Inúmeras startups são criadas todos os dias, ao mesmo tempo em que muitas deixam de existir – em uma velocidade assustadoramente maior. Mas, por que e onde as startups geralmente falham? E o mais importante: como aprender com essas falhas?

Não tenha dúvida: praticamente todas as empresas de sucesso que admiramos hoje já vivenciaram muitas falhas, onde provavelmente também enfrentaram seus momentos de crises. Mas será que falhar é mesmo um “grande erro”? Não. Como dissemos em nosso post anterior (se você ainda não leu, acesse aqui) errar é indispensável para qualquer processo de evolução, mas é essencialmente necessário aprender com os erros – e o quanto antes. Portanto, saiba agora onde as startups mais falham.

 

8 motivos pelos quais as startups mais falham

 

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8 motivos pelos quais as startups mais falham

 

É claro que, ao analisarmos a falhas das startups que hoje são sinônimo de sucesso, iremos concluir que o contexto influenciou e muito, no entanto, listamos aqui os 8 principais motivos de falhas de uma startup, ou seja, onde elas MAIS falham:

 

  1. Pensar na rentabilidade, antes do cliente: essa certamente é uma das falhas que levam rapidamente uma startup ao fracasso. É claro que uma startup deve ter como um de seus objetivos ser rentável, afinal, é tida como uma organização com fins lucrativos e não filantrópicos, não é mesmo? Mas essa não deve ser nem de longe a prioridade de uma startup. Startups são negócios iniciais que, desenvolvidos em ambientes de extrema incerteza tentam validar o seu modelo de negócios, logo, se o negócio ainda deve ser validado é necessário então que haja mercado e clientes para tal.
  2. Não pensar grande: sua startup apresenta a solução para o problema de quantas pessoas? Atuar em nichos pode ser sempre um bom começo, mas é preciso também estimar o potencial de crescimento do seu mercado e é claro, antes disso, ter um produto ou serviço escalável, ou seja, possível de ser expandido.
  3. Não ter uma equipe excelente: não é de hoje que equipes de sucesso fazem startups de sucesso. Exija profissionais com perfis complementares e tão bons quanto você (não tenha medo da concorrência), afinal o sucesso do seu produto e da sua startup vai depender muito da qualidade da sua equipe. 
  4. Demorar para fazer o lançamento do seu produto: ideias inovadoras são lançadas todos os dias no mundo todo. Demorar para fazer o lançamento do seu produto pode fazer com que ele se torne obsoleto antes mesmo de ser lançado. Uma boa oportunidade de mercado também está associada ao momento ideal de apresentar a sua solução. Se não for possível fazer o lançamento da forma como você sempre imaginou, adeque sua estratégia mas não deixe de lançar o seu produto. 
  5. Não tomar decisões rápidas: muitos empreendedores ainda falham porque permanecem muito tempo analisando uma situação, sem tomar qualquer decisão e esse tempo é extremamente precioso quando falamos de startups – onde todo ambiente é ainda mais dinâmico (e você deve estar preparado para isso). Certa ou errada o melhor é tomar alguma decisão e preferencialmente de forma rápida, de maneira a evitar maiores problemas futuros ou aquele sentimento de “deveria ter feito antes”.
  6. Não inovar mais: muitas startups estagnam quando acreditam que o produto ou serviço que lançaram já são suficientemente bons, se esquecendo é claro que é preciso se reinventar sempre, afinal o mercado e as necessidades dos consumidores também mudam na velocidade da luz e não acompanhar essas tendências, pode levar sua startup rapidamente ao fracasso.
  7. Depender de um único cliente: ter um grande contrato faria de qualquer empreendedor e da sua startup uma pessoa e empresa mais feliz, não é mesmo? Nem sempre. É preciso avaliar todos os riscos envolvidos dos contratos exclusivos. Muitas vezes é melhor vender pouco para muitos clientes do que vencer muito para um cliente que hora ou outra pode deixá-lo na mão.
  8. Não controlar seus recursos: geralmente os recursos das startups são bem limitados e não controlá-los pode fazer com que você desperdice também grandes oportunidades. Assim, tenha em mente quais são os recursos indispensáveis para que sua startup cresça de maneira sustentável.  

