Muitos profissionais falam sobre método ágil de desenvolvimento, mas, o que isso significa?

 

O método ágil de desenvolvimento de software, que na realidade pode ser aplicado em vários outros processos e não somente na área de tecnologia da informação, é um conjunto de métodos e processos que facilitam a interação entre clientes e desenvolvedores, possibilitando uma maior eficiência e ganho de produtividade.

O método ágil tem por princípios, garantir a satisfação do cliente, entregando de forma eficiente e contínua, produtos funcionais, antecipando prazos e estimulando a cooperação diária entre o cliente, o desenvolvedor e outros colaboradores (stakeholders).

Os projetos criados no processo ágil, valorizam as interações, ou seja, a cooperação entre os indivíduos, mais do que as ferramentas, ou mesmo, os processos utilizados. Nesta metodologia de trabalho, um produto funcional e que atenda aos requisitos do cliente se sobrepõe as necessidades de documentação. O produto é entregue em etapas e cada etapa acompanhada de perto pelo cliente.O design do produto preza pela qualidade e excelência técnica, que visam responder às mudanças de forma rápida, sempre em colaboração com o cliente.

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Startup Sorocaba: Você sabe o que é desenvolvimento ágil?

 

Para um processo de desenvolvimento ágil, é importante que a empresa tenha uma cultura que apoie o processo, fazendo com que os colaboradores se sintam motivados e confiantes. É importante ainda, manter uma equipe pequena, porém, competente, com facilidade de comunicação entre seus membros. A cultura empresarial pode ser uma das principais barreiras para a implantação do processo ágil, porém uma vez superadas, as vantagens do desenvolvimento ágil em relação ao modelo de desenvolvimento em cascata (baseado no planejamento) farão as mudanças culturais valerem a pena.

É importante ressaltar que o método ágil de desenvolvimento, se não for bem gerenciado, pode acabar gerando uma indisciplina no desenvolvimento, já que visa atender todos os requisitos do cliente, criando códigos funcionais, porém, desorganizados e lentos.

Uma das metodologias mais usuais é conhecida como “Scrum”, que, apesar do nome assustador, Scrum não é uma linguagem de programação, nem um novo seriado de TV. É um processo de planejamento e desenvolvimento de software, ou produto de forma ágil.  É um conceito recente aplicado à criação e projeto com foco na solução e nos resultados.

Quando comecei a programar, na década de 80, fazíamos os fluxogramas que eram, na verdade, diagramas de blocos representativos da programação estruturada onde cada comando era equivalente a um símbolo bastante específico.

Depois, aprendi a usar o UML e seus diagramas de caso de uso, de classes, diagrama de sequência, de objetos, de instalação e outros. Estes diagramas ajudavam a projetar um programa orientado a objetos.

A programação orientada a objetos revolucionou a forma de desenvolver código e para quem veio da programação estruturada, era uma forma muito mais simples de realizar o projeto de um software. Mas seus diagramas e excesso de planejamento tornam o desenvolvimento lento e muitas vezes o cliente não tem ou não compreende este fator.

Existem vários processos de criação iterativa e incremental para desenvolvimento de software ágil, como a prototipagem (onde são criados protótipos do código para o cliente e após definir as especificações, cria-se o produto real), processo em espiral (onde se agregam funções ao projeto e as especificações são implementadas).

O Scrum é o nome dado a um processo ágil onde o mais importante são os resultados e funcionalidade e não manuais complexos. E a participação de todos, desenvolvedores e clientes (product owner) é fundamental.

Muitas vezes, o cliente pode alterar a necessidade ou especificações do produto. Cabe ao Scrum Master manter a equipe direcionada da forma correta e assegurar as práticas do Scrum.

O desenvolvimento Scrum, começa ouvindo o cliente através de “histórias dos processos” que o sistema realizará. Isso irá gerar o product backlog (funcionalidades do sistema). Os processos do sistema são divididos em sprints, que são unidades básicas daquilo que será criado.

Cada sprint começa com uma reunião (Sprint Planning) que irá definir as tarefas daquela unidade, sempre seguido por reuniões de revisão ou retrospectiva. Em cada sprint a equipe (Scrum team) cria algo funcional e perceptível pelo product owner, dentro de um prazo estabelecido e gera um “feedback”.

