Certamente assim como eu, você já viu inúmeras ideias inovadoras que morreram antes mesmo de sair do papel ou talvez você mesmo seja exemplo disso. E por que isso ainda acontece?

Se perguntarmos para as pessoas que abriram mão de seus projetos, provavelmente a maioria dirá que foi/é em função da falta de recursos. E esse motivo não aparece apenas em tempos de crises e recessões econômicas. Pelo contrário, esse é um motivo tão recorrente que, muitas vezes acaba sendo utilizado até como desculpa…

Mas de uns tempos pra cá isso tem mudado e como alternativa criativa a essa queixa comum surgiu o CROWDFUNDING.

 

Mas afinal, o que é Crowdfunding?

 

crowdfunding

 

Muito comum nos EUA, onde em 2009 surgiu o site Kistarter e que já captou mais de 1 bilhão de dólares para startups, no crowdfunding diversas pessoas contribuem mutuamente com algo de interesse coletivo ou que de alguma maneira possa beneficiar um público ou projeto.

Na prática, podemos dizer que o crowdfunding significa “ofertar algo que seja interessante para um grupo de pessoas e receber em troca, recursos desses grupos com o objetivo de desenvolver um projeto”. 

Aqui no Brasil, o movimento tem ganhado força através de plataformas como o Catarse.meVakinha, Kickante e outras plataformas segmentadas como o Viabilizza (voltado financiamentos colaborativos esportivos) e o Bicharia (que recebe doações para animais carentes).

 

Crowdfundind utilizado para patrocínio esportivo

Crowdfunding também pode ser utilizado para patrocínio esportivo

 

Para quem o Crowdfunding é indicado?

 

Projetos interessantes costumam render bons resultados tanto aos patrocinadores, quanto aos idealizadores de projetos inovadores. Portanto, o Crowdfunding é indicado para empreendedores que possuem uma boa ideia e não têm recursos suficientes para lançá-la ou querem expandi-la de forma rápida e, ao contrário do que muitas pessoas ainda imaginam, não é destinado apenas para pequenas empresas (embora seja mais fácil conseguir adesão nesses casos).

Uma nova modalidade de captação de recursos que acaba de chegar no Brasil, também promete contribuir para o surgimento de novos negócios através do equity crowdfunding que permite que qualquer pessoa compre participação nas empresas através da internet em sites como o Crowdcube, criado há três anos na Inglaterra. O site já  distribuiu 80 milhões de reais a 105 empreendedores e já ganhou a sua versão brasileira: o EuSocio.

Neste modelo de negócios, o empreendedor dá uma participação acionária da  sua empresa em troca de investimento e este processo pode ocorrer antes mesmo da entrada de um investidor anjo no negócio. 

Mas, como saber se o crowdfunding é mesmo a melhor alternativa para o seu tipo de negócio ou para a sua startup? Antes de mais nada você deve avaliar as vantagens e as desvantagens do financiamento coletivo para o seu projeto.

 

Vantagens:

  • As plataformas funcionam como excelentes ferramentas de marketing;
  • Através das plataformas é possível fazer a pré-venda de um produto ou serviço (recompensa);
  • O feedback do público-alvo é praticamente imediato e as sugestões podem render novas ideias para o próprio projeto;
  • Tanto empresas quanto pessoas físicas (investidores) podem contribuir com qualquer valor até chegar ao montante necessário.

 

Desvantagens:

  • Geralmente os financiamentos coletivos são mais utilizados para arrecadações pequenas de dinheiro e para projetos únicos;
  • Raramente um patrocinador apoia mais de um projeto de uma empresa;
  • A desconfiança das pessoas em investir dinheiro em projetos que pouco conhecem ainda é uma barreira sócio-cultural;
  • Em alguns casos, expor detalhadamente um projeto em sua fase embrionária aumenta o risco do plágio;
  • Embora não seja muito comum, existe sempre o risco de fraude;

 

4 dicas essenciais para ter um projeto eleito:

 

Para ser bem sucedido na captação de recursos é necessário ter um público-alvo suficiente interessado no seu produto ou serviço, seja ele formado por investidores ou consumidores. Caso contrário, será muito difícil conseguir conquistar uma audiência qualificada e engajada em um curto período de tempo, para fazer a sua ideia deslanchar.

Embora não seja uma regra, geralmente os projetos que cumprem a meta de arrecadação estão relacionados ao mercado B to C (business to consumer) ou a questões de forte apelo social, mas agora com a chegada do equity crowdfunding essa realidade pode mudar.

Aqui vão algumas dicas para ter o seu projeto eleito:

  1. Crie uma proposta única de valor: uma grande ideia só é comprada se realmente for única e muito bem comunicada. 
  2. Escolha recompensas atrativas e diferenciadas: quando se trata de recompensas, é essencial que você ofereça algo único e desejável pelo seu público-alvo (e isso não significa oferecer algo caro, até porque isso impactará diretamente nos seus custos).
  3. Defina claramente seus objetivos, cronograma e metas em relação ao projeto: um projeto muito bem planejado pode ser executado em pouco tempo e com sucesso. 
  4. Escolha a plataforma correta: embora pareça óbvio, muitas vezes os empreendedores optam pelas plataformas mais conhecidas, sem saber se o seu projeto é adequado para o público-alvo que encontrará por lá.

Então, está procurando uma forma de dar vida às suas ideias ou de alavancar seus negócios? Agora você já sabe por onde começar!

 

Para conhecer outros termos mais utilizados no universo do empreendedorismo consulte nosso Dicionários de Startups.  


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.