Você certamente já ouviu a expressão “Job to be done”. Muito além de uma frase comum no mundo dos negócios, esse é e DEVE ser um objetivo seguido por todo empreendedor, para que sua startup seja de fato a melhor opção para os clientes.

 

Mas afinal, o que é Job to be done?

 

Via de regra todo novo produto ou serviço deve (ou deveria) solucionar uma ou mais necessidades dos clientes. Considere esse cenário: de um lado o cliente com uma necessidade que precisa ser sanada. Do outro várias empresas ou startups que estão em busca de conquistar esse cliente. Quem ganhará essa corrida, sem linha de chegada? Aquela empresa que melhor entender e atender a tarefa (job) que o cliente precisa executar!

Sim. Quando um cliente adquire um produto ou contrata um serviço ele quer na verdade alcançar um objetivo, cumprir uma meta (entendido também como satisfazer a sua necessidade). Assim, todo produto ou serviço também tem que executar tarefas para os consumidores: funcionais, operacionais, emocionais, sociais. Por mais simples que seja o produto ou serviço ele executa uma tarefa.

Mas vamos a um exemplo clássico. Quem compra uma furadeira está em busca de um furo (job) que irá futuramente servir para outra coisa, como pendurar um quadro na parede, por exemplo. Se o produto que atenderá a essa necessidade cumprir de fato o que se compromete, o que vier depois disso para melhorar o job é incremental, adicional. 

 

Startup Sorocaba: Afinal, o que é Job To Be Done?

Startup Sorocaba: Afinal, o que é Job To Be Done?

 

Mas porque isso embora seja tão óbvio, muitas vezes passa despercebido? Certamente porque em muitos casos as startups estão apenas focadas no que é melhor para elas e não para os clientes. 

Quanto mais emocional e/ou social for a tarefa que o produto executar, maior tende a ser o valor e a diferenciação percebida pelo consumidor. Concordamos que os diferenciais e as inovações são fatores decisórios na escolha de um produto ou serviço pelo cliente, afinal é isso o que muitas vezes o fará pagar, no entanto, antes disso é preciso fazer o “feijão com arroz”, atender a necessidade básica, resolver a atividade/trabalho principal. Na dúvida sobre o que implementar em seu produto avalie sempre se o que você está propondo fará com que os clientes cumpram seus objetivos centrais. Cuidado! Porque muitas features e firulas podem acabar atrapalhando a jornada do consumidor, ao invés de ajudá-lo, de simplificar a realização de uma tarefa básica ou mesmo satisfazê-lo.

 

Porque o Job to be Done é tão importante para sua startup?

 

Confira abaixo cinco motivos que fazem do Job to be Done algo imprescindível para sua startup:

 

  1. Deixa a proposta de valor mais clara: se você não entende como as pessoas veem seu produto certamente irá gastar muito mais esforço ou dinheiro para convencê-las de utilizá-los, partindo do pressuposto de que é muito mais fácil convencer alguém que já sabe que tem aquela necessidade do que criá-la em quem nem se quer se interessa em resolvê-la.
  2. Facilita ao encontrar o product/market fit: um vez descoberto o problem/solution fit sua solução pode ser a mais indicada também para outros  tipos de mercados.
  3. Determina a concorrência: saber o uso que os consumidores fazem do seu produto ou serviço irá determinar não apenas sua concorrência, mas também seu posicionalmente, ou seja, seu diferencial.
  4. Agrega valor: quando falamos de benefícios estamos falando também de vantagens e qualificadores para os consumidores. Sabendo do valor agregado do que você vende, pode oferecer seu produto ou serviço por um valor superior e/ou margens maiores, pensando também na experiência de uso como um todo ou na ampliação desses diferenciais.
  5. Otimiza tempo e recursos: ao focar primeiro no que é essencial você pode lançar o seu MVP e ganhar ou conquistar espaço no mercado, ao invés de desenvolver um produto ou serviço com diversas features que ninguém quer.

 

Não perca os outros textos sobre esta série! É hora de colocar a mão na massa! #JTBD

 


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.