Em um dos nossos últimos posts iniciamos o assunto Faça coisas que não escalam e daremos sequência neste. Sim, embora startup seja também sinônimo de crescimento rápido e escala, é preciso saber COMO e QUANDO escalar e, até lá, fazer coisas que vão garantir o sucesso do seu negócio.

Acredite:  enquanto você está aí pensando que fazer coisas que não escalam é adotar estratégias que não funcionam, muitas startups estão na contramão do seu pensamento, decolando…

 

Faça a lição de casa

 

Seguindo a lógica do que estamos falando, se você tem uma startup de hardware deve estar se perguntando como crescer sem ter os produtos que você necessita para vender e ganhar mais dinheiro, não é verdade? Sim. Concordamos que este é um grande desafio e que é possível resolvê-lo de várias formas como criar parcerias, buscar investimento para produzir o(s) primeiro(s) lote(s), etc. Mas, e agora José? 

Antes de sair por aí ou de quebrar a cabeça pensando no que fazer, lembre-se primeiro de fazer a lição de casa. Construa o que é possível construir, monte, desmonte, remodele, procure saber como funciona cada componente que a sua solução irá utilizar. Acredite, esse simples exercício fará você ver de verdade o que está por trás daquilo que você está se comprometendo entregar.

 

Adote um cliente

 

Essa frase lhe soa estranha? Que tal ter um cliente para chamar de seu? Se você trabalha especialmente no mercado B2B isso deve fazer ainda mais sentido. Os early adopters são aqueles usuários dispostos a lhe dar feedback e, acima de tudo, de apontar os pontos falhos mas disso você já sabe, correto? O que talvez seja novidade é que adotar um cliente pode ser estrategicamente interessante para a sua startup.

Escolha um cliente que lhe pareça trazer os maiores desafios. Torne-se “consultor” dele. Tente compreender suas principais necessidades para depois ver se o mercado se comporta dentro de um mesmo “padrão”. Não estamos dizendo para você trabalhar de graça não. Pelo contrário, estamos falando em otimizar seu tempo, sendo recompensado por isso. 

 

Abaixo os grandes lançamentos

 

Não se preocupe em querer fazer sempre grandes lançamentos para tudo o que você for lançar. Acredite: a tal fórmula do lançamento pode trazer resultado no curto prazo, mas certamente não faz com que os clientes/usuários permaneçam. 

Opte por fazer “menos barulho” enquanto testa sua solução, seus conceitos, seu produto. Alguns bons motivos para isso:

  1. Você pode corrigir algo rapidamente caso dê errado;
  2. Quantidade não é sinônimo de qualidade, logo, atrair multidões pode não ser tão atrativo para a sua startup;
  3. Feedbacks são muito importantes na fase inicial da sua startup. É melhor ter poucos clientes que relatam sua experiência do que clientes que utilizam sua solução e deixam de utilizá-la do dia para a noite, sem dizer o motivo. Lembre-se de que o recrutamento de clientes é uma missão que não deve ser terceirizada;
  4. Guarde o melhor para os melhores. Surpreenda o mercado quando você tiver em plena capacidade de fazê-lo. Antes disso é praticamente como dar um tiro no próprio pé.

 

Existe um mundo além da internet

 

Sim! Sejam bem-vindos ao mundo offline. Existe um mundo e vida além da internet e muitas vezes é lá que seus clientes reais estão!

A internet nos dá larga escala em todos os sentidos: faz a sua startup ser conhecida, aumenta as chances dela ser encontrada, permite a interação com pessoas do mundo todo. Mas, cuidado para não ficar apenas no mundo online. Por mais que você tenha acesso a infinitos relatórios e métricas sobre o que pensam, de onde são, como agem as pessoas que habitam  a internet, é imprescindível que você vá para o mercado ouvir os clientes. E neste caso ainda não há nada que substitua uma boa e velha conversa. 

A dica portanto é esteja onde seus clientes estão (não restrinja isso somente as redes sociais), saiba quais são suas necessidades, acompanhe de perto seu dia-a-dia. 

 

#GiveFirst

 

Se você é do meio empreendedor certamente já ouviu falar do Give First (aliás, nossa comunidade é baseada fortemente neste princípio).

O Give First defende que antes de ganhar você deve dar, se doar, contribuir, participar. Você só terá retorno – e aqui não estamos falando somente do retorno financeiro – se você tiver interesse autêntico em ajudar as pessoas seja com empreendedor ou enquanto empresa. Startups existem para resolver problemas. Dinheiro é apenas uma consequência de um trabalho bem feito.

 

Fazendo coisas que não escalam você estará pronto para escalar!

 

Startup Sorocaba: Fazendo coisas que não escalam você estará pronto para escalar!

 

Quando se é um empreendedor(a) e se tem uma startup, sabemos que pensar em escala é extremamente sedutor (difícil mesmo é não pensar em escalar).  Mas existe um momento certo para escalar e antecipar isso pode fazer com que você tenha retorno apenas no curto prazo.

Se você notar a trajetória dos grandes empreendedores, no início todos fizeram coisas que não escalavam – fosse por falta de recursos ou mesmo por querer aprender de fato. Dentro do contexto de uma startup isso faz ainda mais sentido, afinal, quanto mais rápido você falhar mais rápido aprenderá! 

 

Então, pronto para crescer fazendo coisas que não escalam?

Obs.: esse post é baseado no artigo de Paul Gram. 


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.