Revendo a revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” de novembro/15, me deparo novamente com a frase de Nizan Guanaes na capa:

Os pequenos nunca foram tão poderosos

(E se você não sabe quem é Nizan Guanaes aconselho que pesquise sobre sua trajetória empreendedora). Mas voltando a frase… e a lógica por trás dela, realmente como ele afirma, embora estejamos vivenciando tempos difíceis, muitas pequenas empresas têm se destacado, aproveitando as oportunidades  disponíveis onde muitos só veem problemas.

Uma recente campanha nacional do SEBRAE também chamou a atenção para essa “parcela” do mercado que talvez muitos de nós temos desprezados por algum tempo, sem saber ou desconsiderando, por exemplo, o fato de que são esses negócios tidos como pequenos que, têm mantido o ritmo econômico do país.

O movimento “Compre do Pequeno” (saiba mais aqui) visou estimular a relação comercial dos consumidores com negócios locais, do bairro, próximos de suas residências.  Fora as questões exclusivamente sócios-culturais de uma ação dessas, podemos ver sua importância traduzidas em números, como demonstrado na figura abaixo. 

 

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Startup Sorocaba: Movimento Compre do Pequeno – SEBRAE Nacional

 

Sim. As PMEs já são responsáveis 27% do PIB do país. Mas o que isso quer dizer? Que quase 30% de toda a riqueza produzida no país vem dos pequenos negócios gerados pelas vendas do Sr. Manoel da padaria da esquina, dos serviços prestados pela Sra. Julia e sua boutique de cosméticos, daquela empresa de softwares que ocupa uma pequena sala ao lado da sua.

 

Mas e as startups em meio a tudo isso?

 

Recentemente falamos sobre ações e projetos desenvolvidos a favor do estímulo da compra de produtos e serviços das startups (se você ainda não leu, acesse o post aqui) e também chamamos a atenção para essa aproximação com grandes corporações.

Da mesma forma, sabemos que as startups hoje são sim responsáveis pelo desenvolvimento econômico do país. Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Amure Pinho, a crise não chegou para as startups. Manchetes estampadas nos principais sites de economia do país apontam que no último ano o crescimento deste “segmento”, entre as PMEs, foi de 18% (comparada ao ano anterior), fazendo girar em média R$ 2 bilhões anualmente – o que corresponde a 0,33% do PIB. A meta da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), entretanto, é que esse número chegue a 5% do PIB (R$276 bilhões) até 2035. Na Índia, por exemplo, as startups já são responsáveis por cerca de 9,5% do PIB atualmente, sendo considerado também como o quarto país com economia mais atraente para investimento em inovação tecnológica.

Sabemos que os desafios para se empreender no Brasil ainda são muitos, mas há de se falar também das importantes inovações que nascem aqui diariamente e desse formato de empresa mais “flexível”. As startups quase não sofrem com a crise. O dinamismo de suas atividades faz com que elas ganhem cada vez mais ritmo acelerado – e este parece não ser apenas um privilégio do Brasil.

 

Quais as vantagens de adquirir soluções de uma startup?

 

Quando você adquire produtos ou serviços de uma startup, além de estimular a nossa economia estará consumindo inovação direto da base.  Não estamos falando apenas de novas empresas, mas de negócios disruptivos que farão com que você muitas vezes poupe tempo e dinheiro – tão escasso hoje em dia.

As startups estão transformando em oportunidade tudo aquilo que é tido somente como problema. Estão crescendo enquanto muitas grandes empresas estão apenas admirando a crise. Os pequenos nunca foram tão poderosos.

Com alternativas modernas e simples as startups estão contribuindo para o sucesso de empresas de vários setores e até mesmo com a indústria, fortemente afetados pela crise, seja reduzindo custos, seja otimizando recursos, seja inovando como uma aposta para vencer a concorrência. E se você não está de olho nos pequenos é melhor mudar seu foco de visão. Corra enquanto há tempo!


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.