Falamos em nosso último post sobre O poder da prototipagem – Porque sua startup precisa de um protótipo. No post de hoje vamos falar sobre os diferentes tipos de protótipos.

A definição do tipo de protótipo que a sua startup irá desenvolver irá depender do tipo de validação e estágio do seu projeto. Assim, é possível dizer que para cada objetivo há também um tipo de protótipo mais indicado. 

 

Afinal, o que são protótipos de baixa e alta fidelidade?

 

Durante o ciclo de vida de uma startup toda validação é IMPRESCINDÍVEL, entretanto, o formato do que você irá disponibilizar para teste do seu público-alvo, bem como o nível de interação que essas ferramentas também influenciarão na percepção de valor do usuário.

 

As dimensões de fidelidade dos modelos

 

Os protótipos variam em relação à:

  • Detalhamento: quantidade de detalhes que o modelo suporta;
  • Grau de funcionalidade: extensão na qual os detalhes da operação são completos;
  • Similaridade de interação: quão similar o modelo atual é em relação do produto final;
  • Refinamento estético: quão real o modelo é.

 

Assim, temos protótipos de baixa e alta fidelidade, também chamados de Lo-Fi (do inglês Low Fidelity) e Hi-Fi (do inglês High Fidelity), respectivamente, como veremos a seguir.

 

Protótipos de Baixa Fidelidade

 

Ao desenvolver um protótipo tenha em mente de que não é necessário apresentar toda a funcionalidade do produto, ou o produto 100% desenvolvido. Como já falamos, os protótipos servem para melhorar, alterar ou incrementar uma solução que ainda será lançada futuramente.

Então, como saber o que deve ser demonstrado pra seu potencial cliente? Foque no que é essencial para o objetivo da sua validação naquele momento.

Confira algumas características dos protótipos de baixa fidelidade:

  • Possui baixo grau de detalhamento;
  • Apresenta visualmente a funcionalidade;
  • Não possui recursos de interação;
  • Não exibe necessariamente o mesmo design da versão final;
  • Podem ser realizados no papel.

 

Quando é utilizado? Geralmente é utilizado para validar premissas básicas e iniciais de um modelo de negócios.

Objetivos: geralmente “revalidar” o problema, chamar para à ação em relação a solução proposta (engajando os usuários a responder um questionário, subscrever na lista de espera do lançamento do produto, encorajando-os a saberem mais), antecipar o desejo pela solução e, principalmente, aprender mais rápido com os early adopters.

Exemplos: hotsite, MVP Fumaça (vídeo – veja aqui o exemplo do MVP do Dropbox -, landing page ou squeeze page), mock-up, wireframes, sketch, protótipo de papel, plataformas de crowdfunding, páginas de pré-venda.

 

Startup Sorocaba: Protótipo de baixa fidelidade - Exemplo Twitter

Startup Sorocaba: Protótipo de baixa fidelidade – Sketch Twitter

 

Protótipos de Alta Fidelidade

 

Diferente dos protótipos lo-fi, os hi-fi assemelham-se mais com a solução final. Um potencial cliente pode, por exemplo, iniciar e concluir uma tarefa fundamental que é central para a sua proposta de valor. Suas principais características são:

  • Possibilita a interação do usuário, como se fosse o produto final;
  • Geralmente representa fielmente o produto final em termos de design e funcionalidade;
  • É apresentado no formato final (software, app, etc.).

 

Quando é utilizado? Geralmente quando é necessário completar a(s) função(ões) central(ais) de uma operação, como compra e pagamento em um marktplace, por exemplo.

Objetivos: validar uma funcionalidade específica ou crítica para a sua startup.

Exemplos: Concierge, MVP múltiplos,  Piecemeal (a partir de ferramentas já existentes), Manual-first (também chamado de Mágico de Oz), de função única.

 

startup-sorocaba-site-twitter-prototipo-de-alta-fidelidade

Startup Sorocaba: Protótipo de alta fidelidade – Site Twitter

 

O que influenciará no desenvolvimento do protótipo da sua startup?

 

O desenvolvimento do seu protótipo irá depender de três fatores-chave:

  • Mercado: se você está entrando em um mercado onde o problema ainda não é bem compreendido, o mais indicado é que você inicie com um protótipo de lo-fi, começando literalmente do zero para obter todos os feedbacks possíveis. Por outro lado, se o mercado já demanda soluções para o problema que sua startup está propondo resolver, você pode oferecer um protótipo mais avançado, porém intermediário (protótipo médio).
  • Perfil/experiência da equipe fundadora:  em algum momento no ciclo de vida da sua startup o perfil mais técnico será exigido. É nesse momento,  quando geralmente uma solução mais robusta também é colocada à prova do mercado, mas ainda que você tenha um produto “mais completo”, ainda pode se valer de dupla validação, utilizando também o lo-fi. 
  • Valor disponível para investimento: embora se possa começar minimamente e com poucos recursos, as opções mais avançadas exigirão também maiores investimentos.

 

Lembre-se de que todo protótipo deve ser avaliado e que, portanto, você deve mensurar esses resultados. Como diria Steve Blank “nenhum plano de negócios resiste ao contato com o primeiro cliente”. Assim, esteja preparado para aprender com quem mais tem a ensinar e boas vendas!


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.