Por que é necessário usar métricas?

“Métricas de software nos possibilitam realizar uma das atividades mais fundamentais do processo de gerenciamento de projetos que é o planejamento. A partir deste, passamos a identificar a quantidade de esforço, o custo e as atividades que serão necessárias para a realização do projeto.” – Wikipédia

 

Talvez no início da sua empresa você deve pensar que a utilização de métricas é completamente desnecessária, mas conforme você for obtendo e analisando estes valores perceberá a sua importância principalmente por proporcionar um entendimento maior em relação ao cliente.

 

Quando se trata de qualidade, o próprio livro Lean Startup do Eric Ries é um pouco contraditório. Apesar do autor dizer que não é possível medir a qualidade de um produto inovador já que não se conhece o padrão do mercado que ele será inserido (já que é um mercado inovador), outras vezes ele ressalta como a qualidade é importante.

 

Por mais que não se conheça o padrão de mercado, as métricas podem ajudar a entender o que está acontecendo no seu produto. Por isso, é através delas que será possível definir o padrão de qualidade inicialmente desconhecido, o qual é possível seguir conforme o produto for crescendo.

 

Como já foi mostrado anteriormente, na pesquisa sobre processo de desenvolvimento em startups, problemas relacionados a prazos, gerenciamento de bugs, dificuldade com o desenvolvimento de uma nova funcionalidade, entre outros, podem ser facilmente identificados com o uso de métricas. E, a partir daí adotar práticas que ajudem a melhorar esses números.

O “CHUTÔMETRO”

  

Vamos a um exemplo simples: programadores que atuam de forma independente através de consultoria! Como que eles estimam o seu tempo para desenvolver determinado software? É muito comum usarem uma técnica robusta mais conhecida como “chutômetro“! Muitas vezes a prática pode até levar a perfeição, então é muito comum depois de um tempo usando essa “técnica” e desenvolvendo sempre os mesmos tipos de software que a precisão em relação ao tempo aumente. Mas antes de virar um expert em “chutômetro”, quantas vezes um projeto será entregue atrasado?

Os atrasos são péssimos, mas a entrega antes do prazo também pode ter suas pegadinhas. Principalmente em relação ao valor cobrado pelas horas trabalhadas, além da possibilidade do cliente querer sempre as coisas antes do prazo.

Esse tipo de problema não acontece somente quando se trata de consultoria, para as startups isso pode ser mais um fator que influenciará o seu sucesso. Muitas vezes o atraso pode representar a perda do “time to market” ou até a possibilidade de aparecer alguma solução semelhante a sua no mercado de forma mais rápida.

 

O GQM

Definir métricas pode ser um pouco complicado, mas para ajudá-los é possível usar uma técnica muito simples, o GQM – Goal Question Metrics! É uma técnica muito semelhante ao mind map, mas com foco em métricas.

 

 

 

 

Para utiliza-lo é muito simples basta apenas: 

1) Identificar um objetivo (Goal),

2) Fazer perguntas (questions) em relação ao objetivo levantado em 1,

3) Definir as métricas (metrics) com base nas perguntas feitas no item 2. 

Desta forma, através do objetivo (o que você quer medir), é possível levantar hipóteses sobre o que deve ser medido que te induzam a definir as métricas. Lembre-se sempre de ser bem específico no objetivo para chegar ao resultado esperado. Veja exemplo abaixo:

 

 

 

No início pode parecer difícil, mas o importante é começar aos poucos! Comece com objetivos pequenos tais como: “Medir problemas encontrados por clientes após release do software”, e a partir desse objetivo crie perguntas que te ajudem a desenvolver um raciocínio para chegar até o objetivo. Por exemplo: como medir a quantidade de bugs encontrados pelo cliente? ou até, como medir a quantidade de clientes que deixam de usar a minha solução devido aos bugs encontrados? A partir dessas perguntas é possível estabelecer algumas métricas: número de bugs encontrados durante desenvolvimento X número de bugs encontrados em produção, número de bugs encontrados pelos clientes X número de clientes, dentre outras.

Não confuda métricas com medidas! As métricas são definidas pela relação de duas ou mais medidas, ou seja, para obter uma métrica você precisa comparar dois valores (medidas). Por isso as métricas te dão mais informações do que as medidas, e uma dica muito boa é sempre olhar as métricas em relação ao tempo. Desta forma é fácil identificar se os resultados estão melhorando ou não.

COMECE PELO MAIS SIMPLES E ESTABELEÇA METAS

Então comece com esses mapeamentos menores para ir ampliando aos poucos! Devo lembra-los também que não adianta nada ter os números se você não utilizá-los de forma adequada! Utilize-os para elaborar metas tais como: aumentar qualidade do produto final, a cobertura e qualidade dos testes, qualidade do código desenvolvido, dentre outras metas.

  

Apesar de um pouco complicada, espero que façam bom uso da dica dada neste post. Ela é importantíssima para te ajudar a elevar a qualidade final do seu produto, e do seu desenvolvimento. Mas lembrem-se sempre de começar do que considera mais fácil: comece a entender os valores que a sua empresa já consegue mapear, para depois aprimorá-los com o tempo.

Além dos exemplos dados neste post, essa técnica também pode ser utilizada para definir os famosos salto de fé e motor de crescimento do Lean Startup 

 


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