No mês de Dezembro fizemos uma entrevista muito especial com Bruno Abdelnur, fundador da Rabisquedo. 

Empreendedor, graduado em Ciência da Computação, que atua nas áreas de criatividade e educação infantil com iniciativas apoiadas pela Fundação Lemann e SEED MG. Atualmente é CEO da Rabisquedo, empresa que desenvolve produtos personalizados baseados nos desenhos de crianças, e sócio fundador da Kriativar, empresa que desenvolver produtos educativos para o mercado infantil.

Confira! Está imperdível!

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Bruno Abdelnur, fundador da Rabisquedo

 

Embora muitas pessoas associem startups apenas com produtos/serviços de base tecnológica, a Rabisquedo é resultado de inovação em outro modelo de negócios. Quais foram as principais barreiras que vocês precisaram vencer para inovar?

Bruno Abdelnur: Eu não enxergo a Rabisquedo como uma startup, nunca enxerguei. Nós somos uma empresa com uma cultura startup. De fato nosso negócio tem inovação, mas não em tecnologia, pois trabalhamos com artesanato em nosso produto principal.

Uma das principais barreiras foi a descoberta e o posicionamento do mercado para o produto personalizado (Rabiquedo Personalizado) pois não tínhamos parâmetros e no início era algo muito abstrato para o cliente. Outra barreira foi como lidar com a produção já que estamos tratando com artesãs e o trabalho é artístico e personalizado. Foi preciso definir padrões de qualidade e processos de produção diferenciados.

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A exclusividade dos brinquedos é, sem dúvida alguma, um dos maiores diferenciais da Rabisquedo. Ao transformar desenhos em sonhos reais, quais são os cuidados necessários para não desagradar o público infantil que hoje já é tão exigente quanto o adulto?

Bruno Abdelnur: Um produto personalizado possui um processo de venda e produção totalmente diferente de um produto padrão, desde o tempo de confecção até o acompanhamento da entrega do produto e a experiência de uso pela criança.

Os principais cuidados que tomamos com o Rabisquedo Personalizado é entender o contexto em que o desenho foi feito e qual a idade da criança. Com isso as artesãs conseguem assimilar os detalhes do desenho e transformá-lo em realidade. Todos os detalhes e proporções do desenho são seguidos rigorosamente pelas artesãs.

 

Em quais mercados a Rabisquedo atua? Quais são os maiores desafios para uma startup que atua neste mercado?

Bruno Abdelnur: Basicamente atuamos no mercado de criatividade infantil e isso inclui educação, brinquedos pedagógico e paradidáticos, então muito abrangente. O mercado infantil e principalmente de criatividade é bem vasto e com muitas oportunidades.

O grande desafio é criar produtos que acompanhem o ritmos das crianças e que ao mesmo tempo gerem uma fácil percepção de valor aos pais, pois é um mercado onde a massificação domina.

 

Na sua opinião como empreendedor, 2015 será um ano de oportunidades para os negócios e para a Rabisquedo? Existem planos de expansão da marca?

Bruno Abdelnur: Este ano conseguimos testar alguns modelos de negócios e produtos e isso gerou um aprendizado gigantesco. Hoje temos alguns produtos e modelos de negócios validados e estamos mais maduros sobre outros que estão sendo testados.

Acreditamos muito que em 2015 vamos crescer ainda mais (em comparação a este ano). Temos projetos para trabalhar com impressão 3D, franquias online e offline (quiosques em shoppings), projetos socioculturais, licenciamento de personagens e expansão internacional – considerando Estados Unidos e Europa.

 

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Não deixem de acompanhar também todas as novidades da Rabisquedo e dos outros projetos do Bruno Abdelnur nas redes sociais: Kriativar e Skedo Toys.


Se você tem sugestões de entrevistados que gostaria de ver aqui no Startup Sorocaba, encaminhe para contato@startupsorocaba.com. Gostou dessa entrevista? Leia todas as entrevistas do Startup Sorocaba.

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Embora pareça muito diferente de tudo o que se defende hoje em dia (principalmente no que se diz respeito ao trabalho em grupo), estudos recentes afirmam que, de fato, a introversão pode ser considerada um fator positivo para a criatividade e inovação. É o que garante Susan Cain no livro “Quiet: The power of introverts in a world that can’t stop talking” – em português, algo como “Silêncio: o poder dos introvertidos em um mundo que não para de falar”.

