Seja você do meio empreendedor ou não é comum ouvir a frase “o que não é medido, não pode ser gerenciado”, mas será que essa mesma frase se aplica a sua startup? Qual a real importância das métricas para negócios em fase inicial?

 

Métricas, métricas, métricas

 

Via de regra métricas devem ser sinônimo de resultado. Logo, podemos dizer que implementar e acompanhar as métricas é analisar o andamento, desempenho, desenvolvimento, evolução do seu negócio. Mas definir quais métricas são mais importantes para sua startup, bem como a melhor maneira de monitorá-las exigem alguns cuidados.

As métricas podem e devem variar conforme o estágio da sua startup, mas quase sempre estão associadas a aquisição de usuários e vendas, dois dos indicadores mais críticos de uma startup, já que sem usuários é impossível vender e sem vender nada de receita, concorda?

Mas antes de definir quais métricas utilizar é importante que você responda algumas perguntas básicas, como:

  • O que você precisa avaliar? Qual é o objetivo?
  • A métrica mais indicada é quali ou quantitativa?
  • Qual a relevância destes dados?
  • Por quanto tempo você irá mensurar?
  • Qual o método de coleta, compilação, análise dos dados?
  • Como irá apresentar os resultados? Para quem?
  • Qual é a ação estratégica para tomada de decisão baseada na análise das métricas?

 

Tendo uma ideia ou as respostas, você já pode partir para a ação! Ah, aproveite também as dicas a seguir, que podem ajudá-lo(a) a iniciar o trabalho com as métricas.

 

5 métricas essenciais para sua startup

 

Em meio a tantas áreas, indicadores e siglas existem 5 métricas que são essenciais para sua startup, segundo Dave McClure (fundador da 500 startups – uma das maiores aceleradoras do mundo).

 

Métricas do Pirata

 

Também conhecidas como AARRR (das iniciais em inglês e, segundo Dave esse é o som que um pirata faz), essas métricas ajudam a definir os principais indicadores relativos ao crescimento da sua startup.

 

Startup Sorocaba: 5 métricas essenciais para sua startup – Métricas do pirata

 

  1. Aquisition (aquisição): forma com que você atrai os potenciais clientes – prospects – para sua base. Indicadores comuns: % crescimento da base,  número de visualizações ou downloads, CAC (Custo de Aquisição de Clientes).
  2. Activation (ativação): a métrica ativação está relacionada ao número de usuários ativos em sua base, ou seja, aqueles que de fato foram convertidos e interagem com sua solução. Indicadores comuns: % conversão, % aumento no número de usuários, ticket-médio.
  3. Retention (retenção): outra métrica muito importante, a retenção diz respeito a forma com que você retem seu cliente por mais tempo em sua startup. Baixas taxas de retenção podem ser um importante indicador que de que você precisa rever sua proposta de valor ou público-alvo. Indicadores comuns: % recompra, % churn, LTV (Lifetime value).
  4. Revenue (receita): capacidade de gerar receita. Essa métrica está relacionada à capacidade de escalar da sua startup (escalabilidade). Indicadores comuns: incremento no faturamento e no lucro.
  5. Referral (recomendação): métrica associada a viralização do seu negócio. Clientes satisfeitos indicam outros clientes e isso pode fazer com que você cresça rapidamente. Indicadores comuns: indicações, coeficiente viral, % member get member.

 

5 erros mais comuns na implementação de métricas nas startups

 

Acredito que você, assim como nós já compreendeu a importância de adotar métricas na sua startup, mas também é interessante saber o que não fazer, evitando assim desperdício de tempo e dinheiro, além é claro, do risco de tomar decisões erradas ou de não tomar decisões.

Confira os 5 erros mais comuns na implementação de métricas nas startups:

 

  1. Paixão pelos números: uma das dicas mais valiosas em relação às métricas é: não se apaixone pelos números. Likes é diferente de lucro. Sim, nós sabemos que ter o reconhecimento da sua startup no mercado além de prestígio, pode trazer potenciais clientes, mas cuidado para não fazer da sua startup uma startup-relâmpago, daquelas que a gente vê nas capas das revistas e que depois somem na mesma velocidade em que surgiram. #Desapega!
  2. Métricas da vaidade: também associada a paixão pelos números citada acima, as métricas da vaidade são aquelas que servem apenas para “inflar o ego”. Você até pode sustentar o posicionamento da sua startup baseado nessas métricas, durante algum período, no entanto, é preciso gerar resultado de fato. Saber o que realmente importa e dar foco. Lembre-se de que foco é sinônimo de velocidade no mundo das startups.
  3. Análises isoladas: números por números muitas vezes não querem dizer nada e podem levar a decisões errôneas, equivocadas e isso pode custar muito caro. Ao analisar um dado que talvez não esteja tão claro, procure estudá-lo mais a fundo para compreender sua origem e/ou suas consequências. 
  4. “Analysis Paralysis”: as métricas devem ser utilizadas para tomada de decisão, como já dissemos. Não caia no erro de ficar dias, meses, anos apenas analisando os dados sem aplicar inteligência e utilizá-los de maneira a tornar o seu negócio mais eficiente, competitivo.
  5. “Até quando eu erro, eu acerto”: contra fatos não há argumentos, então fazer vista grossa para um problema ou indicador negativo da sua startup pode custar o seu sucesso. Na dúvida sobre uma métrica você pode fazer um teste A/B ou adotar alguma outra estratégia para revalidá-la, mas não se faça de cego! Persistência é diferente de teimosia.

 

E você, utiliza alguma métrica para acompanhar o desempenho da sua startup? Conte para gente!

 


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.