Depois de um bom tempo sem publicar no site, em função da realização do Decola Inovação, realizado em parceria com a In-Pulsa (acompanhe os resultados desse grande evento aqui), voltamos ainda mais dispostas a dar sequência ao nosso trabalho por aqui… então, vamos aproveitar para falar das novidades…

 

A (nova) Comunidade de Sorocaba

 

No último dia 05, realizamos a primeira reunião de um novo movimento aqui Sorocaba. Estiveram presentes agentes de vários grupos diretos, comunidades e de instituições de apoio que visam contribuir para o desenvolvimento e fomento de Sorocaba em relação à startups, empreendedorismo, tecnologia (e educação tecnológica) e inovação. 

A ideia desse movimento é formar um grupo autogerenciável, afim de que possamos discutir ações conjuntas beneficiando todas iniciativas e, principalmente, a (nova) comunidade de Sorocaba, com o objetivo de fortalecer o nosso ecossistema.

 

Comunidade de Sorocaba: primeira reunião do Comitê

A (nova) Comunidade de Sorocaba: primeira reunião do Comitê (movimento) que visa unir iniciativas para fortalecer o ecossistema

 

Entendemos que Sorocaba tem um enorme potencial empreendedor e tecnológico, além de excelentes iniciativas agregadoras. Não falta também público interessado nessas iniciativas, entretanto, o esforço de todos os grupos de concentrar esse público e de engajá-lo acaba sendo maior uma vez, que a exemplo, as agendas de eventos não são coordenadas e acabam dividindo a audiência. 

Acreditamos que, ainda que muitas iniciativas desenvolvidas tenham focos diferentes, NÃO devemos concorrer (ainda que indiretamente), mas sim unir esforços e recursos para fazer algo bem maior, impactando mais pessoas e fazendo cumprir a missão de cada grupo.

Entre alguns objetivos deste novo movimento estão:

  • Consolidação de um movimento único que possa tornar a cidade de Sorocaba uma referência em relação ao empreendedorismo, tecnologia e inovação;
  • Criação e divulgação de uma agenda comum de eventos;
  • Parceria para organização de eventos que possam integrar vários agentes, para ampliar o alcance das ações e resultados;
  • Estudos e pesquisas para identificação do perfil tecnológico das empresas e perfil empreendedor dos empresários locais;

 

O desafio é grande sim (e nós sabemos disso), mas o saldo da primeira reunião já nos demonstrou que o simples exercício da aproximação das iniciativas e do diálogo entre seus representantes ainda pode render muito mais do que havia sido planejado anteriormente, o que demonstra que estamos no caminho certo!

 

E qual é o segredo de uma comunidade de sucesso?

 

Quando se fala da criação de comunidades e de ecossistemas o primeiro exemplo que vem a mente é certamente o Vale do Silício (inclusive nós também já tratamos aqui no site sobre os principais fatores de sucesso do Vale do Silício). No entanto, hoje já temos exemplos aqui no Brasil de comunidades que se desenvolveram no entorno de um propósito mútuo de aprender e de se desenvolver juntos. Essa é, sem dúvida alguma, uma das lógicas que  faz com que novos pólos de desenvolvimento e/ou novas comunidades surjam a cada dia (e diga-se de passagem, o que faz também com que resistam e perdurem por mais tempo. Sim o segredo do sucesso pode estar justamente aí!). 

Muito além de altos investimentos, a inovação exige uma rede interligada onde os grupos (academias, empresas, empreendedores, investidores, startups e governo) possam desempenhar seu papel em busca de um objetivo comum: o desenvolvimento.  Os celeiros da inovação mundial são antes de mais nada ambiente de comunidades sólidas, onde existe conexão entre empresários, forte ligação entre organizações de apoio e de maneira geral compartilhamento de conhecimento.

A inovação também exige mobilização social e uma mudança cultural radical muitas vezes, principalmente em relação ao mind set, afinal, criar um ambiente de colaboração é extremamente desafiador.

Sim, ao contrário do que se pensava antigamente a inovação é muito mais do que criatividade! Criar ambientes estimuladores e propícios para a inovação é apenas um dos passos no sentido de incentivar a geração de novas ideias, no entanto, é preciso lembrar que não há inovação sem a construção de uma cultura que por sua vez é sinônimo de PESSOAS.

Assim, não há inovação sem cultura e não há cultura sem pessoas. 

 

Mas e agora, qual é o próximo passo?

 

Respondemos:  trabalhar juntos para desenvolver o nosso ecossistema empreendedor.

É isso mesmo. Como já comentamos, demos mais um importante passo, mas esse foi apenas o passo inicial de muitos outros que ainda virão. A caminhada é longa, então tomemos fôlego e vamos adiante!

Da mesma forma como não se pode falar de inovação sem falar de pessoas e de cultura, não se pode falar de movimento (conjunto de ações de um grupo de pessoas mobilizadas por um mesmo fim), sem a construção e/ou desenvolvimento de um ecossistema. Por que? É simples… um movimento só pode existir se houver um ecossistema!

