, e uma vez tendo inovado e descoberto o seu diferencial, não se esqueça de vencer o comodismo – e isso não apenas para garantir sua posição no mercado e sua própria sobrevivência, mas para reinventar-se sempre que necessário, alcançando lugares ainda mais privilegiados.

Go! Go inovadores!

E você? O que pensa sobre o assunto? Compartilhe conosco sua opinião.

 


E você, o que pensa sobre o assunto? Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião. Não gostou? Acha que podemos melhorar? Então nos ajude a aprimorar nosso trabalho.

Siga o Startup Sorocaba no Facebook e cadastre-se para receber nossa newsletter e para ser informado sobre todas as novidades.

Compartilhe:

Ideia: tive uma e agora?

 

Não se iluda! Nem sempre o momento “Eureka” ou aquela sua “ideia brilhante” irá corresponder a algo realmente viável do ponto de vista de negócios – e o importante, neste caso, é que seja, já que aqui no Startup Sorocaba estamos falando de novos negócios, não é mesmo? Ah, e lembre-se também de que esse é um dos principais pontos avaliados pelos investidores.

Embora pareça simples, muitas vezes deixamos de responder a uma pergunta muito básica e indispensável: sua ideia e/ou sua startup solucionam que problema?

(Se você também não soube responder imediatamente a essa pergunta, não se preocupe! Vale o exercício de parar e pensar…).

 

Responda: sua ideia soluciona que problema?

Responda: sua ideia soluciona que problema?

 

Os 3 tipos de respostas sobre a sua ideia

 

As três possíveis respostas para essa pergunta serão:

 

  1. Nenhum: cuidado! A sua ideia pode ser a melhor ideia do mundo, mas se não tiver alguém que a compre (no sentido figurativo ou literal mesmo) não fará nenhum sentido continuar a desenvolvê-la ou mantê-la. E é justamente neste ponto que muitos empreendedores falham: ao criar algo que só faz sentido para eles e que no fim, não chega a ser atrativo em nenhum aspecto – e obviamente por esse motivo não pode ser um modelo de negócios replicado e tão pouco escalável. A dica aqui portanto é: #desapega!
  2. Vários problemas: cuidado redobrado! Muitas vezes a falta de foco pode fazer você gastar tempo e recursos adicionais que poderiam ser melhor utilizados se você focasse em solucionar apenas um problema por vez. É melhor ser reconhecido como excelente em alguma coisa, do que mais ou menos em muitas outras. Uma dica muito importante e que pode ajudá-lo(a) a direcionar seus negócios é investir em nichos, ou seja, em grupos menores do mercado que não estão sendo atendidos ou que são atendidos mas de forma insatisfatória. Isso certamente reduzirá as chances da sua startup dar errado.
  3. O problema “X”: ótimo, mas por melhor que seja a sua ideia ela ainda não vale nada, antes de validá-la com os possíveis clientes. A dica aqui é teste tudo o quanto antes! Não espere ter investido tempo e dinheiro suficientes para descobrir que a sua ideia não era tão boa assim, quanto você pensava… 

 

Geralmente a(s) resposta(s) levam em consideração o motivo pelo qual você decidiu criar a sua startup, um problema já vivenciado por você ou por alguém próximo, ou consideram ainda uma oportunidade de mercado.

Lembre-se de utilizar sempre essa(s) resposta(s) no pitches, apresentações para investidores e/ou mesmo na apresentação do seu produto ou serviço, afinal, se nem você mesmo souber explicar o que a sua startup faz é porque alguma coisa está errada… 

 

Problema x Solução

 

problemas-solucoes

Uma ideia deve ser antes de tudo a resposta para um problema

Então, que problema a sua startup resolve?

Depois de ter respondido a pergunta mais importante de todas é hora de confirmar se você estava mesmo certo. Mas, como assim? Isso mesmo, é preciso validar a sua ideia com as pessoas que já convivem com o problema (ou dor) que você pretende solucionar ou para aquelas que não desejam ter um problema similar futuramente.

Em breve vamos falar  aqui no Startup Sorocaba sobre como e porque validar a sua ideia e se você ainda tiver dúvidas, talvez essa questão fique um pouco mais clara.

Mas voltando a questão da ideia e caso a sua resposta para a pergunta acima tenha sido “nenhum”, para tornar qualquer ideia ou fazer de qualquer ideia, uma ideia brilhante, ou seja, para que ela seja viável é preciso que a sua ideia:

  • Seja simples: do ponto de vista da execução, da promoção, etc. Boas ideias são autovendáveis, conceituais, simples. Inovar muitas vezes significa também não reinventar a roda. 
  • Seja a solução para um problema: todas as startups de sucesso desenvolveram um produto ou serviço que resolvem um problema real, facilita a vida das pessoas, faz com que elas ganhem tempo, evitem preocupações e, geralmente, representam uma vantagem clara em relação à saúde, segurança, etc.

 

 

Não venda ideias. Venda soluções!

 

Um dos erros mais comuns que as startups cometem é tentar resolver problemas que ninguém possui (Paul Graham – Y Combinator, uma das maiores incubadoras do mundo)

 

Para ter sucesso a sua startup deve ser cada vez mais centrada no consumidor e não no produto, como há algum tempo atrás. Assim, lembre-se de que o seu negócio deve investir na resolução de um problema que o consumidor tem e que realmente o incomoda ou que quer evitar, e isso pode se aplicar as soluções para outras empresas também (B2B).

Startups que não compreenderem essa mudança infelizmente entrarão para o grupo daquelas empresas que são criadas e extintas rapidamente.

Ah, e um último recado: é muito importante que se ame o que se faça. No entanto, acredite: se isso tiver valor para outras pessoas, você aprenderá a amar ainda mais o que você faz! 


E você, o que pensa sobre o assunto? Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião. Não gostou? Acha que podemos melhorar? Então nos ajude a aprimorar nosso trabalho.

Siga o Startup Sorocaba no Facebook e cadastre-se para receber nossa newsletter e para ser informado sobre todas as novidades.
Compartilhe: