Empreendedores: errem mais e, por favor, o quanto antes! Embora essa frase possa parecer bem contraditória e soar estranho aos ouvidos de quem deseja empreender, na verdade não há nada mais coerente e sensato (mesmo que ainda não estejamos tão acostumado com essa verdade).

Embora óbvio, o caminho do sucesso vem muitas vezes acompanhado de diversas histórias de erros e fracassos – e aprender com esses percalços é justamente o que faz com que muitos empreendedores prosperem e tenham sucesso duradouro, afinal, aprenderam com seus próprios erros.

No entanto, infelizmente não estamos habituados a “cultura do fracasso”. Fomos incentivados desde pequenos a “ser os melhores”, a “vencer sempre”, mas quando crescemos e nos vemos diante dos desafios da própria vida, sabemos que na prática a teoria é outra já que, embora seja o nosso maior desejo nem sempre seremos os melhores e venceremos em tudo. Mas qual é o problema nisso?

 

Errar é mesmo um grande problema?

 

Você se permite errar?

Você se permite errar? Os erros também são chances de aprendizados

Não há problema algum em errar e recomeçar tantas vezes forem preciso. Pelo contrário! Se é que existe algum erro, ele está justamente na ilusão de que será sempre perfeito e que nada sairá do script. É claro que o desejo de todo o empreendedor é que a sua ideia seja a melhor do mundo, no entanto, é exatamente por descobrir que NÃO, é que é possível sair da zona de conforto, ser ainda melhor. Como assim?

Explico: se entramos em uma competição sempre com o espírito de quem já venceu, simplesmente por nos acomodar podemos perder e não nos recuperar em tempo. Ou se, ao desenvolvermos um produto acreditarmos que ele será a “bola da vez”, sem considerar na verdade que o mercado pode recusá-lo, podemos perder tempo e dinheiro demais, investindo em algo que ninguém estaria disposto a comprar… e logo, o desgaste e a frustração acabarão sendo ainda maiores.

 

A cultura do fracasso

 

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Erros também fazem parte da trajetória de um empreendedor de sucesso

Na nossa cultura, falar de fracasso é motivo de vergonha, afinal muitas vezes essa palavra é tida como sinônimo de incompetência, amadorismo, falta de preparo, incapacidade.  E a pessoa que “fracassou” acaba se tornado uma referência do que “não ser” ou um “mau exemplo”. Quase nunca olhamos para o aprendizado que aquela pessoa teve e nos proporcionou – já que, entre tantos ensinamentos, nos permitirá não repetir os mesmos erros que já cometeu.

Nos EUA é comum compartilhar os fracassos com os outros como grandes feitos (e não deixam de ser, já que foram resultados de pessoas que erraram, porque na verdade tentaram). É justamente neste sentido que, devemos cada vez mais incentivar o desenvolvimento de ambientes que propiciem a inovação e a criatividade através da prática – e não somente da teoria. Isso implica em permitir que as pessoas testem e falhem, mas que também aprendam – e com isso possam evoluir em todos os sentidos.  O medo de errar imobiliza e prejudica o crescimento dos negócios.

Para inovar, é preciso estar disposto a fracassar – Romero Rodrigues (fundador e CEO do Buscapé)

Portanto, errar mais, ou seja, aprender o quanto antes pode evitar que a sua startup erre em momentos mais críticos e quando efetivamente não deveria. Lembre-se: os acertos são consequências muitas vezes de muitas tentativas anteriores que falharam.

Então, permita-se tentar: errar mais e o quanto antes!


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.