Toda startup só sobrevive no mercado se tiver clientes e o processo de aquisição de clientes é uma das estratégias de marketing e de crescimento mais importantes no ciclo de vida de uma startup. Mas não basta apenas trazer clientes para dentro, como se diz popularmente, também é preciso fazer com que o custo de aquisição de clientes seja otimizado.

 

Mas, o que é Custo de Aquisição de Clientes?

 

Também chamado somente de CAC (das iniciais), o custo de aquisição de clientes é o montante investido para trazer clientes para sua empresa. O valor pode variar conforme o estágio da sua startup já que, geralmente até se ter o product market/fit, ou seja, até que você encontre um mercado que pague pela sua solução, o CAC pode ser mais alto. Assim, podemos dizer que quanto mais alto o CAC mais caro é o custo para conquistar um cliente.

 

E como calcular o CAC?

 

É muito simples! Para saber o quanto você está gastando com o CAC faça o cálculo a seguir:

 

CAC = Custo total de vendas e marketing / Número de novos clientes. 

 

Como investimentos em vendas e marketing entende-se: custos estruturais relativos a prospecção (que vão desde investimentos em publicidade, SEO, ADs, etc.) e os custos com promoções diretas.

Exemplo: se você gastou R$5.000 em vendas e R$5.000 em marketing (total R$10.000) e adquiriu 50 clientes seu CAC foi de R$200. Você pode de basear em uma média do CAC no seu mercado ou compará-lo aos números anteriores (histórico) para ter um comparativo, no entanto, é importante ressaltar que analisando isoladamente apenas esse resultado, não é possível chegar a uma conclusão. 

O mais indicado é que você compare o CAC com outra métrica: o LTV (Lifetime Value).

 

CAC x LTV

 

LTV (Lifetime Value) ou Valor do Tempo de Vida do Cliente, ou em outras palavras valor que estima a potencial receita e lucros que um cliente pode vir a dar a sua startup. Esse é o montante de dinheiro que o cliente deixa na sua empresa do primeiro ao último dia.

O cálculo do LTV leva em consideração o valor e a recorrência das compras durante determinado período, como demonstrado a seguir:

 

LTV = Receita Média do Cliente * Número de Vendas para esse Cliente

 

Exemplo: caso o cliente x gaste em média R$100 por mês em sua startup, durante um período de 12 meses seu LTV é igual a R$1.200. O ideal é que você estabeleça uma meta para o LTV 3x ou 4x superior ao CAC.

Mantendo os valores finais do CAC e do LTV utilizados nos exemplos, R$200 e R$1.200, respectivamente, podemos dizer que a proporção CAC x LTV é excelente. Para realizar este cálculo você deve fazer:

 

Proporção CAC: LTV = LTV / CAC

 

O resultado deste cálculo precisa ser sempre maior que 1, lembrando que quanto maior MELHOR, já que essa proporção fará com que o ciclo de vida da sua startup seja maior também – trazendo maior rentabilidade por mais tempo. Caso a proporção seja igual ou menor a 1 significa que você está “pagando para ter clientes” que não estão trazendo o retorno que você precisava, ou seja, está gastando mais do que deveria em um mercado errado.

 

Como reduzir o CAC e aumentar o LTV?

 

Startup Sorocaba; Como reduzir o CAC e aumentar o LTV da sua startup?

 

Como você já deve ter percebido, o ideal é sempre que possível reduzir o CAC e aumentar o LTV e para isso você pode seguir essas 5 dicas: 

 

  1. Encontre o Product Market/Fit (PMF) e o canal ideal: PMF essa palavra é responsável por resultados mágicos na sua startup. Sim, leva-se um tempo para encontrar o Product Market/Fit, mas uma vez que você também encontrou o canal ideal é preciso fazer da sua oferta ou da sua proposta de valor algo realmente irresistível!
  2. Diversifique os canais: depois de encontrar o product market/fit e de chegar a elasticidade do canal (se você não sabe o que isso significa leia este post) você deve explorar canais alternativos – preferencialmente ainda não descoberto pelos seus concorrentes.
  3. Tenha produtos e atendimento excelentes: isso fará com que os atuais clientes se sintam satisfeitos e façam propaganda gratuita, se tornando vendedores da sua startup, além de contribuir para a redução do churn. O boca boca ou buzz marketing funciona muito bem, mas até lá você deve se dedicar a conquistar de fato os clientes.
  4. Tenha estratégias de retenção: trazer e convencer novos clientes é sempre mais caro do que reter aqueles que já conhecem sua startup e seus produtos. É preciso pensar em estratégias para prolongar a permanência dos seus clientes, seja estendendo a recorrência da compra, dando algum tipo de bônus, etc.
  5. Venda mais para os mesmos clientes: fidelizar o cliente não basta. Aumente sua participação na carteira dos seus clientes (share of wallet) e seu tícket-médio de vendas, vendendo mais para eles, a partir de cros-selling, up-selling. Acredite: se você não fizer isso, seu concorrente fará e você certamente estará perdendo vendas.

 

Ah… mais uma dica super importante! Se você ainda não leu, super recomendamos a leitura do post sobre métricas.

Boas vendas!


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.