No post Startup: você sabe o que é? falamos que toda startup tem como principal característica um negócio repetível e escalável.

Assim, o modelo de negócios de uma startup deve considerar como a empresa criará valor para os clientes (ou seja, qual será a sua estratégia, operação e modelo econômico) e acima de tudo, como o negócio realmente será passível de repetição e escalonamento já que, de nada adiantará você encontrar um modelo que só funcione para um pequeno grupo de pessoas.   

E porque saber isso é tão importante?

Ora, se você como empreendedor, não souber (ou pelo menos estimar) o potencial de crescimento do seu próprio negócio será muito mais difícil dar continuidade a sua ideia. Concorda?

Além disso, saiba que esse é um dos principais pontos avaliados por um investidor anjo e se nem mesmo você estiver certo do seu futuro ou das chances de sucesso, provavelmente é porque a ideia não valerá a pena. 

 

O que é escalabilidade?

 

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Sua ideia é uma ideia escalável?

 

O conceito deriva do termo nativo produção de escala, onde se pode produzir repetidamente algo em grande quantidade e com ganho de produtividade.

São modelos de negócios que podem ser replicados sem demandar recursos na mesma proporção do seu crescimento, ou seja, que permitem atender um maior número de pessoas ou fabricar um maior número de produtos sem necessariamente alterar sua estrutura inicial. 

A escalabilidade está diretamente relacionada à capacidade do seu negócio de atender um número crescentes de clientes, sem aumentar seus custos. Assim, para ter uma ideia escalável você deve sempre avaliar se para o seu desenvolvimento (crescimento) será necessário algum investimento de capital financeiro e/ou humano na mesma proporção.

 

Como ser escalável?

 

Para isso é importante que sua startup já tenha o chamado product/market fit, ou seja, já tenha identificado uma necessidade no mercado e lançado um produto que possa suprí-la. Acredeite: decidir tornar seu negócio escalável antes disso é apenas desperdício.

Assim, de forma muito simples, você saberá se tem/terá uma ideia ou negócio escalonáveis se eles são/forem:

  1. Ensináveis: se todos os processos internos podem ser explicados facilmente para todos os colaboradores e os objetivos da sua startup são claros e tangíveis, o negócio pode ser expandido. 
  2. Únicos: sua proposta de valor deve ser única e quando possível exclusiva. Isso garantirá uma maior demanda para o seu negócio.
  3. Repetíveis: um “modelo de produção” que funciona e pode ser repetível, ou seja, ampliável indica que há mercado e áreas para expansão da startup.

 

Alguns exemplos de produtos escaláveis são: softwares, downloads.

 

Por que é importante ser escalável?

 

É preciso lembrar que as empresas sempre terão os custos operacionais, mas as empresas escaláveis tentam manter os seus custos variáveis ou os custos incorridos com cada cliente adquirido, a um nível baixo. Logo, se a sua empresa segue um modelo escalável, o custo por cliente não vai aumentar, mesmo se você ganhar 100 clientes durante a noite.

Portanto, ser escalável significa que a sua empresa pode ser expandida potencialmente (sem limites) o que é mais do que desejável e esperado de um empreendedor que já sabe aonde a sua empresa pode chegar!

Então, a sua ideia ou o seu negócio são escaláveis? 


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Bacharel em Administração com ênfase em Marketing, especialista em Marketing (MBA em Vendas & Trade Marketing) com larga experiência, atuando no desenvolvimento de marcas, produtos e serviços, gerenciamento de projetos offline e projetos digitais. Presta consultoria na área de marketing, marketing digital e inovação, lecionando como professora convidada em cursos de graduação e MBA. Atuou como BizDev e Curadora de Projetos na Associação Brasileira de Startups (ABStartups) participando diretamente das edições do programa de acesso ao mercado Pitch Corporate (nas verticais Exportação, Educação, in-company), Pitch Gov SP, primeiro programa da América Latina em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), maior evento da América Latina neste segmento. Atualmente é Sub - Coordenadora do Comitê de Comunidades também na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Sócia da 4 Legacy Ventures, fundadora do Startup Sorocaba e empreendedora digital, já criou inúmeros projetos digitais e contribuiu para o desenvolvimento de outros, tendo sido também parte da equipe de algumas startups. É uma das organizadoras do Google Business Group Sorocaba, atuando diretamente como manager do Google Business Group Women, além de embaixadora de alguns projetos nacionais e internacionais na área de empreendedorismo e tecnologia (como o Technovation Challenge). Já desenvolveu atividades na Campus Party 2015, ministrou palestras e cursos sobre empreendedorismo, empreendedorismo digital e startups. Foi curadora da arena “Tech4Teens” na Virada Empreendedora 2016, mentora convidada do Comitê Acelera da FIESP, Inovativa e de programas voltados para startups onde também já integrou bancas de jurados, avaliando projetos inovadores. É Community Manager da Techstars (uma das maiores aceleradoras do mundo) e Membro do Comitê da Rede Global de Empreendedorismo, atuando como uma das líderes locais em Sorocaba. Autora de dois livros pela Câmara Brasileira do Jovem Escritor, poetisa e aventureira nas horas vagas.