O desejo de toda startup é escalar seu produto ou serviço, comprovando de fato, a viabilidade do seu modelo de negócios, mas a triste realidade é que muitas startups nem chegam lá… elas deixam de existir justamente por não atingir esse grau de maturidade e de resultado financeiro.

Portanto, o maior desafio de uma startup está aí, e convenhamos que vencê-lo não é tão fácil quanto parece ou como todo empreendedor desejaria. Mas atenção: pensar em escalar o negócio antes mesmo de ter um produto ou serviço de sucesso, pode ser um verdadeiro fiasco! (Para saber se a sua ideia é escalável leia esse post antes).

 

Socorro! Por que a minha startup não escala?

 

Socorro! Minha startup não quer escalar!

Socorro! Minha startup não quer escalar!

 

E infelizmente é assim mesmo: da curiosidade à tração, da primeira venda ao primeiro milhão, as startups precisam passar por inúmeras etapas importantes para só então chegar ao tão sonhado estágio sustentável de crescimento.

E os motivos dessa nova fase não dar certo podem ser vários.  Enumeramos abaixo alguns:

 

  1. Investir em produtos ou serviços que não escalam: existem muitos mercados que já estão extremamente saturados, onde não são poucos os produtos/serviços que viraram “commodities”, ou seja, algo de baixo valor agregado e de margens irrisórias. Para escalar o segredo está, portanto, na inovação. Evite oferecer mais do mesmo!
  2. Não atuar em nichos de mercado: atuar em segmentos específicos de mercado pode ser uma solução para escalar a sua startup. Muitos nichos são altamente lucrativos e oferecem grandes oportunidades justamente por não serem atendidos de forma satisfatória ou por terem sido desprezados. Busque o seu “Oceano Azul”, principalmente na hora de escalar.
  3. Não ter capital suficiente: nem que seja somente para alavancar os negócios inicialmente. Você provavelmente necessitará de investimento, ou seja, capital próprio ou recursos de terceiros, sócios, investidores-anjo. Avalie muito bem todos os riscos antes de ter um novo aporte.
  4. Não ter capacidade operacional: capacidade produtiva, recursos humanos (equipe de vendas, administrativa, etc), gestão logística. Com o aumento da demanda sua capacidade operacional inicial certamente deverá ser reajustada. Lembre-se: escalar significa expandir, crescer e se você não estiver preparado ou mesmo se escalar no momento errado, dificilmente sobreviverá.
  5. Não ter processos: por incrível que pareça, quando muitas startups crescem elas passam a descuidar de todos os fatores qualificadores que a trouxeram até a fase anterior. Assim, deixam de prestar um atendimento excelente, esquecem os padrões de qualidade – e isso por falar o mínimo. A dica, portanto é, tenha processos lean e padrões claramente definidos para toda operação. São esses processos que permitirão que você cresça ordenadamente. Mas atenção: cuidado para não burocratizar a sua startup! 

 

Acredite: escalar prematuramente a sua startup também pode levá-la a quebrar de forma rápida e precoce. Segundo uma pesquisa da Forbes, cerca de 70% das startups não evoluem por conta de uma escala prematura. Sim, ninguém discorda do fato de que é preciso crescer, mas saiba que é necessário crescer no momento certo.

Outra observação muito importante: não caia de ilusão de acreditar que ter apenas dinheiro é suficiente para os seus negócios deslancharem. O mau uso de todos os recursos também pode fazer com que você perca seus atuais clientes e tenha que abrir mão dos planos futuros da sua startup. Ah, e, por favor, mantenha atenção redobrada ao seu fluxo de caixa! Priorize os seus investimentos para evitar gastos desnecessários com algo que não vai ajudar o seu negócio crescer.

 

O gráfico Hockey Stick

 

E como saber qual o momento certo para escalar? Uma das maneiras mais simples de compreender todo o processo ao escalar uma startup, é o gráfico Hockey Stick (ou “Taco de Hóquei”).

O início dessa longa caminhada (base do taco) é flat e curta e a parte onde o jogador segura o taco é maior e íngrime. Esse seria o “gráfico ideal” de qualquer startup: no início – até encontrar um modelo de negócios – caminha-se de lado e depois de determinado período tem-se um crescimento exponencial, ou seja, é quando sua startup começa efetivamente a escalar.

 

Quer escalar sua startup:? Saiba como funciona

Quer escalar sua startup:? Saiba como funciona

 

Passar pela “primeira fase”, ou seja, descobrir o modelo de negócios possível de ser escalado é uma das maiores dificuldades de uma startup, mas não de todas. Sabe por que? Porque é nesta fase que a maioria dos empreendedores desistem em função da inviabilidade do projeto ou do desejo de não pivotar.

Assim, somente uma pequena parcela de startups chegará a esse estágio de vida e terá realmente esse “problema” de escalar o seu negócio. E aqui fica mais uma regra básica (básica, mas muitas vezes esquecida por muitos de nós): se você quer mesmo escalar a sua startup, preocupe-se primeiro em desbravar o seu mercado. Antes disso, você provavelmente gastará seu tempo, perderá muito dinheiro e estará apenas desviando o seu foco.

 

Toda longa caminhada começa por um passo.

E você, já deu o primeiro? 

 

Lembre-se: não se pode ter 1 bilhão de usuários sem ter o primeiro. Não se pode ter 1 milhão de faturamento, sem efetuar qualquer venda. O processo de escalabilidade passa por várias etapas e ainda que você não se torne a “startup da vez”, tente ao menos chegar a um ponto de equilíbrio financeiramente, para se possível reinvestir seus ganhos e pivotar até encontrar o modelo de negócios e o momento mais oportuno para escalar.


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.