Muitas empresas de desenvolvimento de software estão adotando o processo Scrum, pois seus resultados têm se mostrados mais vantajosos que os processos similares.  Se você leitor é um desenvolvedor e esta é a primeira vez que ouve sobre o assunto, segue abaixo alguns links para mais informações:

 

Manifesto ágil

 

Using na Agile Software Process with OffShore Development

 

O guia do Scrum: Um PDF sobre método Scrum

 

O site do Scrum (em Inglês).

 

Vídeos da Universidade Scrum

 


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Sempre fomos a favor do compartilhamento das histórias de fracasso e sucesso dos empreendedores e esse já foi tema de eventos e de posts aqui no Startup Sorocaba, mas hoje, em comemoração aos dois anos deste projeto (comemorados em Março deste ano), decidimos compartilhar com vocês nossos principais aprendizados incluindo nossos erros, afinal nunca estivemos livre disso.

 

O começo do Startup Sorocaba

 

Começar nem sempre é fácil e continuar é ainda mais difícil, já que as barreiras e dificuldades são muitas, mas uma das maiores características de qualquer empreendedor é a resiliência. Poderíamos listar aqui todos os desafios que enfrentamos entre eles: o medo, as incertezasssssss (no grau “superlativo do plural”), o frio na barriga, o desafio de nos desafiar a ser sempre melhores, ouvir diversos “nãos”, o preconceito, a falta de recursos. A lista é tão grande que certamente valeria um post só pra eles. Mas hoje, ao olhar para trás, percebemos que foram esses desafios que nos permitiram também sair do lugar.

 

Nosso MVP

 

Antes mesmo de ser um projeto, a ideia já tinha um nome: Startup Sorocaba. Mas porque? Porque sempre tivemos a preocupação de fazer da cidade uma referência. O fato de saber que existem pessoas por trás de uma iniciativa não significa, via de regra, que elas precisam ser evidenciadas, estar em foco. Com este nome, o projeto passaria então a dar destaque aos projetos, iniciativas, empreendedores locais, trazendo informações úteis e conceitos básicos sobre startups.

O passo seguinte foi o de registrar os domínios (.br, .com e todas as variações), contratar uma hospedagem (utilizamos Hostgator desde o início) e criar os perfis nas principais redes sociais. Feito isso, os próximos passos foram: instalar o WordPress no servidor, escolher um template gratuito, editar as configurações básicas e alterar alguns códigos. E logo o site já estava no ar.

(PS.: curiosidade: o template do nosso site é o mesmo até hoje, codamos apenas algumas partes).

 

O logotipo

Logo Startup Sorocaba

Startup Sorocaba: o logotipo do Startup Sorocaba

 

Sem experiência alguma em design, a alternativa foi comprar um logo no Free Logo Services, uma galeria self-service onde você mesmo pode criar o seu logo. O valor do investimento foi no máximo R$180,00 para o logo e as artes para as redes sociais.

Apesar de simples, o conceito deste logo expressa bem o que sempre quisemos transmitir com o Startup Sorocaba: conexão, rede inclusiva, suporte. A questão é que, assim como nós “compramos” o logo, qualquer outra pessoa pode adquirir a mesma imagem, ou seja, não temos exclusividade sobre ela, mas também isso não era tão importante já que a ideia inicial era apenas ter uma “carinha”, algo que as pessoas pudessem identificar facilmente.

(PS.: no estágio em que nos encontramos, julgamos ser relevante ter um logotipo próprio, pensando no posicionamento da marca. Então aguardem! Em breve vocês verão o Startup Sorocaba de “carinha nova”).

UPDATE: aproveitem para conhecer nosso logo e planos para os próximos anos AQUI.

 

Conteúdo

 

Estudando e trabalhando com marketing digital sempre ouvi dizer que conteúdo é rei e mais uma vez decidi testar isso na prática em alguns projetos próprios e o Startup Sorocaba foi um deles. Se a intenção era criar um site de referência era importante que ele trouxesse informações atualizadas e relevantes.

