Se você está iniciando um novo projeto, ou se pretende iniciar sua startup é importante que tenha na ponta da língua as respostas para as perguntas abaixo.

Já acompanhamos vários casos em que os empreendedores não tinham sequer o conhecimento mínimo necessário sobre o seu mercado, o público-alvo que deseja atender e o diferencial do seu produto, etc. e acabaram desperdiçando suas oportunidades. 

Especialmente hoje em dia onde temos inovações sendo lançadas a cada segundo em todo canto do mundo, é preciso lembrar que nem sempre a sua startup terá uma segunda chance. Então que tal começar por esse exercício?

 

As 10 perguntas que todas as startups early stage devem responder

 

Se você tem uma ideia em estágio inicial, ou seja, se está na fase de ideação, antes de decidir lançar a sua startup, tenha em mente a resposta para essas 10 perguntas, que o ajudará a ter clareza sobre o seu modelo de negócio:

 

  1. Qual é o problema que você está resolvendo?  Se essa for uma das respostas mais fáceis para você ok. Pode avançar duas casas. Mas, se ao contrário, você não souber exatamente o que responder, volte cinco casas (e não jogue mais o dado, enquanto não estiver preparado para respondê-la). E porque? Certamente se você não sabe qual problema está se propondo a resolver, não faz sentido ter uma solução. Aproveite esse card de dicas extras e leia o post que fala sobre isso.
  2. O problema é suficientemente “doloroso”? O problema é mesmo um problema? É algo que desperte em seus potenciais clientes a necessidade de resolvê-lo com senso do urgência? Se você ainda não sabe como responder a essa pergunta, perca a vez e aproveite para ler o post que falamos sobre “Sua startup tem um produto must have ou nice to have?“.
  3. Qual é o tamanho do mercado? O grupo que você identificou como cliente potencial representa de fato uma oportunidade? Tirando seu pai, sua mãe e possivelmente seu irmão, quem mais sente a dor que você está se propondo a resolver (e que, neste caso, não compraria sua solução apenas pra agradá-lo)? O mercado em que deseja atuar precisa ser grande e atrativo o bastante para recompensar o esforço de lançar a sua startup. Mas, isso não é relativo? A resposta é… não! Seu produto ou serviço podem ser os melhores do mundo, mas não servem para todo o mundo
  4. Quem é o seu cliente? Bom… a resposta a essa pergunta poderia facilmente levá-lo a um GAME OVER! Mas sabemos que muitas vezes não é possível ter essa resposta em um curto período de tempo, no entanto, é preciso escolher um ou mais grupos de potenciais clientes e validar para descobrir quem pagará a conta no final. Feito isso, é hora de lançar novamente os dados.
  5. Quem é o seu perfil de cliente ideal? Essa resposta te ajudará a responder muitas outras perguntas e avançar para novas fases. Toda startup em estágio inicial deve otimizar seus recursos. Isso inclui o dinheiro que você investirá para adquirir clientes, o tempo que você irá dedicar para fechar as primeiras vendas, etc. Portanto, nada de cartas coringas aqui!
  6. Com quantos clientes em potencial você falou? Você pode escolher investir R$10k, R$20k ou quantos “Ks”, construindo algo que ninguém quer ou deseja, ou descobrir a partir dos feedbacks dos seus potenciais clientes aquilo que está mais próximo daquilo que resolve seu problema. Então, se você ainda não fez isso, recomece o jogo! (Ah, e da próxima vez, “Get out of the building“).
  7. Qual é job to be done?  Todo cliente tem um tarefa (job) a concluir, seja ela funcional, operacional, emocional ou social. Sem compreender exatamente o que o cliente realmente quer ou deseja é como dar um tiro no escuro. Caso ainda não tenha clareza das necessidades dos clientes que deseja atender, fique sem jogar três vezes.
  8. Como os seus potenciais clientes solucionam esse problema hoje em dia? A resposta a essa pergunta fará com que você também compreenda quem são seus concorrentes e/ou quais alternativas seus clientes estão utilizando para solucionar o problema atual. Tente descobrir também o nível de satisfação com as soluções que eles utilizam. Isso fará com que você encontre um diferencial e estabeleça seu posicionamento. Se ainda não fez essa lição de casa, perca a vez.
  9. Qual é o diferencial do seu produto ou serviço? Se você parou para pensar nesta resposta e demorou mais que 3 minutos, preocupe-se.  E sabe porque? Se você não vende algum diferencial, não adianta exigir que seus clientes comprem né? Comece entendendo que posicionamento sua solução pode ter: “Sua startup está criando uma vitamina ou analgésico?“. 
  10. Quanto vale seu produto? Perguntinha difícil né? Também concordamos, mas saiba que se você também não tiver a mínima ideia do quanto vale o seu produto (ou quanto minimamente deve cobrar para cobrir os seus custos e zerar a conta) é preciso dar pause no jogo. Lembre-se de que nenhuma startup é criada apenas para sobreviver e que, embora no início seja difícil escalar, por definição uma startup é uma empresa escalável – o que também nos permite dizer que em dado momento a receita cresce desproporcionalmente em relação aos custos.

 

Embora o “mundo real” seja um pouco diferente de um jogo virtual ou de tabuleiro, ganha quem melhor se adequa as condições do ambiente e responda melhor aos anseios dos consumidores.

Então…


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.