 

A vez dos tímidos

 

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Vencendo a timidez: o poder dos introvertidos

Você certamente conhece alguém que, na família, sala de aula ou mesmo na empresa parece estar sempre “curtindo o seu mundinho em silêncio” e essas pessoas não raramente são alvo até de piadas e de olhares discriminatórios (algo entre 30% e 50% de pessoas de uma sociedade são discriminadas).

Quiet desperta a consciência justamente para o quanto se perde ao subestimar as pessoas mais introvertidas e mais, levanta ainda uma importante questão: o desenvolvimento de talentos. 

O fato é que, se soubéssemos das contribuições da instrospecção, poderíamos até incentivar a criação de ambientes mais propícios para a inovação. Sim! No entanto, é claro que deve haver sempre um equilíbrio, mas convenhamos: um momento a sós às vezes nos cai bem (e não tenha vergonha de assumir isso!).

Portanto, se você é uma dessas pessoas que preferem ficar quietas (ao invés de se promover a todo momento), se vê altamente disciplinada e também é extremamente focada em resultados, não se sinta como um estranho ao adotar esse comportamento. Saiba que hoje já é possível utilizar a timidez a seu favor.

 

Você se considera tímido ou extrovertido?

 

Segundo Carl Jung os dois termos são a própria definição de uma personalidade que influenciará a maneira como você vive, se relaciona e de maneira geral tudo mais o que você fizer.

Para Cain a melhor forma de responder a essa pergunta é analisar a maneira como as pessoas respondem aos estímulos:

 

Os introvertidos se sentem mais vivos, com mais energia e envolvidos com a atividade que realizam quando estão em ambientes tranquilos. Os extrovertidos, ao contrário, anseiam por ser estimulados e, quando não obtêm incentivos suficientes, começam a ficar entediados e infelizes.

A autora defende ainda que um dos maiores erros que cometemos hoje em dia é definir os tímidos como antissociais.

Eles simplesmente são diferentes; preferem tomar alguma coisa com um amigo em vez de ir a uma grande festa. 

Portanto, é preciso antes de mais nada ignorar o estereótipo do “extrovertido ideal” que muitas vezes acaba servindo como um padrão a ser seguido. Acredite: esse ideal social só favorece as pessoas que são naturalmente carismáticas e que se sentem a vontade sendo o centro das atenções em qualquer ambiente.

 

Como os tímidos lideram?

 

É muito menos provável que um tímido se candidate a uma vaga de liderança, no entanto, segundo a autora, isso não quer dizer que uma pessoa calada não pode ser poderosa ou obter êxito em sua gestão ou nova posição social.

Esse é o caso dos tímidos que conseguem ascender a posições de liderança (dentro e fora do ambiente de trabalho). Um estudo da Wharton University descobriu que líderes retraídos obtêm mais de seus funcionários porque tendem a lhes dar mais autonomia para pôr em prática suas ideias, enquanto os extrovertidos geralmente costumam imprimir a sua marca em cada nova iniciativa.

Essa teoria pode ser ainda alinhada à ideia de Jim Collins em Good to Great: Empresas feitas para vencer (ed. Campus/Elsevier), quando o autor identifica os “líderes de nível 5” como um fator das empresas bem sucedidas. As pessoas que trabalharam com esses líderes as descreveram como calados, humildes, reservados, tímidos, engraçados, afáveis, honestos, ou seja, pessoas facilmente subestimadas.

 

O poder dos tímidos

 

Quando se trata de inovação e criatividade a adesão ao “extrovertido ideal” talvez esteja criando um dano significativo para as empresas: “psicólogos descobriram que as pessoas mais criativas tendem a ser retraídas. Elas precisam passar um tempo em solidão para pensar e criar por si mesmas. No entanto, as escolas e organizações, em vez de respeitar isso, pioram as coisas ao não dar a privacidade e autonomia a ninguém”.

E já que estamos falando de inovação, embora talvez você ainda não saiba, algumas pessoas tímidas foram responsáveis por grandes conquistas e feitos que hoje são tidas como referências: Darwin e a teoria da evolução, Van Gogh e suas obras, Einstein e a teoria da relatividade, entre muitos outros.

Boa parte dos líderes transformadores também foram pessoas introvertidas (e nem por isso deixaram de ter menos destaque). Esse foi o caso de Roosevelt, Gandhi.

Assim, acredite: sua timidez também pode fazer com que você dê o melhor de si!

 


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