Ao mesmo tempo em que aprendíamos novos conceitos, termos e víamos algumas tendências, fomos compartilhando essas informações no site através de posts, entrevistas, vídeos, dicionários de termos mais comuns e replicando nas redes sociais do Startup Sorocaba (Facebook, Twitter, GPlus) e em nossos perfis pessoais.

Os primeiros posts não eram lá do melhores (estamos tentando aprimorá-los com o tempo, rs), no entanto, com técnicas de SEO conseguimos fazer com que eles se destacassem rapidamente nos mecanismos de buscas e em outros canais. Também em função disso, não demorou muito para termos os primeiros seguidores, os primeiros comentários no site e nas postagem, os primeiros compartilhamentos (que não eram nossos, rs) e o objetivo foi o de ter a disciplina para manter o site atualizado, sempre com foco em startups.

Durante todo este tempo escrevemos um pouco de tudo: empreendedorismo, qualidade de software, marketing & vendas, marketing digital, tecnologia, etc. Escrever sobre o que gostamos é muito mais fácil sim, mas além disso era necessário pensar também em quem acessaria o site, ou seja, em nossos leitores.

Com o Google Analytics instalado desde o primeiro dia no site, não foi tão difícil compreender quais assuntos eram mais relevantes e logo passamos a compreender também o comportamento e preferência dos nossos leitores, validando outras hipóteses a respeitos do nosso público-alvo e da nossa proposta de valor.

E porque isso era tão importante? Saber se estávamos no caminho certo nos permitiria ganhar velocidade…

 

O mapa de startups de Sorocaba e região

 

Esse foi o motivo que me fez conhecer e aproximar duas pessoas que acreditaram no Startup Sorocaba sem que eu precisasse me esforçar muito (e isso não porque eu argumentava bem, mas sim porque tive a sorte grande de encontrar pessoas com objetivos similares pelo caminho).

Um formulário de pesquisa sobre startups publicado no Facebook que fez chegar até a Nathália Novaes uma carioca-joinvilense-do-mundo (co-fundadora, amiga, parceira, pau pra toda obra, minha nutricionista de plantão, rs). Bastou uma mensagem inbox e a troca dos IDs do Skype para termos a primeira de muitas conversas que durou 2 horas e, como dizemos, “foi amor a primeira vista via Skype”. Continuamos a aplicar a pesquisa com o objetivo de mapear as startups de Sorocaba e região, mas sem muito sucesso e quando paramos para analisar os possíveis “erros”, vimos que talvez aquela não fosse a melhor estratégia ou maneira de coletar as informações que gostaríamos de ter acesso.

Foi quando conheci o Fábio El Beck, do Startup Culture, outro grande cara que apostou na ideia sem medo de assumir riscos. Nós tínhamos alguns dados e ele uma ferramenta para criação de um mapa para que as startups pudessem inserir suas informações. E depois de uma conversa rápida lá estava o nosso mapa no ar. Ganhamos um parceiro e um amigo e Sorocaba ganhou a possibilidade de conhecer a inovação desenvolvida aqui.

UPDATE: Em função de uma pivotagem no Startup Culture, o mapa disponível hoje do Startup Sorocaba é uma parceria com a empresa KCMS.

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Startup Sorocaba: mapa da inovação de Sorocaba. Se você ainda não se inscreveu cadastre-se GRATUITAMENTE clicando na imagem

 

Nossos mentores

 

Assim como muitos de vocês, também tivemos por perto pessoas que sabiam (e que nunca souberam) que atuaram na verdade como nossos mentores, porque eram antes de mais nada pessoas que muito admirávamos. Também encontramos pelo caminho aqueles que nos disseram que a ideia não ia para frente, que seria apenas “um blog”… Esses, aprendemos a respeitar, mas decidimos não dar ouvidos.

Foi com essas pessoas (empreendedoras ou não) que tivemos importantes aprendizados relacionados à: autoconhecimento, empreendedorismo, liderança, formação de comunidades, etc.

