O sonho de todo empreendedor é que seu produto seja o melhor do mercado ou ao menos bem aceito pelo mercado e pelos consumidores – que são quem realmente interessa. Mas será que o produto perfeito existe mesmo? Como é possível fazer do seu produto o preferido pelos consumidores? 

 

Afinal, o produto perfeito existe ou não existe?

 

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Eu tenho a solução: o produto perfeito para você!

 

Ainda que o seu produto seja o melhor dentro da sua categoria, acredite: ainda assim ele não será “perfeito”. Mas o que isso quer dizer? Simples: que dificilmente um produto agradará a todos os consumidores de um segmento de mercado. 

Guy Kawasaki, um dos maiores nomes no mundo da tecnologia, diz que não devemos nos preocupar em ter o produto perfeito. É claro que isso não significa que você deve fazer um produto ruim, pelo contrário! Ele deve ser o melhor dentro das condições que você já tem e melhorado, se possível, com o tempo. 

Assim, você não deve ter medo de lançar um produto inovador, ainda que ele não esteja pronto (lembre-se do MVP), aliás, diga-se de passagem no caso de startups então isso passa a ser uma regra clara!  Os primeiros micro computadores apresentados pela Apple, por exemplo, não tinham dezenas de funções, mas ainda sim eram revolucionários. 

Deixe cem flores desabrocharem

Guy Kawasaki

Não sabemos exatamente onde vai surgir uma “nova flor”, mas você deve simplesmente permitir que elas brotem. As inovações podem atrair clientes inesperados e não necessariamente os considerados no planejamento inicial ou na primeira concepção do seu produto ou serviço. Muitas vezes, pensando nos clientes potenciais, desconsideramos os não-clientes (entre eles aqueles que já usam um solução similar, aqueles que se recusam a comprar os produtos ofertados por algum motivo e desconhecem o mercado e as soluções disponíveis).

Pergunte-se: o que faz/fará com que as pessoas comprem o seu produto ou serviço? E o que faz/fará com que as pessoas não comprem?

Sim, sabemos que é muito mais fácil convencer alguém que já conhece e já consumiu o seu produto do que tentar convencer alguém que ainda não conhece. Que tal ser o “produto perfeito” para essas pessoas?

 

Solução: atue em nichos de mercado

 

Não tenha medo de polarizar as pessoas. Nenhum produto por melhor que seja servirá para todos os públicos, portanto, defina muito bem o seu foco de atuação, direcione seu orçamento de marketing, otimize todos os seus investimentos.

As empresas querem criar o produto perfeito para todo mundo, e inevitavelmente vão cair na mediocridade 

Guy Kawasaki

Já parou para pensar que o seu produto pode ser a melhor solução (ou o “produto perfeito”) para um grupo de pessoas? As startups mais bem sucedidas compreenderam isso e hoje atuam em segmentos de mercados muito bem definidos, onde muitas vezes a concorrência também é bem menor.

Se você ainda não sabe muito bem por onde começar, estude muito bem todos os mercados, o potencial de crescimento de cada um, o perfil de cada grupo de consumidor dentro destes mercados. Avalie também o nível de demanda pela solução que você pretende desenvolver, e aqui, é claro, vale a famosa pesquisa ou validação da ideia, antes de sair por aí investindo em mercados “promissores”. 

Algumas ferramentas como o Google Trends também podem ajudá-lo a ter uma dimensão das tendências e dos termos mais pesquisados na internet. 

 

3 dicas do que NÃO fazer ao escolher um nicho de mercado para sua startup

 

Já que estamos tentando responder a pergunta se o produto perfeito existe ou não, aqui vão 3 dicas sobre escolher o seu mercado de atuação:

 

  1. Não avaliar se o mercado têm potencial suficiente: todo mercado têm seus riscos, no entanto, não avaliar suas oportunidades (abrangência, rentabilidade) é antes de tudo dar um tiro no escuro. Nichos são mais fáceis de penetrar, no entanto, isso não quer dizer que o a sua startup será a startup da vez!
  2. Atender a vários nichos com a mesma solução: um nicho sugere uma fração de um mercado ou segmento maior, logo, estamos falando também de consumidores e de necessidades diferentes. Aqui um mesmo sapato não calça pés de diferentes tamanhos. 
  3. Apostar em mercados da “moda”: alguns nichos se tornam saturados rapidamente conforme a popularidade o que indica que já é hora de mudar de nicho e atuar em super nichos – que muitas vezes são desprezados ou não são atendidos eficazmente pelas startups atuais. Em oceanos azuis a escalabilidade se torna muito mais difícil!

 

Lembre-se: a escolha do nicho pode determinar o sucesso da sua startup e fazer do seu produto o mais próximo do perfeito!


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.