Business Plan é um documento que os investidores fazem você escrever, para que ninguém leia”

Steve Blank

Cerca de 99,99% dos planejamentos das empresas falham e apenas 1 entre 10 startups dão certo. Mas, por que os planejamentos falham? Onde pode estar o erro?

Quando realizamos algum planejamento, na verdade estamos considerando que as premissas consideradas se concretizem. Criamos cenários futuros para o mercado, para os consumidores, para a economia, avaliamos todos os fatores externos – e que não dependem diretamente da forma de atuação do nosso negócio. No entanto, essas premissas não passam de previsões ou suposições do que acreditamos que irá ocorrer – e que de fato pode não ocorrer, ou então, ser bem diferente do planejado já que não podemos controlar o ambiente.

“Nenhum plano de negócios resiste ao primeiro cliente”

Steve Blank

Portanto, não sabemos ao certo como será o mercado daqui há dois, três anos. O que dizer então da economia? Será que as necessidades dos consumidores serão as mesmas de hoje? Quais são as chances de acerto? E as chances de erro? Acredite: a probabilidade de acertar ou errar é a mesma, ainda que você conte com o fator “sorte”.

 

10 razões pelas quais os planos estratégicos falham

 

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Por que os planejamentos fracassam? Como fazer a sua startup dar certo

 

Em 2012 um artigo publicado na Revista Forbes identificou as dez razões pelas quais os planos estratégicos falham:

 

  1. Ter um plano apenas por modismo;
  2. Desconhecer o ambiente e não ter foco em resultados;
  3. Baixo índice de comprometimento;
  4. Não envolver as pessoas certas na execução do plano;
  5. Elaborar o plano e colocá-lo na gaveta;
  6. Falta de vontade ou dificuldade em mudar;
  7. Não ter as pessoas certas nas posições de liderança;
  8. Ignorar a realidade do mercado, dos fatos e das conjecturas;
  9. Falta de prestação de contas ou continuidade;
  10. Objetivos irreais, ausência de foco e recursos.

 

Planejamento x execução

 

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O planejamento é na verdade um exercício que nos permite PARAR e PENSAR no negócio e se você reparar, geralmente só planejamos para ter um motivo (ou uma desculpa) para nos eximir de alguma culpa no futuro – já que planejar nos traz uma falsa segurança de que tudo se cumprirá, exatamente da forma como escrito no documento. Ah, que bom seria…

É claro que não podemos ser omissos ao ponto de sair por aí feito loucos, sem qualquer planejamento ou a mínima noção sobre a dinâmica do mercado, concorrência, do comportamento do consumidor, mas hoje em dia já é possível colocar os planos em prática validando as premissas em menor tempo – e por consequência eliminando todos os desperdícios (financeiros e não-financeiros) que o fato de chegarmos lá na frente e perceber que não deu certo, nos traria.

 

Aprendizado validado

 

Já falamos muitas vezes sobre o conceito da Startup Enxuta ou “Lean Startup” que é na verdade uma maneira empírica de testar todas as hipóteses que consideramos no desenvolvimento de uma ideia.

A grande diferença entre os métodos tradicionais e esse é que, em ambientes de extrema incerteza não é possível fazer sequer uma aposta do que dará ou não dará certo. Logo, planejar seria o mesmo que não planejar, já que as chances de acertar ou errar são praticamente as mesmas.

Justamente por esse motivo é que as startups utilizam a metodologia enxuta, que permite com que uma ideia seja testada e a partir do aprendizado validado (feedbacks) possa ser imediatamente viabilizada ou inviabilizada. Veja que aqui, as respostas para todas as hipóteses anteriores são resultado de ações empíricas e não de “achismos”.

Qual é a melhor maneira de saber se um produto vai dar certo ou não? Testando com o público-alvo, é claro! Se você realmente quer saber se uma ideia dará certo ou não teste!

Já falamos sobre a importância de colocar em prática o que diz a teoria (se você não faz a mínima ideia do que estamos falando leia o post Os erros e a cultura do fracasso), então é hora de partir para a ação!

Vamos lá?


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.