Todo esse período foi de grande aprendizado, porque conseguimos compreender nossas motivações, definir o foco de nossas ações e os principais objetivos gerais do projeto, sendo o maior deles o de contribuir para a formação de um ecossistema próspero para a criação de novos negócios a partir do desenvolvimento de uma nova cultura. Não demorou muito para incorporarmos esse mantra, como forma de deixar um legado para a comunidade de Sorocaba & Região.

(Para não sermos injustas, fica aqui o nosso MUITO OBRIGADA aos mentores e à todos que acreditam nessa iniciativa ou nesse sonho grande de duas meninas tidas como “loucas”).

 

Principais erros e acertos

 

Comparados a outros projetos similares e ecossistemas que já são ativos há mais tempo, talvez dois anos, como é o nosso caso, seja pouco, no entanto, podemos garantir que foi tempo suficiente para muitos aprendizados. 

 

Os Acertos

 

Se é que existe mesmo fórmula ou segredo do sucesso não sabemos ainda quais são (e se souberem peço que nos contem), mas podemos compartilhar algumas atitudes e ações que nos permitiram chegar aonde estamos. Se acharem válido tomem nota!

 

  • O pássaro nos mãos: começamos o projeto com o “pássaro que tínhamos nas mãos” e aos poucos fomos melhorando, corrigindo erros, investindo no que era preciso (se bem que jamais gastamos muito dinheiro com o Startup Sorocaba);
  • “Feito ao invés de perfeito”: com o tempo aprendemos que o feito é sempre melhor que o perfeito. Como toda startup aprendemos a ser lean, enxuto, otimizar tudo: desde tempo aos recursos financeiros (já que ainda hoje somos duas e não somos “bancadas por nossos pais”, rs como já nos questionaram uma vez);
  • Disciplina: para criar e desenvolver uma nova cultura é preciso ser constante. A disciplina para manter o site, as redes sociais, a agenda de eventos frequentes (e até mesmo o Trello) atualizados, nem sempre é das mais fáceis, mas descobrimos que foram justamente os processos e a disciplina para executá-los que nos trouxeram até aqui. Acreditem, isso fez e ainda faz toda diferença!
  • Automatize tudo o que for possível: Graças à boa tecnologia nossa de hoje em dia existem diversas ferramentas gratuitas que farão com que você poupe tempo e dedique-se ao que é essencial em seu projeto. Nós utilizamos o Mailchimp (para e-mail), Postcron (para postagens automáticas), Youcanbook.me (agenda online do Open Day) mas existem muitas outras excelentes ferramentas por aí.
  • Mantenha o foco: na prática significa fazer aquilo que deve ser feito para que você consiga atingir seus objetivos. Concordamos que não é fácil nos deixar seduzir por tudo o que nos tira a atenção ou pelo “caminho mais curto” e menos trabalhoso. Pergunte-se sempre: o que estou fazendo me levará até aonde desejo chegar? Se a resposta for não ou talvez é melhor desacelerar e reajustar a rota.

 

Os Erros

 

Estamos sempre em busca do acerto, mas errar é inevitável e muitas vezes faz com que tenhamos uma outra visão sobre os fatos. Assumir os erros é o primeiro passo para não cometê-los novamente, então aproveitem para aprender com os nossos, rs…

 