 

Building-an-Entrepreneurial-Ecosystem-in-Your-City-comunidades-startup-sorocaba

Como construir um ecossistema empreendedor?

 

Embora existam muitas outras referências bibliográficas, em seu livro “Building an Entrepreneurial Ecosystem in Your City“, Brad Feld aponta quatro pontos cruciais para a construção de um ecossistema empreendedor:

 

  1. A comunidade deve ser liderada por empreendedores: caso não seja conduzida por empreendedores a comunidade não se sustentará por muito tempo. Muitos exemplos provam que quando outros grupos tentam coordenar as ações dentro de uma comunidade, as chances de sucesso são drasticamente reduzidas. Portanto, a liderança deve ser exercida pelos “pequenos empresários” – tido como pilares da comunidade – também em função do nível de dependência que esses empreendedores ainda têm do ecossistema, diferente dos grandes empresários, que muitas vezes estão restritamente focados em seus negócios e tendem a ser menos engajados (mas aqui vale uma ressalva: isso não é uma regra!).
  2. Os líderes devem ter um compromisso de longo prazo com a comunidade: Brad fala em no mínimo vinte anos (para reforçar e tornar significativo o compromisso com o objetivos do grupo). As maiores comunidades, hoje já estabelecidas, como o Vale do Silício, por exemplo, tiveram uma longa trajetória e enfrentaram vários ciclos econômicos. Assim, os líderes devem estar comprometidos com o contínuo desenvolvimento da sua comunidade independentemente do ciclo econômico de sua cidade, estado ou país. Grandes empresas como Apple, Microsoft e Intel foram criadas durante os chamados ciclos econômicos baixos. Então, é possível inovar, crescer e prosperar mesmo em tempos difíceis.
  3. A comunidade deve ser extremamente inclusiva: crie e dissemine uma filosofia inclusiva que deverá ser aplicada a todos os níveis da comunidade. Assim, os líderes também devem estar abertos a ter mais líderes envolvidos. Portanto, é indispensável fomentar a participação de integrantes de várias esferas – e com qualquer nível de interesse – que certamente vão contribuir para um ambiente ainda mais enriquecedor e equilibrado. Tem uma startup? Que tal criar um programa para que jovens universitários possam vivenciar a experiência e a cultura de uma startup por determinado período? Que tal então criar um espaço colaborativo para receber e abrigar pessoas que também se interessam pelo universo das startups e/ou de inovação? Acredite: a diversidade é essencial para o desenvolvimento de um ecossistema. Ecossistemas bem-sucedidos são aqueles em que todos os envolvidos contribuíram e/ou contribuem para a sua vitalidade (e não apenas a indústria da tecnologia). Como consequência todos ganham, afinal não existem perdedores nesse jogo.
  4. A comunidade deve ter atividades contínuas que envolvam toda a “rede empresarial”: de aspirantes a empreendedores à empreendedores bem-sucedidos; de estudantes à mentores; de membros das equipes das startups à investidores e quem mais desejar se engajar pela causa.  Apoiar novas experiências de aprendizagem contribuirá para o desenvolvimento das competências necessárias para a competitividade, bem como para o crescimento da própria comunidade. Eventos como hackathons, meetups, cafés abertos, Startup Weekends, etc. promovem integração e geram resultados tangíveis. Alguns deles podem durar apenas um fim de semana, alguns meses, não importa! Essa dinâmica é análoga a realidade das startups também, mas o mais importante são os resultados gerados, pensando sempre no longo prazo.

 

Lembrem-se: uma comunidade bem sucedida é regida pela sinergia, pelo pensamento de longo prazo, pela cooperação (ao invés de competição), por uma cultura de aceitação ao erro (tido como aprendizado), pela transição das lideranças. Um movimento só é um movimento se ele tiver a frente pessoas que, independente do tamanho do novo desafio, aceitem seguir em prol de algo bem maior, que pode demorar a ser conquistado, mas que recompensará igualmente a todos os envolvidos.

 

Como participar desse movimento?

 

Se você também se interessou e deseja fazer parte desse novo movimento, confira a agenda das próximas reuniões aqui. Não há nenhum critério para participação do grupo, esperamos apenas reunir pessoas que estejam dispostas a fazer de Sorocaba uma grande referência no diz respeito ao empreendedorismo, tecnologia e inovação. Challenge Accepted?

PS.: nesse meio tempo em que escrevíamos este post, já rolou a segunda reunião do movimento, que contou com a participação de mais pessoas e novos grupos.

 

Segunda reunião

Segunda reunião

 

Vamos que vamos. Te esperamos em nosso próximo encontro!


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“O Startup Sorocaba (#StSo) é resultado da união um grupo de pessoas que acredita no grande potencial empreendedor da cidade de Sorocaba. O objetivo central do projeto é conectar PESSOAS e IDEIAS com o intuito de fomentar o ecossistema empreendedor na cidade, ajudando a criar e desenvolver novos negócios de alto impacto”.