 

Lembre-se: a maioria dos inovadores irá falhar e não há nada de errado nisso! A questão é o que você fará com o aprendizado proporcionado com essas falhas e experiências.

Se você gostou desse post, recomendamos que leia também o Ebook 50 histórias de fracassos de empreendedores


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Business Plan é um documento que os investidores fazem você escrever, para que ninguém leia”

Steve Blank

Cerca de 99,99% dos planejamentos das empresas falham e apenas 1 entre 10 startups dão certo. Mas, por que os planejamentos falham? Onde pode estar o erro?

Quando realizamos algum planejamento, na verdade estamos considerando que as premissas consideradas se concretizem. Criamos cenários futuros para o mercado, para os consumidores, para a economia, avaliamos todos os fatores externos – e que não dependem diretamente da forma de atuação do nosso negócio. No entanto, essas premissas não passam de previsões ou suposições do que acreditamos que irá ocorrer – e que de fato pode não ocorrer, ou então, ser bem diferente do planejado já que não podemos controlar o ambiente.

“Nenhum plano de negócios resiste ao primeiro cliente”

Steve Blank

Portanto, não sabemos ao certo como será o mercado daqui há dois, três anos. O que dizer então da economia? Será que as necessidades dos consumidores serão as mesmas de hoje? Quais são as chances de acerto? E as chances de erro? Acredite: a probabilidade de acertar ou errar é a mesma, ainda que você conte com o fator “sorte”.

 

10 razões pelas quais os planos estratégicos falham

 

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Por que os planejamentos fracassam? Como fazer a sua startup dar certo

 

Em 2012 um artigo publicado na Revista Forbes identificou as dez razões pelas quais os planos estratégicos falham:

 

  1. Ter um plano apenas por modismo;
  2. Desconhecer o ambiente e não ter foco em resultados;
  3. Baixo índice de comprometimento;
  4. Não envolver as pessoas certas na execução do plano;
  5. Elaborar o plano e colocá-lo na gaveta;
  6. Falta de vontade ou dificuldade em mudar;
  7. Não ter as pessoas certas nas posições de liderança;
  8. Ignorar a realidade do mercado, dos fatos e das conjecturas;
  9. Falta de prestação de contas ou continuidade;
  10. Objetivos irreais, ausência de foco e recursos.

 

Planejamento x execução

 

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O planejamento é na verdade um exercício que nos permite PARAR e PENSAR no negócio e se você reparar, geralmente só planejamos para ter um motivo (ou uma desculpa) para nos eximir de alguma culpa no futuro – já que planejar nos traz uma falsa segurança de que tudo se cumprirá, exatamente da forma como escrito no documento. Ah, que bom seria…

É claro que não podemos ser omissos ao ponto de sair por aí feito loucos, sem qualquer planejamento ou a mínima noção sobre a dinâmica do mercado, concorrência, do comportamento do consumidor, mas hoje em dia já é possível colocar os planos em prática validando as premissas em menor tempo – e por consequência eliminando todos os desperdícios (financeiros e não-financeiros) que o fato de chegarmos lá na frente e perceber que não deu certo, nos traria.

 

Aprendizado validado

 

Já falamos muitas vezes sobre o conceito da Startup Enxuta ou “Lean Startup” que é na verdade uma maneira empírica de testar todas as hipóteses que consideramos no desenvolvimento de uma ideia.

A grande diferença entre os métodos tradicionais e esse é que, em ambientes de extrema incerteza não é possível fazer sequer uma aposta do que dará ou não dará certo. Logo, planejar seria o mesmo que não planejar, já que as chances de acertar ou errar são praticamente as mesmas.

Justamente por esse motivo é que as startups utilizam a metodologia enxuta, que permite com que uma ideia seja testada e a partir do aprendizado validado (feedbacks) possa ser imediatamente viabilizada ou inviabilizada. Veja que aqui, as respostas para todas as hipóteses anteriores são resultado de ações empíricas e não de “achismos”.

Qual é a melhor maneira de saber se um produto vai dar certo ou não? Testando com o público-alvo, é claro! Se você realmente quer saber se uma ideia dará certo ou não teste!

Já falamos sobre a importância de colocar em prática o que diz a teoria (se você não faz a mínima ideia do que estamos falando leia o post Os erros e a cultura do fracasso), então é hora de partir para a ação!

Vamos lá?


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