  • A “Associação”: embora o objetivo do Startup Sorocaba nunca tenha sido o de se “institucionalizar”, chegamos a pensar em nos tornar uma associação para ter e dar aos empreendedores daqui certa representatividade. Repensando alguns pontos, vimos que não valeria a pena tornar algo que era lean em uma estrutura extremamente burocrática. Desistimos rápido e sabe porque? Responda aí: a qual associação você pertence? Com qual instituição você contribui regularmente ou paga mensalidade/adesão? Nós achamos a resposta: se nem nós somos associados a qualquer instituição teríamos que prover esse valor (em termos financeiros e de diferencial da iniciativa) de outra forma. Aprendizado: venda valor e você será recompensado de outra forma.
  • O coworking:  em dado momento do Startup Sorocaba e pelo desejo de ter um espaço onde pudéssemos reunir vários empreendedores para trabalhar e, acima de tudo, para compartilhar experiências, em meados do ano passado decidimos ocupar o espaço que seria desocupado por uma startup aqui na cidade. Entre a nossa “validação” e a “conversão” dos interessados em compartilhar o espaço havia uma grande diferença: muitos estavam dispostos a aderir ao coworking, entretanto, não estavam dispostos a pagar pelo espaço (cada ocupante pagaria menos de R$100,00 apenas para cobrir os custos operacionais, já que não tínhamos pretensão de lucro). O espaço resistiu por determinado período e tivemos a brilhante companhia dos meninos da Codeminer, mas depois de um tempo, e em função de outros projetos, percebemos que não conseguiríamos mais nos dedicar à administração do espaço e decidimos fechá-lo, adiando o desejo de ter um espaço próprio para as startups (aliás, essa é uma das nossas pautas recorrentes hoje, afinal, não desistimos da ideia). Aprendizado:  construir uma cultura colaborativa leva tempo e seus resultados só são vistos no médio e longo prazo. O mais importante é não desistir durante o caminho.
  • Menos é sempre mais: nunca tivemos a pretensão de fazer eventos grandes, luxuosos, lotar uma plateia digna de grandes espetáculos, mas foi somente quando fizemos um evento que poderia ter sido tido como um “fiasco”, que realmente compreendemos que menos é mais e que o mais importante ao promover evento é sempre o RESULTADO.  Falar em número de pessoas presentes, exposição na mídia, número de likes nem sempre é o mais importante. Agora quando a métrica é o impacto gerado a dimensão muda completamente porque pode ser que em um evento de mil pessoas você não tenha o mesmo ou nenhum impacto que teria, ainda se fizesse o mesmo evento para um único espectador.  Aprendizado: pense sempre na relevância e na qualidade dos eventos e não na quantidade de pessoas presentes.
  • Não ter um modelo de monetização: embora nos intitulemos como uma comunidade informal há quem ainda nos veja como uma instituição formal e que, como tal, deveria ter um modelo de monetização claro e bem definido. Não. Não somos uma associação mas também não somos uma ONG. Bancamos do próprio bolso (bootstrapping) muitas atividades para a comunidade, por realmente acreditar na causa, sem esperar receber nada em troca. Não criamos o Startup Sorocaba para ser uma fonte de receita pessoal, mas hoje compreendemos que, ainda que conte com alguns parceiros e patrocinadores em eventos, necessitamos ser um projeto autossustentável. Aprendizado: ainda que não pense e dinheiro, ao criar o seu projeto pense em alternativas de receitas que poderão ser reinvestidas no próprio projeto e em benefício da comunidade, por exemplo.

 

Ainda que estejamos pontuando aqui nossas principais falhas, temos que reconhecer que foi a partir delas que pudemos amadurecer. Tudo que vivenciamos nestes dois anos de história contribuiu e muito para o nosso aprendizado e crescimento pessoal e profissional.

 

E você? Acompanha nosso trabalho por aqui há quanto tempo? O que acha? Acredito que possamos melhorar em algum outro aspecto? Como podemos contribuir para atingir o nosso objetivo que é o de tornar Sorocaba uma referência de empreendedorismo, tecnologia e inovação? Como podemos nos tornar a Sorocaba Valley? #Vamosjuntos

Estamos doidas para ouvir suas respostas!

 


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Talvez essa seja uma das frases mais bem empregadas quando se trata de um novo negócio: Get out of the building! E, diga-se de passagem, deveria ser adotada por todas as empresas independentemente de estarem ou não no estágio inicial de suas atividades.

Como vimos em um dos posts anteriores sobre Lean Startup, a realização de testes e consideração dos feedbacks dos clientes é, sem dúvida alguma, uma das maneiras mais eficientes e mais rápidas de validar ou invalidar todas as hipóteses acerca de uma ideia ou produto: é o customer development.

 

Mas afinal, o que é Customer Development?

 

Conforme descrito em nosso Dicionário de Startups, Customer Development é “é um processo iterativo que parte da premissa de que todas as respostas para o sucesso de um negócio estão fora do escritório e que o empreendedor deve buscar o quanto antes validar suas hipóteses fundamentais do mercado“. 

Para Blank um dos ensinamentos mais importantes do Customer Development é sair do escritório e conversar com clientes, deixar a zona de conforto de uma sala de reunião e ir atrás deles para aprender sobre os seus problemas.

Dentro da organização há apenas opiniões, não fatos. Para encontrar os fatos, o empreendedor deve buscá-los fora.

Steve Blank

Acredite: somente quando você sair da sua sala é que será capaz de levantar todos os detalhes (ou os mais importantes) para a construção e desenvolvimento de um serviço ou produto de sucesso. 

Os 4 passos do Customer Development

 

Os quatro passos do Customer Development ou as quatro principais atividades relacionadas aos clientes são: 

 

  1. Customer Discovery (descoberta do cliente): testes das hipóteses de mercado e entendimento dos problemas dos clientes pelos idealizadores do projeto ou startup. O objetivo nesta fase é encontrar o Problem/Solution Fit, provando que há de fato uma real necessidade em um mercado grande o suficiente (para valer a pena) e que o seu produto atende essa necessidade, de forma satisfatória. Dica importante: Stop Selling, Start Listening! Responda: os clientes querem o seu produto ou serviço? 
  2. Customer Validation (validação do cliente): validação do processo de vendas e distribuição do produto, onde se desenvolve um modelo de negócio replicável e escalável. O objetivo aqui é encontrar um modelo de vendas adaptável e escalável e validá-lo. O fim dessa etapa de validação é quando o empreendedor encontra um mercado e um conjunto de clientes que reagem positivamente ao produto. Caso contrário, deve-se voltar para a etapa de Descoberta do Cliente onde um novo cliente vai ser analisado (essa volta é conhecida como Pivô). Responda: os clientes efetivamente pagarão pelo seu produto ou serviço?
  3. Customer Creation (criação de cliente): criação de demanda para escalar as áreas de Marketing e Vendas.  Nessa etapa fica evidente a importância da busca por mais investimento e a definição de que tipos de mercados a sua startup irá participar. Esses mercados devem ser bem definidos e em cada um deles, estratégias de competição, análises de concorrência e análise de riscos devem ser muito claros também.  É nesta etapa que é feito o Marketing Launch (anúncio do produto). Responda: sabemos exatamente em quais mercados e quais estratégias iremos utilizar? 
  4. Company Building (construção da empresa):esta etapa é o marco do fim da transição entre uma startup focada no aprendizado para uma focada efetivamente na execução. 

 

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Os 4 passos do Customer Development

 

Na primeira fase, os dois primeiros passos estão diretamente associados à pesquisa ou procura do negócio (negócio ideal = mais próximo da real necessidade dos consumidores). Esta é uma fase mais iterativa, altamente focada no aprendizado, obtido através da validação e dos feedbacks dos prospects ou early adopters.  As startups neste estágio devem procurar manter a agilidade e o baixo custo até encontrar o Product/Market Fit.

Na segunda fase o foco é voltado para a execução e o crescimento do negócio. É quando as startups já encontrou o seu Product/Market Fit e um modelo de negócios escalável de vendas. Esse é o momento ideal para ampliar os investimentos.  

 

Customer Product x Customer Development

 

Muitas organizações têm inúmeras ideias, propõem novas soluções para atender a uma necessidade e definem seu modelo de negócios baseado única e exclusivamente em suposições que seus idealizadores têm do mercado. As hipóteses já foram estabelecidas e não existe quase ou nenhuma preocupação de validar essas hipóteses.

Mas é preciso compreender que nem sempre essas suposições são as mais adequadas e que, na verdade, as ideias podem não ser tão boas assim… e o mais importante é que se descubra isso o quanto antes. 

E no caso das startups, outra questão muito importante e que deve ser lembrada é que o contexto onde essas organizações estão inseridas é bem diferente do contexto de uma empresa já desenvolvida: o mercado é desconhecido ou praticamente novo e ainda não se sabe se a sua proposta inicial é realmente a que os clientes precisam e é justamente o customer development que irá responder essa pergunta.

Então, get out of the building!

(Não deixe de ler também o post Sua Startup resolve que problema e de responder a nossa pesquisa sobre Metodologia de Desenvolvimento de Software em Startups).


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Pensando em diversos assuntos que poderia abordar aqui resolvi começar do inicio: Requisitos!!!! Muitos sabem o que são, mas nem todos entendem sua importância, a grande maioria acha perda de tempo. Mas neste post vou tentar explicar um pouco sobre sua importância com o intuito de convencê-los de que não é perda de tempo.

Geralmente, quando começamos a desenvolver um software idealizamos como ele deveria ser de acordo com as nossas expectativas e logo começamos a desenvolvê-lo, mas será que fazer desta forma traz somente benefícios? Bom, vamos entender primeiro o que é um requisito de software: de forma prática não é nada mais nada menos do que entender as necessidades do cliente e traduzí-las para um sistema, ou seja, para o software.

Não vou entrar muito nos detalhes de como desenvolver um requisito, até porque com uma simples busca no google você consegue descobrir como começar a utilizá-los. Quero apenas convencê-los de sua importância e a diferença que ele poderá trazer para o seu produto final. Mas de qualquer forma aqui está um link que você pode acessar para obter mais detalhes: Engenharia de Requisitos. Neste link você vai encontrar uma explicação mais detalhada sobre Engenharia de Requisitos mostrando seus conceitos, como utilizá-los, etc. Mas lembre-se todo processo deve ser adequado para a sua empresa, então comece com um passo menor: entendendo o que são requisitos e a escrevê-los de uma forma que vá te ajudar, com o tempo vocês irão evoluindo para algo mais robusto que necessitará de um processo mais complexo.

Voltando a importância dos requisitos vocês devem estar pensando “legal, mas por quê devo utilizá-los?”. Como eu havia dito anteriormente os requisitos são a tradução das necessidades do cliente para a descrição de um sistema que você pode desenvolver. Desta forma, ao entendermos a necessidade dos nossos futuros e/ou atuais clientes as chances de acertar no produto final aumenta, evitando com que tenhamos que fazer um re-trabalho quando começarmos a interagir melhor com nossos clientes.

Quantas versões de software você já teve que desenvolver até conseguir atrair o maior número possível de pessoas interessadas? Este tempo gasto em re-trabalho poderia facilmente ser usado para elaboração de  uma funcionalidade nova para o seu sistema ou até uma nova ferramenta para atingir um público diferente.

É comum ao desenvolvermos um software não nos incluirmos no público alvo, em algumas situações isso realmente não acontece. A melhor abordagem para levantar requisitos de uma Startup é conversar primeiro com o seu público alvo! Porém nem sempre é fácil de fazê-lo, e muitas vezes o cliente para começar a conversar precisa ter algum protótipo para entender do que se trata. Para esses casos,  ao desenvolvermos alguma coisa nova podemos pensar: essa necessidade que observamos foi para suprir problemas que enfrentamos no dia-a-dia? Neste caso, que tal juntar todos envolvidos no desenvolvimento e fazer um brainstorming das funcionalidades que a ferramenta deverá ter? Começar a escrevê-las e depois detalhar para requisitos de sistema?

Agora você pode pensar “ah, eu faço isso de cabeça, não preciso escrever!”. O que eu posso te dizer é que escrever os requisitos irá te ajudar posteriormente no final do processo, onde alguém irá realizar testes com base nesses requisitos, afinal o papel dos testes é assegurar que o produto final terá qualidade o suficiente para seu cliente. Além disso, também irá te ajudar no gerenciamento conforme a sua empresa for crescendo e seu quadro de funcionários aumentar!

Se você acha que qualidade é apenas um software livre de bugs (o que não existe) e que com apenas alguns testes aleatórios conseguirei garantir 100% da qualidade do software desenvolvido, nos próximos posts falarei um pouco sobre o que é qualidade e o papel do time de testes e SQA dentro da engenharia de software. Mas já para dar uma introdução ao assunto você já pensou o que é qualidade para você? Quais produtos você considera bons e a razão de os preferir? Então pense e comente com outras pessoas, você perceberá que qualidade é algo muito mais subjetivo do que objetivo. E como medí-la? Tentarei dar dicas para poder te auxiliar, mas pode ter certeza que a dica de hoje é uma das mais importantes.

São muitos os desafios encontrados por empreendedores no momento de montar uma Startup, mas utilizando algumas técnicas de engenharia de software (calma, até Lean Startup é um processo :)) alguns desses desafios podem ser amenizados e o fluxo de trabalho ficar muito mais simples, prático e eficiente!

Lembrem-se sempre que até Metodologias Ágeis constituem num processo de desenvolvimento! E a forma que você irá incorporar as melhores práticas desses processos na sua Startup deve ser de acordo com suas necessidades! Algumas coisas podem não ter sentido nenhum em utilizá-las, porém outras são fundamentais para o sucesso do seu produto! E requisitos é uma dessas coisas essenciais para o desenvolvimento do seu projeto!


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Empreendedores: errem mais e, por favor, o quanto antes! Embora essa frase possa parecer bem contraditória e soar estranho aos ouvidos de quem deseja empreender, na verdade não há nada mais coerente e sensato (mesmo que ainda não estejamos tão acostumado com essa verdade).

Embora óbvio, o caminho do sucesso vem muitas vezes acompanhado de diversas histórias de erros e fracassos – e aprender com esses percalços é justamente o que faz com que muitos empreendedores prosperem e tenham sucesso duradouro, afinal, aprenderam com seus próprios erros.

No entanto, infelizmente não estamos habituados a “cultura do fracasso”. Fomos incentivados desde pequenos a “ser os melhores”, a “vencer sempre”, mas quando crescemos e nos vemos diante dos desafios da própria vida, sabemos que na prática a teoria é outra já que, embora seja o nosso maior desejo nem sempre seremos os melhores e venceremos em tudo. Mas qual é o problema nisso?

 

Errar é mesmo um grande problema?

 

Você se permite errar?

Você se permite errar? Os erros também são chances de aprendizados

Não há problema algum em errar e recomeçar tantas vezes forem preciso. Pelo contrário! Se é que existe algum erro, ele está justamente na ilusão de que será sempre perfeito e que nada sairá do script. É claro que o desejo de todo o empreendedor é que a sua ideia seja a melhor do mundo, no entanto, é exatamente por descobrir que NÃO, é que é possível sair da zona de conforto, ser ainda melhor. Como assim?

Explico: se entramos em uma competição sempre com o espírito de quem já venceu, simplesmente por nos acomodar podemos perder e não nos recuperar em tempo. Ou se, ao desenvolvermos um produto acreditarmos que ele será a “bola da vez”, sem considerar na verdade que o mercado pode recusá-lo, podemos perder tempo e dinheiro demais, investindo em algo que ninguém estaria disposto a comprar… e logo, o desgaste e a frustração acabarão sendo ainda maiores.

 

A cultura do fracasso

 

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Erros também fazem parte da trajetória de um empreendedor de sucesso

Na nossa cultura, falar de fracasso é motivo de vergonha, afinal muitas vezes essa palavra é tida como sinônimo de incompetência, amadorismo, falta de preparo, incapacidade.  E a pessoa que “fracassou” acaba se tornado uma referência do que “não ser” ou um “mau exemplo”. Quase nunca olhamos para o aprendizado que aquela pessoa teve e nos proporcionou – já que, entre tantos ensinamentos, nos permitirá não repetir os mesmos erros que já cometeu.

Nos EUA é comum compartilhar os fracassos com os outros como grandes feitos (e não deixam de ser, já que foram resultados de pessoas que erraram, porque na verdade tentaram). É justamente neste sentido que, devemos cada vez mais incentivar o desenvolvimento de ambientes que propiciem a inovação e a criatividade através da prática – e não somente da teoria. Isso implica em permitir que as pessoas testem e falhem, mas que também aprendam – e com isso possam evoluir em todos os sentidos.  O medo de errar imobiliza e prejudica o crescimento dos negócios.

Para inovar, é preciso estar disposto a fracassar – Romero Rodrigues (fundador e CEO do Buscapé)

Portanto, errar mais, ou seja, aprender o quanto antes pode evitar que a sua startup erre em momentos mais críticos e quando efetivamente não deveria. Lembre-se: os acertos são consequências muitas vezes de muitas tentativas anteriores que falharam.

Então, permita-se tentar: errar mais e o quanto antes!


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